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Leilão do Lote 5 do Paraná marca o recorde de mais de R$ 96 bilhões em investimento no estado em menos de três anos

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O leilão desta quinta-feira (30), do Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, marca o papel transformador do Ministério dos Transportes para a infraestrutura rodoviária do estado.

Em menos de três anos, foram leiloados 6 trechos de estradas paranaenses, com um investimento total de R$96,2 bilhões por parte da iniciativa privada.

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O Lote 5 engloba as BRs 163/369/467/PR e PRs 158/317/467/977/978 e contempla 432,77 quilômetros. Vencedora do leilão, a Reune Rodovias Holding II S.A, da qual faz parte o Pátria Investimentos, ofereceu 23,83% de desconto sobre a tarifa básica de pedágio e se comprometeu a investir R$11,8 bilhões nas estradas ao longo dos próximos 30 anos.

“Finalizamos um conjunto robusto de leilões e agora será um novo momento para o Paraná. Nós chegamos até aqui sem nenhum obstáculo, conversando com todos, com transparência, e entregando resultados. A parceria Paraná – Brasil, com tarifa de pedágio, na média 50% menor do que era praticado no estado anteriormente é uma grande mudança”, comemorou o ministro Renan Filho.

O Pátria Investimentos assumiu em 2023 a concessão do Lote 1 das Rodovias Integradas do Paraná, oferecendo um desconto de pedágio de 18,25% para os usuários das rodovias BRs-277, 373, 376, 476 e PRs-418, 423 e 427.

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“Para nós a aquisição do Lote 5 representa uma vitória valiosa, construída com anos de estudo. Essa conquista reafirma o nosso compromisso de investir em projetos de infraestrutura que contribuem para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Estamos preparados para realizar melhorias nas rodovias, garantindo a segurança, conforto e eficiência aos usuários”, afirmou Thiago Bronzi, sócio do Pátria Investimentos.

“Hoje a gente encerra o ciclo do Paraná com esse sucesso, esse desconto tremendo. Parabéns ao ministro Renan Filho pelos recordes que vem batendo, tenho certeza de que o Pátria, que já faz um belo trabalho no Lote 1, vai fazer o mesmo no Lote 5”, afirmou o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.

Os trechos deste lote cortam importantes regiões de produção agrícola, pecuária e industrial do Paraná, conectando o estado a parceiros comerciais estratégicos, como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também ao Paraguai.

“O Paraná já sofreu muito no passado, tendo o pedágio mais caro do Brasil, sem obras e com muitos escândalos de corrupção. Mas esses leilões de agora são a demonstração que quando você faz um projeto que não engana a população, que tem estudo técnico, que leva em conta acima de tudo o planejamento, você consegue entregar um resultado que beneficia toda a nossa sociedade”, declarou o governador do Paraná, Ratinho Junior.

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A série de leilões promovida pelo Governo Federal, em parceria com o Governo do Paraná, se consolida como o maior programa de concessões rodoviárias da América Latina. São mais de 3 mil quilômetros leiloados.

“A marca desse conjunto de leilões é a confiança. Não há negócio sem confiança e é por isso que nosso pipeline atrai tantos investidores”, disse Renan Filho.

“Nós estamos bastante felizes, porque estamos cumprindo nosso objetivo. Nós vamos ver em 2029, 2030, o país receber de R$ 50 a R$ 60 bilhões de investimento por ano em suas estradas, dos quais R$ 7 bi estarão sendo investidos no Paraná. Isso é fruto do nosso trabalho, realizado agora”, finalizou o ministro dos Transportes.

Os recursos do Governo Federal destinados ao Paraná também dispararam nos últimos anos, passando de R$208,2 milhões em 2022 para R$422,9 milhões em 2025, um crescimento de mais de 100%.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Seminário nacional em Salvador debate estratégias de combate ao trabalho infantil

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O enfrentamento ao trabalho infantil, uma das mais persistentes violações de direitos no Brasil, estará no centro do Seminário Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil 2026: Infâncias e Adolescências em Jogo, que será realizado nos dias 16 e 17 de junho, em Salvador (BA), com a participação de diversas instituições públicas e da sociedade civil. A iniciativa busca mobilizar gestores(as), especialistas e a sociedade civil para fortalecer políticas públicas e estratégias de prevenção e erradicação do trabalho infantil no país.

A terceira edição do seminário marca a expansão territorial da iniciativa, que já passou por Brasília (DF) e Belém (PA), e chega, pela primeira vez, à Região Nordeste. A escolha da Bahia se justifica pelo fato de o estado figurar entre os que concentram o maior número absoluto de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, o que reforça a necessidade de ampliar o debate e fortalecer ações locais.

