Connect with us


Brasil

Marina Silva recepciona novos servidores do Ibama em Brasília

Publicado em

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esteve presente, na quinta-feira (29/1), na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, para dar as boas-vindas a uma nova geração de profissionais do Instituto. A recepção contou com a participação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, além de diretores e de uma plateia composta por servidores veteranos e novos colaboradores, presencialmente e por transmissão on-line.

Em discurso de abertura do evento, Agostinho destacou o empenho da ministra para o fortalecimento do quadro de servidores. “No início da gestão, a senhora conversou com o presidente Lula e conseguiu autorizar, de imediato, a chamada de 257 servidores cadastrados em concurso anterior. Batalhamos por um novo concurso; a ideia inicial era de 200 vagas, mas a senhora insistiu e chegamos a 460”, relatou o presidente.

Ao falar aos novos integrantes do quadro funcional do Ibama, a ministra Marina Silva definiu o concurso público como investimento e como parte de uma política ambiental que vai além do papel. “O melhor investimento que a gente faz é em infraestrutura humana. E vocês são as pessoas que cuidam do maior patrimônio, sem o qual não existe desenvolvimento econômico duradouro.” Ressaltando as dimensões ética e política da sustentabilidade, a ministra destacou ainda o valor intrínseco e ontológico da natureza, que deve ser preservada para além de seu potencial produtivo.

Leia mais:  Pecuária sustentável em campo nativo surge como aliada na proteção de aves migratórias no Pampa e no Cerrado

Reforço estratégico

O concurso público, realizado em 2025, foi tratado como prioridade pela atual gestão, com o objetivo de ampliar a capacidade de atuação do Instituto. O certame previa inicialmente 460 vagas, mas, em um esforço conjunto com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Governo do Brasil autorizou a convocação de excedentes, reforçando a proteção do meio ambiente, o combate à crise climática, a garantia da qualidade ambiental e a conservação da biodiversidade.

Até o momento, o Ibama integrou mais 148 Analistas Administrativos e 400 Analistas Ambientais às suas equipes. Com os novos servidores, o Ibama volta a ultrapassar a marca de 3 mil servidores. Atualmente, o quadro conta com 3.089 efetivos, e as convocações continuam. A distribuição dos novos analistas seguiu o planejamento estratégico institucional, com reforço significativo de pessoal na Amazônia Legal.

Vozes da nova geração

A capilaridade do novo corpo técnico é representada por trajetórias como a de Carolina Fernandes, que se mudou de São Paulo para Manaus para assumir uma vaga como Analista Ambiental na Superintendência do Amazonas. Assim como muitos colegas lotados em superintendências e unidades técnicas em todo o país, Carolina acompanhou a solenidade por transmissão on-line.

Leia mais:  Governo define repartição da energia extra gerada pela Usina do Rio Madeira (RO)

“Para mim, assumir este cargo representa ressignificar o próprio viver e seu propósito. Saber que agora posso colocar em prática conhecimentos que me permitem colaborar com a preservação do meio ambiente e mudar a vida de seres vivos — incluindo a do meu próprio filho — é algo que me enche de orgulho, paixão e vontade de fazer mais”, afirmou.

O Instituto já capacitou 37 dos novos analistas na área de Licenciamento Ambiental Federal, por meio de curso especializado com carga horária de 180 horas. Sofia Santini Antunes, recém-empossada como analista na Coordenação de Assuntos Estratégicos de Licenciamento Ambiental (Coaes), que atua na sede da autarquia, destacou o potencial de preservação proporcionado pela visão integrada do processo de licenciamento adotada pelo Ibama.

(Com informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook

Brasil

Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

Published

on

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

Leia mais:  Salão do Turismo terá painel exclusivo sobre a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027

A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

Leia mais:  Governo define repartição da energia extra gerada pela Usina do Rio Madeira (RO)

O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262