Brasil
MCTI e Finep discutem parcerias com Ministério da Pesca e Aquicultura
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu na quarta-feira (15), em Brasília (DF), o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. Eles discutiram uma parceria entre as pastas para projetos no setor de aquicultura, como o melhoramento genético de espécies e um levantamento de dados sobre a pesca continental no País.
A ministra Luciana Santos explicou que é possível estabelecer projetos com fomento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que conta com 12 programas estruturantes para o investimento em projetos de pesquisa brasileira. “São iniciativas que fazem parte do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e da Nova Indústria Brasil [NIB]. O fundo é operado pela Finep e conta com um Conselho Diretor, que aprova os projetos. Com os ministérios, nós avançamos no Política com Ciência, o programa número 10, que nos permite alcançar de forma transversal as pautas mais estratégicas em cada pasta”, explicou.
O ministro André de Paula reforçou a importância da cooperação para avançar no setor e beneficiar o produtor brasileiro. “O MCTI cumpre papel central em políticas transversais com vários ministérios e essa parceria é fundamental para dar competitividade aos pescados no Brasil. Temos hoje uma competição forte global e precisamos estar ao lado dos nossos produtores para que essa competitividade nos permita ampliar o consumo do pescado no Brasil e avançar na abertura de novos mercados, o que tem sido prioridade no governo do presidente Lula”, pontuou.
Já o secretário-executivo do MPA, Édipo Araujo, explicou que um dos projetos do MPA é relacionado a uma lacuna de conhecimento sobre a pesca continental brasileira, que faz referência à captura de pescado nos rios e lagos. “É uma política estruturante para o País.” Uma segunda iniciativa é o melhoramento genético das espécies da aquicultura. “Tem o tambaqui, a tilápia e o camarão. A gente vive em um mundo globalizado, em concorrência com os outros países. A tendência é investir em ciência e tecnologia para ter um melhor aproveitamento da proteína do pescado”, disse.
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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