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MCTI apoia iniciativa do MGI e do CPQD de inteligência artificial com foco em governo digital personalizado

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Um governo digital para cada pessoa. Com esse foco, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria estratégica com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) anunciam projeto inovador voltado à transformação digital do Estado brasileiro: o Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética (Inspire). A apresentação da iniciativa ocorreu nesta terça-feira (30), no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

Estão previstos investimentos de R$ 390 milhões no decorrer dos 4 anos de duração do projeto. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do MCTI, geridos pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O objetivo é criar plataformas de inteligência artificial (IA) para dar suporte e otimizar o desenvolvimento de soluções para políticas públicas, com base em dados qualificados, de fácil comunicação com outros sistemas e protegidos, de modo a viabilizar a entrega de serviços públicos personalizados. Para isso, as diversas bases do ecossistema de dados sociais, como CadÚnico, saúde e educação, serão catalogadas e integradas seguindo as diretrizes da Infraestrutura Nacional de Dados (IND), também chamada de Base de Dados do Brasil.

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, a iniciativa está alinhada ao objetivo do FNDCT que é financiar a inovação científica e tecnológica visando promover o desenvolvimento econômico e social do País. “É o Governo do Brasil pensando no bem-estar do cidadão, no avanço do País e em sua soberania. Esse é um exemplo importante de investimento que chega na ponta, reforçando e facilitando o acesso a políticas públicas por meio da inteligência de dados e tecnologia”, relatou.

“A intenção é usar a inteligência artificial para potencializar as políticas públicas, oferecendo serviços personalizados que interessam a cada pessoa, seguindo o conceito de um governo para cada pessoa, e sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais [LGPD] no compartilhamento de dados. Mais do que isso, a iniciativa é um pilar importante do movimento de transformação digital do Estado, iniciada em janeiro de 2023”, afirmou o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas.

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Um exemplo seria um agente de saúde municipal receber, via aplicativo, alertas de que uma criança em sua área de atuação está com vacinas atrasadas e fora da creche. Esse agente público poderia pesquisar, com a ajuda de um GenApp (aplicação que usa tecnologias de IA generativa para criar conteúdo original), o histórico da criança e todos os benefícios sociais a que ela tem direito. E ainda poderia enviar mensagens personalizadas à mãe, explicando como acessar os serviços públicos específicos.

Mascarenhas também ressaltou que o Projeto Inspire terá o papel de contribuir para uma maior eficiência das políticas públicas, o combate a fraudes e a personalização dos serviços oferecidos às pessoas. “Essa iniciativa será fundamental para conseguirmos ofertar os serviços públicos de acordo com o momento de vida das pessoas. Poderemos, inclusive, ofertar esses benefícios sociais e serviços de forma automatizada, facilitando o dia a dia das pessoas”, acrescentou.

Base no PBIA

O Projeto Inspire foi concebido a partir das proposições do Eixo 3 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), do MCTI. Como executor do projeto, o CPQD será responsável pelo desenvolvimento de soluções destinadas a garantir que seus requisitos sejam atendidos. “Isso inclui o uso de IA para verificar a qualidade (acurácia) dos dados, assegurar sua interoperabilidade e integração entre as bases e aplicações e, também, desenvolver chatbots e sistemas de recomendação de serviços de governo digital para o cidadão, entre outras facilidades”, explicou o diretor responsável pelo projeto no CPQD, Paulo Curado.

Para isso, a organização vai conduzir diversas frentes de trabalho:

– IA para catalogação e interoperabilidade de dados: objetivo é facilitar a integração, uso e reuso de informações nas diversas interações das pessoas com o governo

– Plataforma para GenAI: desenvolvimento de ferramentas que permitam a criação de aplicações de IA Generativa para facilitar a vida das pessoas nas interações com a administração pública

– Núcleo de aplicações de IA: ambiente centralizado de experimentação e repositório de modelos, metodologias e soluções baseadas em IA para transformar o serviço público

– Cibersegurança no contexto de IA: núcleo de tecnologias para garantir a privacidade e a segurança dos dados utilizados nas aplicações envolvendo IA, principalmente os que envolvem dados sensíveis

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– IA para qualificação de dados cadastrais: infraestrutura para validar, enriquecer e garantir a precisão das informações cadastrais, melhorando a identificação das pessoas, a personalização dos serviços e a assertividade das políticas públicas

– A personalizada para difusão de políticas e serviços públicos: uso de IA semântica para catalogação, etiquetagem, arquivamento e personalização temática do acompanhamento de informações do governo

Com o objetivo de acelerar o desenvolvimento do Projeto Inspire, o CPQD está investindo na montagem de uma infraestrutura dedicada em suas instalações em Campinas (SP), constituída de unidades de processamento gráfico (GPUs) que serão utilizadas no desenvolvimento de aplicações e treinamento de modelos de IA. “Além disso, estamos cuidando da governança do projeto, que inclui a identificação e contratação de parceiros como universidades, e da capacitação de cerca de 200 pessoas envolvidas no trabalho”, disse Paulo Curado.

