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Lutando pelas palavras: Nazismo é de direita

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Depois dos brutais episódios de ódio e racismo em Charlottesville, as redes começaram a se saturar de mensagens questionando se nazismo seria ou não de direta. A resposta inicial e compreensível de muitos de nós diante deste horror cognitivo foi de estupor, de raiva, de impaciência infinita por ter de discutir conceitos que são “óbvios”.

Óbvios? É nesta percepção que radica nosso erro, um erro, aliás, nada trivial.  Acreditem, o que para nós é indiscutível, evidente, para uma grande parte da população fora de nossas bolhas, não é. Essas nossas obviedades são por muitos desconhecidas, ignoradas, questionadas ou negadas.

Nossa luta se dá, principalmente, no campo dos conceitos, dos significados, das palavras.

“Genocídio dos jovens das periferias”, “feminicidio”, “cultura do estupro”, “esquerda”, “política”, “racismo”…. Nossa luta pelas palavras é diária. A linguagem está em eterna disputa. Se nos furtarmos a esta batalha pela linguagem em nome do óbvio, estamos derrotados.

Por tanto, sim, vamos recuperar a paciência intelectual que todos nós acreditamos ter perdido e vamos a explicar que o nazismo não é uma ideologia de esquerda. Vamos debater ideias, conceitos, até as que nos parecem óbvios, porque é dentro do campo da linguagem onde importantes guerras podem ser perdidas.

A linguagem é política.  A linguagem pertence ao poder e dele temos que recuperá-la, dele temos que ressignifica-la.

A linguagem não é neutra, inocente, casta, virtuosa, limpinha. A linguagem está carregada de política. A linguagem tem as mãos sujas. As palavras não são “belas, recatadas e do lar”, embaixo delas se esconde toda uma interpretação do mundo. Se quisermos resistir por uma interpretação mais justa, mais igualitária, mas inclusiva, temos de começar a pleitear as palavras.

Não, o que parece óbvio não o é.

Lutemos pelas palavras.

Esther Solano é Doutora em Ciências Sociais e professora da Universidade Federal de São Paulo. 

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Eleições 2022: Ratinho Junior anuncia primeiras mudanças no secretariado

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Arquivo/Rodrigo Félix Leal/AEn

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou nesta quarta-feira (12) as primeiras mudanças no secretariado de olho nas Eleições de 2022. As trocas serão efetivadas na próxima segunda-feira (17).

O atual secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva (PSD), deixará o cargo para retomar o mandato como deputado estadual. Ele deve se lançar candidato à reeleição, ou concorrer à Câmara dos Deputados ou Senado Federal.

O posto dele será ocupado pelo atual secretário João Carlos Ortega, que chefiava a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas. A pasta agora será conduzida pelo ex-prefeito de Pato Branco Augustinho Zucchi (Podemos).

Outra mudança é na Chefia de Gabinete, que passará a ser conduzida pelo ex-presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) Darlan Scalco (PSDB). O atual chefe, Daniel Villas Bôas, assume a Superintendência de Relações Institucionais.

Sem mencionar as Eleições 2022, o governador Ratinho Junior afirmou que o objetivo das mudanças é reforçar o atendimento aos municípios e fortalecer o diálogo com o terceiro setor, o empresariado e com os outros órgãos.

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“Tenho plena confiança em cada pessoa que assume esses cargos. Fizeram excelentes trabalhos em seus postos anteriores”, disse ele, por meio da Agência Estadual de Notícias.

Outras mudanças são esperadas nas próximas semanas. O prazo limite para que os futuros candidatos às Eleições 2022 se afastem de cargos públicos é dia 1º de abril, seis meses antes do pleito.

Na lista de futuros candidatos estão os também secretários estaduais Ney Leprevost (Justiça e Família), Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) e Beto Preto (Saúde).

 

 

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