O evento é promovido pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (FNPETI), pela Justiça do Trabalho, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo Ministério da Saúde (MS), pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA), da Escola Judicial do TRT-BA (Ejud-5), do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador da Bahia (Fetipa-BA), da Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região (PRT-5ª Região), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia (SJDH).

Desafio persistente

Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o trabalho infantil ainda atinge milhões de crianças e adolescentes no Brasil. Dados mais recentes do IBGE, referentes a 2025, indicam que cerca de 1,65 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no país, muitas delas em atividades consideradas perigosas ou insalubres.

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Na Bahia, o cenário também preocupa. Dados do IBGE de 2024 apontavam mais de 191 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Os setores mais vulneráveis concentram-se nas áreas rurais e no mercado informal urbano, onde crianças e adolescentes ficam mais expostos a condições precárias e à violação de direitos fundamentais, como educação e lazer.

Diante desse contexto, o seminário se propõe a ser um espaço estratégico de articulação entre diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos, promovendo o intercâmbio de experiências e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à infância e à adolescência.

Programação e debates

A programação inclui mesas de debate e oficinas temáticas com foco nos principais desafios contemporâneos do enfrentamento ao trabalho infantil, incluindo suas piores formas, que envolvem situações de violência e exploração.

Entre os destaques está a mesa “Trabalho Infantil em suas Piores Formas: Violência e Violação de Direitos”, que reunirá especialistas para discutir contextos críticos, como o trabalho infantil em grandes eventos.

Também serão abordados temas como governança, instrumentos institucionais de combate ao trabalho infantil e estratégias intersetoriais envolvendo assistência social, educação, saúde e sistema de justiça.

As oficinas temáticas tratarão das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI), do cofinanciamento federal, dos fluxos de encaminhamento em casos de trabalho infantil e da aplicação de protocolos institucionais, como o Protocolo para Atuação e Julgamento com Perspectiva da Infância e da Adolescência, lançado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em 2024.

As vagas presenciais são limitadas, e haverá transmissão para todo o país pelo canal da TV Uneb no YouTube. 

As inscrições podem ser feitas aqui.

Programação

16 de junho de 2026

13h – Credenciamento
14h – Composição da mesa de honra e boas-vindas

14h30 – Mesa de Debates 1: Trabalho Infantil em suas Piores Formas: Violência e Violação de Direitos

  • Elisiane Santos – Procuradora do Trabalho (MPT)

  • Maria de Fátima Pereira Alberto – Professora Doutora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

  • José Ribeiro – Oficial Nacional de Geração de Conhecimento da OIT

  • Letícia Coelho da Costa Nobre – Coordenadora do Cerest Estadual da Bahia (MS)

  • Katerina Volcov – Secretária-Executiva do FNPETI (mediação)

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Temas: questões raciais no trabalho infantil; trabalho infantil doméstico; relação entre trabalho decente e trabalho infantil; indicadores de saúde e acidentes de trabalho relacionados ao trabalho infantil.

16h – Mesa de Debates 2: Governança e Instrumentos de Enfrentamento ao Trabalho Infantil

  • Roberto Padilha Guimarães – Coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti)

  • Régis Spindola (a confirmar) – Diretor do Departamento de Proteção Social Especial do MDS

  • Rosângela Rocha – Representante do Movimento 11 de Dezembro (acidente da fábrica de fogos de artifício de Santo Antônio de Jesus/BA)

  • Taís Arruti Lyrio Lisboa – Auditora-Fiscal do Trabalho (MTE)

  • Fernanda Britto ou Luisa Fidalgo (a confirmar) – Procuradora do Trabalho (MPT) (mediação)

17h30 – Feira de Boas Práticas (Fetipa-BA)

17 de junho de 2026

9h – Oficinas temáticas

  • As Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI) e o cofinanciamento federal (MDS)

  • Os fluxos de encaminhamento em casos de trabalho infantil (Conaeti)

  • O Protocolo para Atuação e Julgamento com Perspectiva da Infância e da Adolescência, lançado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em 2024

12h – Encerramento

Serviço

Seminário Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil 2026

Data: 16 e 17 de junho
Horário: Dia 16, das 14h às 18h; dia 17, das 8h às 12h
Local: Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Campus I, Cabula IV, Salvador (BA)
Modalidade: Presencial, com transmissão online
Inscrições: https://forms.gle/SjXDyLbF56qvCggk9

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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