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Agro

Mapa publica nova portaria para modernizar controle agropecuário na importação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na última quinta-feira (11), a Portaria nº 835, que estabelece normas para o controle agropecuário em operações de importação de produtos de interesse agropecuário sujeitas a registro no Portal Único de Comércio Exterior.

A medida reforça o compromisso do Ministério com a modernização dos processos ligados ao comércio exterior e atende aos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Novo Processo de Importação (NPI).

Modernização e integração dos procedimentos

Segundo o Mapa, a publicação da portaria faz parte de um esforço de revisão de atos normativos, adoção de ferramentas de gerenciamento de risco e coordenação com agentes privados regulados pela defesa agropecuária.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a normativa reforça o papel estratégico do órgão.

“Reafirmamos nosso compromisso com a evolução e a melhoria contínua dos procedimentos de controle agropecuário no Brasil. Porém, é importante ressaltar que a portaria não implica migração automática e obrigatória das operações para o Novo Processo de Importação. O Mapa seguirá o cronograma definido pelo Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac)”, destacou.

O que é o Novo Processo de Importação (NPI)

O Novo Processo de Importação é uma iniciativa do Governo Federal voltada à modernização e integração dos procedimentos de importação no país. Entre seus principais instrumentos estão:

  • Declaração Única de Importação (Duimp);
  • Catálogo de Produtos e Atributos;
  • Integração dos órgãos anuentes.
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O objetivo é reduzir burocracias, ampliar a transparência, aumentar a segurança e tornar o comércio exterior brasileiro mais ágil e competitivo.

A Secretaria de Defesa Agropecuária atua como órgão anuente no NPI, sendo responsável pela análise e pelo controle sanitário de produtos agropecuários importados. Essa atuação garante que alimentos, insumos e demais produtos estejam em conformidade com padrões de qualidade e segurança, protegendo a saúde animal e vegetal.

Portal Único de Comércio Exterior: centralização e eficiência

O Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex) foi criado em 2014 e tem como meta reduzir burocracia, tempo e custos em exportações e importações brasileiras.

O programa reformula processos, centraliza a comunicação entre governo e operadores privados e busca harmonizar as práticas de comércio exterior, funcionando como um “guichê único” para facilitar as operações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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