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Maranhão tem 89 médicos especialistas em atividade e recebe mais 14 profissionais

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O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos profissionais do primeiro ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) em todo o país. No Maranhão, 89 médicos especialistas estão em atividade, contribuindo para ampliar o acesso da população à atenção especializada. Outros 14 profissionais chegam ao estado nessa semana para reforçar o atendimento nos municípios de São Luís, Caxias e Barra do Corda.

A medida garante a atuação ininterrupta de médicos especialistas nos municípios de todo o país até a publicação de um novo edital, previsto para dezembro de 2026. A continuidade fortalece o objetivo central do programa: ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e cirurgias.

No Amazonas, os profissionais em atividade atuam nas especialidades de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, colposcopia, endoscopia, entre outras. A chegada de novos especialistas reforça a assistência nos municípios e contribui para reduzir vazios assistenciais, especialmente no interior.

Em todo o país, o projeto já alcança 2 mil médicos especialistas, quatro vezes a meta inicial. Cerca de 500 são anestesiologistas, profissionais fundamentais para a realização de cirurgias, e 52% dos especialistas atuam no interior do país. Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, além de 451 profissionais que chegam nesta semana pelo 3º Ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas.

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De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, o PMM-E é inovador e já está consolidado como uma política de formação e provimento de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS).  Proenço afirma ainda que o projeto tem melhorado a prestação de serviços, o que reforça a necessidade de prorrogação das atividades.

“A redução do tempo de espera está relacionada ao aumento do número de procedimentos realizados pelos especialistas. A produção é acompanhada por meio dos registros do Sistema de Informação Ambulatorial e do Sistema de Informação Hospitalar, além dos dados inseridos pelos profissionais em formação na Universidade Aberta do SUS,’’ explicou.

A permanência desses profissionais nos territórios também assegura a continuidade do cuidado prestado à população e preserva os investimentos já realizados em formação, deslocamento e fixação dos médicos. O Mais Médicos Especialistas oferta 24 cursos de aprimoramento, com a participação de 55 instituições mentoras. O programa integra o Agora Tem Especialistas, instituído pela Lei nº 15.233, de 7 de outubro de 2025.

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A prorrogação, porém, não é automática. Os médicos admitidos pelo edital nº 03/2025, cujos contratos venceriam em setembro, precisam, individualmente, cumprir os requisitos de aprimoramento, de serviço e de situação administrativa, além de manifestar interesse em continuar e obter aprovação dos gestores locais.

Formação médica

No âmbito da formação, o SUS é o maior formador de especialistas do país. Atualmente, são 51,5 mil residentes financiados pelo Ministério da Saúde, com aumento do investimento de R$ 1,4 bilhão, em 2023, para R$ 3,3 bilhões, em 2026. Entre 2023 e 2025, foram criadas mais 5.890 bolsas de residência médica e 3.577 bolsas de residência em área profissional por meio do Pró-Residência. Até o final de 2026, especialidades consideradas críticas lideram a expansão de vagas, com 4.926 em anestesiologia e 2.623 em psiquiatria.

Atualmente, o estado do Maranhão conta com 654 residentes em saúde com bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde. Desse total, 354 estão em programas de residência médica e 300 em residências de área profissional.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde participa de debate sobre sistemas de saúde na América Latina e no Caribe

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Representantes do Ministério da Saúde participaram, nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF), do Encontro Regional da Rede sobre Funções Essenciais de Saúde Pública (RedFESP), da Rede de Fundos Nacionais de Saúde das Américas (REFSA) e da plataforma Impulsa-RISS. Realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o evento abordou a organização dos sistemas de saúde da América Latina e do Caribe e as possibilidades de cooperação entre os países da região.

Durante o encontro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apresentou aspectos da organização do Sistema Único de Saúde (SUS), como a universalidade do acesso, a descentralização da gestão e a estruturação das redes de atenção. A apresentação integrou as discussões sobre atenção primária, financiamento, organização dos serviços e desafios comuns aos sistemas de saúde da região.

“Precisamos aprofundar nossa compreensão sobre a complexidade dos sistemas de saúde na América Latina e no Caribe e ampliar a cooperação entre nossos países para fortalecer sistemas de saúde universais e abrangentes, tendo a atenção primária como base estrutural”, afirmou.

Instituído a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS tem entre seus princípios a universalidade, a integralidade e a equidade. Sua organização envolve mecanismos de financiamento, descentralização, participação social e articulação entre os diferentes níveis de atenção.

Atenção primária e redes de cuidado

A atenção primária foi um dos temas abordados durante o encontro. No Brasil, esse nível de atenção é responsável, entre outras atribuições, pelo primeiro contato dos usuários com o sistema de saúde e pela coordenação do cuidado.

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Também foi discutida a articulação entre a atenção primária, os serviços especializados e a atenção hospitalar, considerando a organização regional das redes e os mecanismos de regulação, financiamento e informação necessários ao acompanhamento dos usuários nos diferentes pontos de atenção.

Nesse contexto, foram apresentadas a Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES), o Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) e o Agora Tem Especialistas, iniciativas relacionadas à organização da atenção especializada e à articulação de consultas, exames e procedimentos no SUS.

As discussões abordaram ainda a necessidade de coordenação entre os diferentes níveis de atenção e territórios para a organização dos sistemas de saúde.

Financiamento em saúde

Outro tema tratado foi o financiamento dos sistemas de saúde e sua relação com a organização da oferta de serviços e a distribuição de recursos.

O debate considerou diferenças entre territórios e populações, incluindo fatores como vulnerabilidade social, distância, dispersão populacional, custos logísticos e barreiras de acesso.

Também foram discutidos desafios relacionados ao envelhecimento populacional, às doenças crônicas, às mudanças climáticas, à transformação digital e à incorporação de novas tecnologias.

A preparação dos sistemas de saúde para emergências sanitárias e eventos relacionados ao clima integrou a programação. No Brasil, o AdaptaSUS reúne ações relacionadas à antecipação, preparação, resposta e recuperação diante de riscos climáticos à saúde, considerando as características e vulnerabilidades dos territórios.

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Medicamentos e tecnologias

A aquisição e a incorporação de medicamentos, vacinas e outras tecnologias também fizeram parte das discussões.

No SUS, a incorporação de tecnologias envolve etapas de avaliação, negociação de preços, planejamento das aquisições, logística, disponibilização e acompanhamento. Entre os instrumentos utilizados estão negociação de preços, aquisições com organismos internacionais, compras parceladas e importação direta em situações previstas.

O encontro abordou ainda as possibilidades de cooperação entre os países da América Latina e do Caribe em temas relacionados à aquisição e ao acesso a tecnologias em saúde.

Cooperação regional

Ao final da apresentação, Massuda ressaltou que as experiências dos diferentes países podem contribuir para a discussão sobre a organização dos sistemas de saúde na região.

Segundo o secretário-executivo, características e soluções adotadas em cada país devem ser consideradas de acordo com seus respectivos contextos institucionais, sociais e econômicos. O intercâmbio de informações e experiências integra a agenda de cooperação regional em saúde.

“O financiamento em saúde é central para a organização dos nossos sistemas de saúde. A cooperação entre os países da América Latina e do Caribe é fundamental para compartilharmos experiências nacionais e discutirmos caminhos para sistemas universais, integrados, equitativos e resilientes”, afirmou.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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