Brasil
Luiz Marinho defende em SP redução de jornada para 40 horas semanais com dois dias de folga remunerados
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da proposta que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate, nos estados, a PEC 221/2019, voltada ao fim da escala 6×1 no Brasil. “É isso que a PEC precisa definir, o restante deve ser definido por negociação coletiva, na convenção coletiva de cada categoria. Essa discussão da regulamentação deve ser construída entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, defendeu Marinho.
Segundo o ministro, a mudança para a escala 5×2 vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou.
Sobre a compensação pedida por algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada, o ministro ressaltou que isso não vai ocorrer. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho, pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”.
As audiências nos estados da Comissão Especial que discute a PEC 221/2019 continuam por todo o mês de maio, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.
Ao fim da audiência, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que acontece em São Paulo até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas de todo o país para debater temas como negociação coletiva, os desafios dos sindicatos, o uso da inteligência artificial e a LGPD no movimento sindical, além da aplicação da norma da NR-1.
Aos participantes, Luiz Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para que medidas como a redução de jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação de trabalhadores por aplicativos sejam aprovadas no Congresso Nacional.
“A classe trabalhadora passou por uma reforma trabalhista traumatizante nos governos anteriores e para aprovar mudanças que beneficiem a categoria agora, tem de pressionar o Parlamento, senão elas não saem. Foi assim para a inserção de quem ganha até R$ 5 mil reais por mês no imposto de renda, ganho real no salário mínimo e várias outras conquistas. Hà um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1″, defendeu. “Algumas empresas resolveram antecipar a redução, implantando a escala 5×2, e o resultado é que eles zeraram as faltas, melhoraram a produtividade, o qualidade do seu serviço. O Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores”, complementou.
Brasil
MCTI e CNPq lançam chamada BRICS com R$ 33 milhões para projetos internacionais de pesquisa
O Brasil ampliou sua participação na cooperação científica internacional com a abertura da 7ª Chamada BRICS-STI. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao MCTI, vão investir R$ 33 milhões em projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizados em parceria com países do BRICS. As inscrições seguem abertas até o dia 6 de julho.
A iniciativa visa fortalecer a colaboração científica e tecnológica entre os países do bloco e apoiar projetos capazes de gerar impacto direto na qualidade de vida da população e no desenvolvimento sustentável. As propostas poderão ser submetidas em duas modalidades: Redes Temáticas de Pesquisa, voltadas à cooperação multilateral entre instituições científicas, e Projetos Flagship, direcionados a iniciativas estratégicas de grande porte com potencial de integração internacional.
Entre as áreas prioritárias da chamada, estão recursos hídricos, computação de alto desempenho, inteligência artificial, energia, saúde, biotecnologia, alimentação, ciência dos materiais, segurança digital e hidrogênio verde. Os projetos aprovados serão financiados com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), reforçando a estratégia do MCTI de fortalecer a soberania tecnológica e ampliar a presença brasileira em redes globais de inovação.
Para participar, os proponentes devem integrar consórcios internacionais formados por pesquisadores de países membros do BRICS e realizar previamente o registro da proposta no sistema internacional do programa. A chamada integra os esforços do MCTI para consolidar o Brasil como protagonista em agendas internacionais de ciência, tecnologia e inovação e ampliar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia digital e sustentável.
Todas as instituições envolvidas no projeto devem ser cadastradas no Diretório de Instituições do CNPq. Você pode acessar a página da Chamada Pública clicando aqui.
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