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Marinha dos EUA diz que fragmentos de minas apontam para o Irã em incidente com navios petroleiros

Publicado

Reuters

A marinha dos Estados Unidos mostrou, nesta quarta-feira (19), fragmentos de minas e um ímã que afirmou ter retirado de um dos navios petroleiros que foram danificados no Golfo de Omã na semana passada. Segundo os militares, as minas têm notável semelhança com as iranianas.

“A mina limpet [tipo de mina que é presa ao alvo por ímãs] que foi usada no ataque é reconhecível e também tem uma semelhança marcante com minas iranianas que já foram exibidas publicamente em paradas militares”, disse Sean Kido, comandante de um grupo de tarefas que cuida de explosivos e resgates na marinha dos Estados Unidos.

Kido falou com repórteres em uma instalação da marinha perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes, cidade que é banhada pelo Golfo de Omã.

Os objetos, que os americanos afirmam ter retirado do navio japonês “Kokuka Courageous”, foram supostamente colocados ali pela Guarda Revolucionária do Irã, de acordo com a marinha.

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A empresa dona do “Kokuka Courageous” havia afirmado que o navio foi danificado por dois “objetos voadores”, mas a marinha rejeitou essa possibilidade.

“O dano no buraco da explosão é consistente com um ataque de mina, e não com um objeto voador externo atingindo o navio”, disse Kido. O comandante também acrescentou que havia furos de pregos visíveis no casco que indicavam como a mina estava presa ao navio.

Na semana passada, militares americanos já haviam divulgado um vídeo que, supostamente, mostrava a guarda iraniana removendo uma mina que não explodiu do “Kokuka Courageous”. No dia 13 de junho, a embarcação foi danificada junto com outro navio, norueguês, no Golfo de Omã. O Irã nega qualquer envolvimento no incidente.

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Bolsonaro se reunirá com Xi Jinping no Japão antes do início do G20

Publicado

Folhapress

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Antes de estrear na cúpula de líderes do G20 em Osaka, no Japão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá um encontro bilateral com o dirigente chinês Xi Jinping na próxima sexta-feira (28).

Na conversa, Bolsonaro vai falar sobre a agricultura brasileira e seu desejo de que o Brasil passe a exportar produtos de maior valor agregado ao país asiático. Hoje o comércio é fortemente baseado na venda de commodities brasileiras aos chineses.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e foi destino de 27% das exportações brasileiras entre janeiro e maio deste ano, somando US$ 25 milhões.

Bolsonaro e Xi devem tratar de visitas de ambos aos países parceiros. O brasileiro tem viagem oficial prevista para a China em agosto e o chinês deve viajar ao Brasil em novembro, para participar da Cúpula dos Brics.

Esta será a primeira participação de Bolsonaro em uma reunião do cúpula do G20. Além da bilateral com Xi, ele deve ter uma reunião a sós com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

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O encontro é uma mudança de postura do presidente brasileiro, que, durante a campanha, dizia que a China “estava comprando o Brasil”.

Desde o início do governo, Bolsonaro fez gestos de aproximação entre os dois países, deixando para trás a fala que adotou como candidato.

Em maio, a ministra Tereza Cristina (Agricultura) viajou à China para tratar das relações comerciais com os asiáticos.

Em viagem a Roma na última semana, ela apoiou a candidatura do vice-ministro da Agricultura da China, Qu Dongyu, recém-eleito diretor da FAO.

Também em maio, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, viajou a Pequim para participar da reunião da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação).

Durante o encontro, ao lado do vice-dirigente chinês, Wang Qishan, ele discutiu temas como fabricação e venda de aviões da Embraer para os chineses e de produtos de frigoríficos brasileiros.

Mourão também se encontrou com o presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei, e disse que o Brasil não pretende restringir as atividades da empresa chinesa.

A Huawei foi vetada de instalar redes de 5G nos EUA pelo presidente Donald Trump, sob a acusação de espionagem. Os americanos vêm pressionando aliados a adotar postura semelhante.

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Apesar da mudança de postura de Bolsonaro, uma maior aproximação com a China não é consenso em seu governo.

Em entrevista recente à revista Veja, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, disse que o tema da Huawei no Brasil “ainda está sob análise”, destoando do tom adotado por Mourão.

Ernesto e o escritor Olavo de Carvalho, influente no governo Bolsonaro, são contrários a uma maior aproximação com o país asiático e defendem que o Brasil se mantenha ao lado dos EUA na guerra comercial travada entre eles.

A necessidade de reduzir a co-dependência com o gigante asiático foi um dos principais assuntos do jantar para o presidente Jair Bolsonaro durante visita a Washington, em março.

A reunião de Cúpula do G20, que tem início na sexta, terá como pano de fundo novos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China diante da expectativa do resultado do encontro entre Xi e Trump que deve ocorrer no Japão.

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