“Esse projeto, fruto de uma ação coordenada entre várias instituições de governo e o apoio da Finep, com recursos do FNDCT, só demonstra a relevância de políticas recentes que têm permitido ampliar os recursos destinados ao financiamento da pesquisa científica, tecnológica e de inovação, garantindo, com isso, a soberania do Brasil em áreas estratégicas e de futuro, como a Inteligência Artificial. O Inspire resultará em grande benefício para a sociedade, ao implementar melhorias de serviços voltados ao cidadão, com impactos positivos na eficiência governamental, na segurança cibernética e na qualificação de dados públicos”, ressaltou o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias.

O presidente do CPQD, Sebastião Sahão Junior, lembra que o apoio tecnológico a projetos estruturantes como o Inspire está alinhado ao seu papel de parceiro estratégico do Estado. “Esse papel tem como direcionadores o desenvolvimento estratégico articulado com o Estado visando impacto positivo na sociedade e soberania tecnológica, assessoramento técnico na tomada de decisões e apoio tecnológico na formulação e implementação de políticas públicas”, conclui o presidente do CPQD, organização privada que presta serviços e desenvolve tecnologias de produtos e de sistemas.

Com informações do MGI e do CPQD.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Guia do Ministério do Turismo mostra como pequenas adaptações qualificam a experiência de turistas neurodivergentes

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O Ministério do Turismo, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), lançou nesta quinta-feira (7), durante o 10º Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), o “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”. A iniciativa inédita reúne orientações práticas para a recepção deste público no setor, a fim de tornar o turismo brasileiro mais acessível, acolhedor e adequado a diferentes perfis de viajantes.

O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional conduzida pela UEA, em parceria com o MTur. A análise identificou que o atendimento e o preparo das equipes são os fatores de maior impacto na experiência turística dos neurodivergentes.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, enfatizou o empenho do Governo do Brasil no sentido de qualificar a atenção àqueles que precisam de cuidados especiais. “A partir dos dados da pesquisa, criamos esse guia para que os turistas se sintam mais seguros quando forem viajar e, principalmente, para que o empreendedor esteja preparado para receber o turista neurodivergente”, afirmou.

Segundo Feliciano, mesmo adequações de pequeno porte já significam muito para o turista neurodivergente. “São adaptações acessíveis a todo o trade turístico. Na maioria das vezes, são informações básicas que podem ser compartilhadas antes da viagem, aumentando o acolhimento dessas pessoas”, completou o ministro.

Soluções reais para problemas comuns

Além do lançamento do guia, a programação do Núcleo do Conhecimento do Salão do Turismo, onde a publicação foi lançada, contou com uma oficina prática voltada a profissionais do setor turístico, pesquisadores e participantes do evento.

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Durante a atividade, os participantes foram convidados a pensar soluções reais para situações comuns enfrentadas por turistas neurodivergentes em hotéis, restaurantes, aeroportos, shows e atrações turísticas.

Divididos em grupos, eles discutiram alternativas para situações comuns do turismo, como barulho excessivo em shows, iluminação intensa, excesso de estímulos visuais em eventos, filas longas, cheiro forte e falta de previsibilidade durante viagens.

O que revelou a pesquisa

A pesquisa nacional que serviu de base para o guia foi realizada entre fevereiro e março de 2026 com 761 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.

Entre os participantes:

  • 90,1% relataram julgamentos relacionados a comportamentos neurodivergentes;
  • 89,8% apontaram falta de compreensão das necessidades por parte das equipes;
  • 87,5% citaram falta de flexibilidade no atendimento;
  • 77% relataram dificuldade com tempo de espera sem previsibilidade;
  • 72,7% apontaram o barulho intenso como um dos principais gatilhos de desconforto.

‘Não é um material teórico’

Durante o lançamento, a coordenadora da pesquisa, professora doutora Marklea da Cunha Ferst, destacou que o guia foi pensado para aproximar soluções práticas da realidade do setor turístico.

“O guia foi criado para ajudar o operador da atividade turística a saber como agir diante de situações reais. Não é um material teórico. Para cada desafio, existem sugestões de adaptações práticas e exemplos de soluções possíveis”, explicou Marklea.

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Segundo a pesquisadora, grande parte das mudanças necessárias envolve adaptações simples e de baixo custo, principalmente relacionadas a comunicação, organização dos ambientes e ao preparo das equipes.

A professora Marklea Ferst foi responsável pela coordenação e pelo desenvolvimento da pesquisa, bem como pela elaboração do Guia, produzido no âmbito de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério do Turismo e a UEA para a realização de ações voltadas ao turismo responsável, com ênfase na acessibilidade do setor turístico.

O guia completo está disponível AQUI.

PROGRAME-SE PARA O SALÃO DO TURISMO:

Data: 7 a 9 de maio

Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Como se inscrever

Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.

Programação para o público

Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.

Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento.

 

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

João Pedrini: (63) 99125-9853 

Natália Moraes: (61) 99202-7509 

Marco Guimaraes: (61) 99689-4646 

Lianne Ceará: (88) 99901-3201 

Victor Mayrink: (61) 99161-3220

Fonte: Ministério do Turismo

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