Educação
MEC firma acordo internacional para estratégia conjunta em educação
O Ministério da Educação (MEC) assinou, na quinta-feira, 28 de maio, a Declaração de Barcelona sobre Educação, um documento conjunto que prevê a construção de uma Estratégia Ibero-Americana de Educação. A declaração resulta da 29ª Conferência Ibero-Americana de Ministras e Ministros de Educação, realizada nesta semana em Barcelona, na Espanha. O acordo reúne 22 países da região com o objetivo de fortalecer políticas públicas educacionais de forma integrada e sustentável.
O documento, elaborado por meio da colaboração de 22 países com a coordenação da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), estabelece diretrizes comuns voltadas ao uso seguro e responsável da inteligência artificial na educação, às respostas a situações de emergência em ambientes escolares e ao fortalecimento da educação profissional e tecnológica.
Entre os principais pontos do acordo está a criação de marcos comuns para orientar a utilização ética da inteligência artificial nos sistemas educacionais. A declaração contempla ainda o intercâmbio de experiências e a construção de protocolos para prevenção, resposta e recuperação de sistemas educacionais em contextos de crise ou emergência.
Representando o MEC, o secretário-executivo, Rodolfo Cabral, citou os desafios comuns dos países ibero-americanos na utilização da inteligência artificial no contexto educacional. “Temos a responsabilidade de construir abordagens que permitam incorporar e educar sobre essas tecnologias de forma ética e centrada no desenvolvimento humano. Ao mesmo tempo, precisamos assegurar que a transformação digital contribua para reduzir desigualdades nos nossos países, não para ampliá-las”, afirmou.
No campo da educação profissional, os países participantes se comprometeram a desenvolver uma agenda comum com foco na modernização e flexibilização da formação. O objetivo é tornar os sistemas mais articulados com o mercado de trabalho e alinhados ao desenvolvimento produtivo dos países, por meio da cooperação internacional e do compartilhamento de boas práticas.
Os países também destacaram a importância da valorização dos profissionais da educação, com ações voltadas à formação continuada, ao bem-estar e ao desenvolvimento profissional.
Parcerias – A 29ª Conferência Ibero-Americana de Ministras e Ministros de Educação reuniu representantes de mais de 20 países em Barcelona, consolidando-se como um espaço estratégico de diálogo e articulação política no campo educacional. O documento firmado será encaminhado à 30ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, prevista para ocorrer em Madrid, também na Espanha, nos dias 4 e 5 de novembro.
Com a assinatura do acordo, o MEC reafirma o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e com a construção de políticas educacionais que promovam inovação, inclusão e desenvolvimento social.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC credencia novas universidades comunitárias: entenda o modelo
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres), publicou, na terça-feira, 1º de setembro, seis portarias relativas às Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices), uma de qualificação e cinco de renovação. A instituição qualificada foi a Universidade Vale do Rio Doce (Univale), de Minas Gerais. As renovações foram publicadas para as seguintes instituições: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Universidade do Vale do Paraíba (Univap), Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e Universidade do Vale do Taquari (Univates). Todas as portarias têm validade de cinco anos.
As Ices são constituídas na forma de associação ou fundação, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que ofertam serviços gratuitos à população, proporcionais aos recursos que eventualmente obtiverem do poder público. Também institucionalizam programas permanentes de extensão e ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos alunos e ao desenvolvimento da sociedade.
No início deste ano, o Ministério da Educação (MEC) publicou a Portaria MEC nº 71, que estabelece procedimentos para a qualificação, o monitoramento e a formalização de parcerias entre o poder público e as Ices. De acordo com a portaria, as instituições comunitárias qualificadas poderão acessar recursos públicos federais para o desenvolvimento de atividades de interesse público, inclusive por meio de editais de fomento e de emendas parlamentares. A norma também prevê que essas instituições possam atuar como alternativa na oferta de serviços públicos educacionais, respeitando os princípios da legalidade, da transparência e da finalidade pública.
Categorias administrativas da educação superior
As instituições de educação superior são divididas em seis categorias administrativas: as públicas podem ser municipais, estaduais ou federais. Já as privadas podem ter ou não fins lucrativos. Também há a categoria das universidades de caráter especial, que não se enquadram nem como públicas e nem como privadas, pois foram criadas por lei, mas cobram mensalidade.
Públicas – Mantidas pelos governos. As federais, pela União; as estaduais, pelos governos de cada unidade federativa; e as municipais, pelas prefeituras. As federais e as estaduais são gratuitas e o acesso geralmente ocorre por meio de processos seletivos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou vestibulares próprios.
Privadas – Quanto às universidades privadas, além das comunitárias, estão as confessionais, ligadas a doutrinas religiosas; as filantrópicas, focadas em assistência social e oferta de bolsas de estudo e também sem fins lucrativos; e as privadas, cujo objetivo é gerar lucro para os donos ou acionistas. Oferecem formas de entrada subsidiadas por programas governamentais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) ou o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As instituições particulares pagas podem variar desde faculdades de pequeno porte até grandes redes educacionais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Seres
Fonte: Ministério da Educação
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