Brasil
Jovens cientistas da pesca artesanal apresentam resultados do programa em Rondônia
Com um dia repleto de cultura e conhecimento, representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) estiveram nas comunidades de São Carlos e Cujubim, em Porto Velho (RO), no último dia 7, para participar da devolutiva do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, vinculado ao Projeto de Implementação de Ações de Ciência Cidadã na Bacia do Rio Madeira, idealizado pela Ecoporé.
As atividades tiveram o protagonismo de cerca 30 jovens bolsistas e voluntários, que apresentaram seus resultados e experiências no projeto. Na comunidade de São Carlos, foi realizado um podcast escolar comandado pelos estudantes do programa, que abordaram seus resultados e perspectivas. Já em Cujubim, ocorreu uma Feira de Ciência Cidadã, com estandes preparados pelos estudantes para apresentar os trabalhos desenvolvidos.
De acordo com o bolsista Juan Alves, o trabalho de pesquisa o ajudou a desenvolver uma nova consciência sobre a pesca artesanal. “Eu vi uma oportunidade de aprender e mergulhei de cabeça nas atividades do projeto. De certa forma, evoluí como pessoa e, desde pequeno, tinha o sonho de ser cientista e pude viver essa experiência aqui”, revelou.
Para o chefe da Divisão de Territórios Pesqueiros e Integração de Políticas Públicas, Rafael Carneiro, a iniciativa reforça a importância do Jovem Cientista da Pesca Artesanal. “Esse é um programa muito importante por diversas razões. Uma delas é que ele plantou a semente da pesquisa em muitos jovens e mostrou que a universidade é um horizonte promissor”, destacou.
O presidente da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero), Paulo Haddad, ressaltou a importância de levar projetos como esse até os territórios. “Acredito que o programa traz dois grandes benefícios: o primeiro é fazer com que o filho do pescador artesanal esteja na escola, participando, crescendo e se desenvolvendo por meio da ciência; e o segundo é garantir uma renda e fortalecer a cultura da pesca artesanal”, afirmou.
Jovem Cientista da Pesca Artesanal
O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal é uma das ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. A iniciativa oferece bolsas para estudantes do ensino médio da rede pública realizarem pesquisas sobre suas realidades pesqueiras.
O programa integra um conjunto de ações transversais, incluindo extensão pesqueira, cadeia produtiva, formação, gênero, cultura e combate ao racismo ambiental, com o objetivo de fortalecer e beneficiar as comunidades pesqueiras artesanais em todo o Brasil.
Atualmente, o programa está presente em nove estados brasileiros, contemplando cerca de 450 estudantes do ensino médio. A participação é exclusiva para alunos da rede pública que possuam Registro Geral de Pescador (RGP) ou tenham parente em linha reta ou colateral/responsável com RGP.
Brasil
Lei oficializa rota turística da Serra da Capivara
O Brasil acaba de ganhar mais uma rota turística. Nesta segunda-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.416, que institui a Rota Turística da Serra da Capivara, no sudeste do Piauí, integrando a região ao mapa de destinos estratégicos do país. A lei foi publicada nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União, e conta ainda com as assinaturas da ministra do Turismo substituta, Fernanda Câmara Norat, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
A Serra da Capivara concentra sítios arqueológicos reconhecidos internacionalmente. Em 2025, o parque recebeu 50 mil visitantes.
O reconhecimento de rotas turísticas é uma importante ferramenta para a oficialização e desenvolvimento de destinos no Brasil.
A criação da lei permite a inclusão dos municípios da região em programas federais de apoio ao turismo, voltados à regionalização do setor. Serão beneficiadas cinco cidades piauienses: São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e São João.
O principal atrativo da nova rota é o Parque Nacional da Serra da Capivara, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1991. A unidade de conservação abriga a maior e mais antiga concentração de sítios arqueológicos já descoberta nas Américas. Ao todo, são mais de 1.000 sítios cadastrados, dos quais 204 estão abertos à visitação do público.
Para quem quer conhecer a região, a experiência é variada. Os paredões areníticos exibem pinturas rupestres e grafismos milenares, além de vestígios que guardam as datações mais antigas da presença humana no continente.
A área também é um paraíso para o ecoturismo, oferecendo trilhas de bicicleta e cenários ideais para a observação de pássaros. Para completar a imersão, os visitantes podem conhecer os museus e centros de memória da região.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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