Economia
MDIC promove mesa de debates com mulheres do setor da moda
Aconteceu na tarde desta terça-feira (24/3) a Mesa de Debates Mulheres na Moda, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) desde 2023. Os debates reúnem mulheres de setores da indústria, comércio e serviços com o objetivo de implementar políticas públicas integradas para a construção e a promoção da diversidade, e buscando integrar pauta das mulheres às políticas do ministério.
Na abertura, a secretária-executiva adjunta do MDIC, Aline Damasceno, destacou a diversidade de setores envolvidos na discussão. “Começamos os debates abordando Mulheres no Empreendedorismo Feminino, de onde saiu a estratégia nacional do Elas Empreendem”, comentou.
Aline destacou ainda temas como comércio exterior, regulação e economia circular, ocasião em que as mulheres contribuíram na elaboração da Estratégia Nacional de Economia Circular.
“Então, de tempos em tempos, tentamos trazer vocês para debaterem, para se conhecerem, para nos subsidiarem, para que a gente consiga criar políticas e estratégias que atendam as necessidades de vocês”, concluiu.
Também presente ao debate, a diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio, Janaína Silva, destacou o aproveitamento de competências ou diferenciais de mulheres no comércio Exterior.
“É claro que queremos saber também quais são os desafios e como conseguimos ajudar. Mas para isso é importante a gente conhecer quais são esses potenciais que podem ser alavancados. E por isso a importância de ouvi-las também, sobre a moda como exportação de serviços,” ressaltou.
A secretária de Economia Verde, Julia Cruz, abordou o potencial da dessa área, do ponto de vista da sustentabilidade.
“A sustentabilidade é uma das dimensões da Nova Indústria Brasil, que é um dos focos aqui do ministro para a neoindustrialização do Brasil, a partir da perspectiva do que é a indústria no século 21. Quando a gente traz isso para o setor da moda, tem uma série de implicações, mas tem uma que é muito clara quando a gente fala da demanda do mercado consumidor, que é a circularidade”.
Na conclusão da mesa, a diretora do Departamento de Comércio e Serviços, Adriana Azevedo, destacou mais uma vertente da NIB que busca destravar investimentos na indústria brasileira, além de motivar a inovar.
“Nessa linha, estamos buscando orientar a área de comércio e serviços em bases sustentáveis e mais tecnológicas. Diante disso, nosso desafio foi tentar unir essa pauta com a diretriz de gênero. E disso surgiu um programa chamado Empreendedoras Tech. Esse programa traz algumas semelhanças com o que nós estamos discutindo aqui, focando no desenvolvimento de soluções inovadoras por mulheres”, disse.
Participaram da mesa do setor público: Diretora do Departamento de Novas Economias do MDIC, Sissi Alves; Coordenadora-Geral de Articulação Institucional Setorial do MDIC, Márcia Silva; Analista de Produtividade e Inovação da ABDI, Junia Motta; Diretora – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI – RN), Amora Cavalcante; Gestora de Beleza – Sebrae Nacional, Maria Consuelo Mello; Consultora e Coordenadora da Rota da Moda Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – MIDR, Viviane Ribeiro; Assessora do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Meire Barbosa; Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Secretaria de Relações Institucionais (CDESS/SRI), Nara Kohlsdorf; e Coordenadora – ApexBrasil, Mariele Laís Christ.
Participaram da mesa representando o setor privado: Diretora Executiva da Abrafas, Ana Paula Pustiglione; Diretora Criativa e Diretora Educacional – Instituto Brasil Eco Fashion – Moda, Educação e Inovação para Sustentabilidade, Ana Paula Freitas; Gerente da ABVTEX, Angela Bozzon; Diretora Executiva da ABEST, Aurea Yamashita; Gerente de Sustentabilidade e Inovação da ABIT, Camila Zelezoglo; CEO Founder – Caroline Moraes Concept, Caroline Moraes; Codiretora executiva – Sistema B Brasil, Cinthia Gherardi; Sócia e Gestora de Cultura e desenvolvimento Humano – Confecções T. Christina, Claudia Cicolo; Cocoordenadora do programa Moda Justa e Sustentável da Associação Aliança Empreendedora, Cristina Chiarastello; CEO e Fundadora – Startup Texgenera, Dyana Carolina Porto; Presidente CNTRVCUT, Francisca Trajano; Coordenadora de Marketing – Eurofios, Adriane Damaceno; Representante Legal – Agroindústria A.X.S. & Gonzagas Ltda, Adriano de Souza; Coofundadora e Assessora – SCMC, Amélia Malheiros; Coordenadora de Comunicação do CICB, Jessica Fontoura; Gestora de Relacionamento e Negócios da Abicalçados, Letícia Masselli; CEO e Diretora Criativa – IZCA, Lis Vidal Pereira; Assessora Especial – IARA, Ludmyla de Castro e Moura; Especialista em Sustentabilidade – Lunelli, Mariana Emmerich; Diretora – IARA e Rio Fashion Week, Olivia Merquior; Gerente de Comunicação – Cotton Move, Raquel Chamis; Fundadora e CEO – Movimento Eu Visto o Bem, Roberta Negrini; Head de Sustentabilidade – Grupo Azzas 2154, Suelen Joner; CEO – Da Tribu, Tainah Fagundes; Comunicação EGS, Paula Guimarães.
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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Acordos comerciais ampliam mercados e fortalecem indústria brasileira, diz secretária do MDIC
Ampliação de mercados, atração de investimentos, fortalecimento da indústria nacional e agregação valor às exportações brasileiras estão entre os objetivos dos acordos de livre comércio firmados pelo Mercosul nos últimos anos, segundo avaliação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante debate realizado no Senado nesta terça-feira (26/5).
“Os acordos com Singapura, União Europeia e EFTA representam a maior expansão da rede de acordos comerciais do Brasil e uma mudança histórica no perfil da inserção internacional brasileira. Em conjunto, ampliam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio do país coberta por acordos comerciais”, afirmou Tatiana.
Durante a apresentação, que ocorreu na Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, ela lembrou que o acordo com Singapura, assinado em 2023, foi o primeiro firmado pelo bloco em mais de dez anos, ressaltando ainda o potencial estratégico da parceria para ampliar mercados. Singapura é o sétimo principal destino das exportações brasileiras.
No caso do acordo entre Mercosul e EFTA, o entendimento prevê ampla cobertura tarifária e abertura gradual de mercado, incluindo a eliminação de tarifas para produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.
Tatiana também relacionou os acordos à estratégia de neoindustrialização conduzida pelo governo federal e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, com reflexos diretos sobre o perfil das exportações do país.
“O esforço de neoindustrialização conduzido pelo governo federal busca promover uma indústria mais competitiva, inovadora e preparada para disputar mercados internacionais”, destacou.
A embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE), também participou do debate, conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia, e ressaltou o caráter estratégico dos acordos para a diversificação comercial brasileira.
Relação comercial e impactos econômicos
No caso de Singapura, o país asiático possui PIB de US$ 547 bilhões e importações de US$ 457 bilhões. A corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões em 2025, com exportações brasileiras de US$ 7,4 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2040, impacto positivo de R$ 28 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 11 bilhões em investimentos e crescimento de US$ 40 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.
Já o Mercosul-EFTA envolve Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, mercado com cerca de 15 milhões de consumidores e PIB combinado de US$ 1,5 trilhão. O comércio do Brasil com esses países movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025. A Suíça é atualmente o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2044, impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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