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Agro

Mandioca/Cepea: preços reagem após 10 semanas de queda com ajuste na oferta e demanda

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Mercado da mandioca registra reação após sequência de baixas

Após dez semanas consecutivas de queda, o mercado de mandioca voltou a apresentar reação nos preços em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O movimento de alta pontual está relacionado a um ajuste entre oferta e demanda industrial, em um cenário de menor disponibilidade de matéria-prima em algumas praças.

Mesmo com a melhora das condições climáticas em diversas áreas produtoras, o avanço da colheita e da comercialização ocorreu abaixo do esperado. Esse comportamento contribuiu para limitar a oferta no curto prazo e sustentar a recuperação das cotações.

Oferta mais restrita e mudança de estratégia no campo

Segundo o Cepea, dois fatores principais explicam o recente equilíbrio do mercado:

  • Menor disponibilidade de raízes de 2º ciclo em algumas regiões;
  • Redução do ritmo de colheita, com produtores priorizando o plantio em determinadas áreas.

Essa combinação reduziu temporariamente a oferta destinada à indústria, o que ajudou a sustentar os preços após um período prolongado de queda.

Produtores avaliam redução de área para a próxima safra

No campo, as sinalizações apontam para possível retração da área cultivada com mandioca neste ano. Entre os principais fatores que influenciam essa decisão estão:

  • Limitação de terras disponíveis para arrendamento;
  • Elevação dos custos de arrendamento, com destaque para o Paraná;
  • Alta nos custos de insumos agrícolas;
  • Baixa rentabilidade observada nas últimas safras.
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Esse conjunto de pressões tem levado produtores a reavaliar o nível de investimento na cultura.

Clima pode influenciar oferta e preços no médio prazo

O Cepea também destaca que o cenário climático pode ser determinante para o comportamento do mercado nos próximos meses. A possível intensificação do fenômeno El Niño pode afetar diretamente a produção de mandioca no país.

Região Centro-Sul: alternância entre chuvas e períodos secos pode impactar o desenvolvimento das lavouras;

Nordeste: redução das chuvas pode comprometer o ritmo de produção e comercialização.

Esses fatores climáticos tendem a influenciar a oferta de raiz e, consequentemente, a formação dos preços no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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