Brasil
Jovens Defensores Populares celebra formação de lideranças comunitárias no Distrito Federal
Brasília, 14/4/2026 – O programa Jovens Defensores Populares comemorou, no último sábado (11), a formação da primeira turma na capital federal. A solenidade foi realizada no auditório da Fiocruz Brasília (DF) e contou com a presença de 120 formandos das regiões de Ceilândia I, Ceilândia II, São Sebastião e Sobradinho.
Criado a partir de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto faz parte do Pronasci II e oferece a jovens de 18 a 29 anos um percurso formativo voltado ao conhecimento, à identificação de violações de direitos e à defesa de direitos, promovendo a cidadania e fortalecendo comunidades periféricas.
Durante a solenidade, os jovens apresentaram mapas cartográficos sociais desenvolvidos ao longo de um ano de participação no projeto, retratando o cotidiano das comunidades a partir do olhar de quem vive essa realidade.
Além do Distrito Federal, o Jovens Defensores Populares também está presente nos estados da Bahia (BA), Pará (PA), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), levando cultura, educação e conhecimento em direitos a diferentes regiões do País. Estima-se que mil jovens participem atualmente do projeto.
Para a secretária nacional da Saju, Sheila de Carvalho, a inovação do programa está na combinação entre o saber jurídico e a vivência nas comunidades. “Esses jovens não estão apenas aprendendo sobre direitos, estão transformando seus territórios com ações concretas, fortalecendo redes e criando novas formas de acesso à Justiça”, destacou.
O tradicional “bailão”, que marca o encerramento do Jovens Defensores Populares, também ocorreu no encerramento da turma do DF. A festa foi realizada no Armazém do Campo e contou com ampla programação musical e artística, reforçando a importância da cultura como ferramenta de mobilização.
Também estiveram presentes a deputada federal Érika Kokay (PT); a coordenadora-geral de Justiça Racial da Saju, Priscilla Rocha; a diretora-executiva da Escola de Governo Fiocruz, Luciana Sepúlveda; a vice-diretora do campus Ceilândia da UnB, Laura Mangilli; o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho; e o coordenador distrital do projeto Jovens Defensores Populares, Gabriel Sales.
Realidade desafiadora
Embora o Distrito Federal lidere o ranking nacional de maior renda per capita do Brasil (R$ 4.538), há regiões onde a realidade é bem diferente. Um exemplo é o Sol Nascente, na Ceilândia, hoje considerado a maior favela do Brasil, onde cada pessoa sobrevive com aproximadamente R$ 845. Esse valor, segundo especialistas, escancara a desigualdade existente no Brasil.
Nesse cenário, a participação no projeto Jovens Defensores Populares representa uma conquista que vai além do diploma: é um passo importante na formação de jovens para atuar como agentes de mudança em suas comunidades.
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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