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Invest Paraná apresenta Fundo Estratégico do Estado durante a Brazil Week, em Nova York

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A Invest Paraná participou nesta semana da Brazil Week, em Nova York. Com agendas voltadas ao relacionamento com o mercado financeiro internacional, a agência de promoção de investimentos do Governo do Estado apresentou o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR) a investidores, fundos e grandes gestoras de ativos. A missão contou com a participação do diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, e do diretor de Relações Internacionais e Institucionais da agência, Giancarlo Rocco.

Entre segunda (11) e quinta-feira (14), a delegação paranaense participou de fóruns promovidos por instituições financeiras e entidades ligadas ao ambiente de negócios internacional, além de reuniões privadas com grandes fundos, gestoras de ativos e instituições financeiras. O objetivo foi fortalecer o relacionamento institucional do Paraná com o mercado de capitais e apresentar oportunidades ligadas ao Estado.

Segundo Bekin, a missão teve dois grandes objetivos. O primeiro deles foi compreender a imagem do Brasil e do Paraná para agentes do mercado financeiro global. “Buscamos entender como os bancos, os fundos internacionais estão enxergando o Brasil nesse movimento da política, no movimento dos investimentos, como é que eles estão colocando até o rating em determinados investimentos, determinados estados e tudo mais”, afirmou. 

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Além disso, a missão também teve como foco apresentar o Fundo Estratégico do Paraná e prospectar oportunidades de investimento e parcerias. “Com o Paraná sendo pioneiro no Fundo Estratégico, o objetivo é mostrar e já começar a pensar nas captações, pensar nos investimentos conjuntos, junto a essas instituições financeiras de primeira linha”, complementou Bekin.

Criado pelo Governo do Estado em 2025, o Fundo Estratégico do Paraná busca modernizar e ampliar a capacidade de investimentos do Estado, por meio da atração de capital e da estruturação de instrumentos financeiros de longo prazo.

BRAZIL WEEK – A Brazil Week é uma semana de eventos realizada anualmente em Nova York e que reúne investidores, bancos, fundos, empresários e lideranças públicas brasileiras para debater oportunidades de negócios, investimentos, comércio e tendências econômicas globais. Neste ano, a programação contou com o fórum econômico do BTG, além de fóruns promovidos por instituições como BlackRock, Amcham Brasil e Grupo VOTO, além da participação de representantes de diferentes estados brasileiros e do setor privado.

Durante os fóruns e reuniões bilaterais, Rocco afirma que uma das principais tendências observadas foi a valorização de parcerias regionais para viabilizar investimentos. Segundo ele, Larry Fink, chairman e CEO da BlackRock, defendeu a importância de conexões regionais e da presença de parceiros locais para ampliar investimentos no Brasil.

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“É aí que entra a atuação fundamental da Invest Paraná, focando e dando segurança para que essas instituições – sejam bancos, fundos de investimento ou empresas que queiram se instalar no Estado do Paraná – enxerguem o direcionamento correto desses investimentos”, avalia Rocco. 

A apresentação do FEPR ao mercado financeiro internacional e o diálogo com fundos, instituições financeiras e outros agentes do setor também serviram para ampliar a visibilidade do Paraná junto a potenciais investidores. A estratégia, segundo os diretores da Invest Paraná, é consolidar a agência como uma plataforma de conexão entre oportunidades no Estado e players globais interessados em investir no Brasil.

“Esse protagonismo traz para nós uma segurança de ambos os lados. Nós temos as informações e conseguimos direcionar os investimentos de uma maneira segura”, concluiu Rocco.

Fonte: Governo PR

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Paraná fortalece intercâmbios científicos com universidades de excelência

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A cooperação internacional entre a Fundação Araucária e a Universidade Provincial de Kyoto completa dois anos em junho, destacando-se dentro do Programa Ganhando o Mundo da Ciência. Por meio do programa, estudantes e pesquisadores do Paraná vêm desenvolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento no Japão, fortalecendo conexões acadêmicas, científicas e culturais.

Desde o início da parceria com Kyoto, já foram realizadas dez mobilidades acadêmicas entre 2025 e 2026, envolvendo estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. O investimento executado pela Fundação Araucária na cooperação com a universidade japonesa ultrapassa R$ 560 mil.

O programa integra uma estratégia mais ampla de internacionalização promovida pela Fundação Araucária. Somando todas as mobilidades internacionais em andamento pelo Ganhando o Mundo da Ciência, os investimentos da instituição superam R$ 3,5 milhões, contemplando parcerias com universidades e centros de pesquisa do Japão, França, Holanda, Canadá e Austrália. No total, 51 pesquisadores já participaram do programa.

OPORTUNIDADE ÚNICA DE INTERCÂMBIO – O segundo grupo de pesquisadores paranaenses selecionados pelo programa Ganhando o Mundo da Ciência desembarcou em Kyoto entre o fim de março e o início de abril para um período de mobilidade acadêmica que segue até setembro e outubro.

Entre os participantes está a bióloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Andressa Guarnieri Canton. Ela desenvolve pesquisa no Department of Agricultural and Life Science da universidade japonesa voltada ao estudo de microbiomas do solo aplicados à agricultura sustentável.

Para ela, a experiência representa uma oportunidade única de crescimento acadêmico e pessoal. “Escolhi o Japão porque já havia conhecido alguns integrantes da Universidade de Kyoto e, quando surgiu a oportunidade, não foi preciso pensar duas vezes. A experiência está sendo muito desafiadora e gratificante”, relatou.

A estudante destaca que a oportunidade proporcionada pelo programa tornou possível um sonho que dificilmente seria realizado sem apoio institucional. “Sem essa oportunidade seria muito difícil conseguir realizar esse sonho. Muitas vezes nos sentimos inseguros e questionamos se vale a pena tentar, mas vale muito a pena”, afirmou.

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Também da Unioeste, o mestrando em Engenharia Química Joacir João Neto Piana realiza pesquisa voltada ao reaproveitamento de resíduos industriais cítricos para obtenção de compostos bioativos com potencial antimicrobiano no Departamento de Ciências dos Alimentos e Nutrição. Segundo ele, a experiência no Japão tem proporcionado não apenas avanços acadêmicos, mas também crescimento pessoal.

“Escolhi o Japão por ser um país que consegue unir modernidade, desenvolvimento científico e tradição cultural de forma muito única. Além disso, é um país reconhecido mundialmente pelos investimentos em pesquisa, inovação e valorização da ciência”, destacou.

Joacir afirma que estudar no Japão era algo distante de sua realidade até a aprovação no programa. “Sinceramente, eu nunca havia imaginado estudar aqui. Até hoje ainda existe um pequeno choque quando percebo que realmente estou vivendo essa experiência”, comentou.

Para o estudante, o contato com novas metodologias e diferentes formas de conduzir pesquisas tem ampliado sua visão sobre a atuação científica. “Mesmo em áreas nas quais já possuímos experiência, é necessário reaprender e se adaptar a novos processos. Isso estimula muito o desenvolvimento técnico e a capacidade de resolução de problemas”, afirmou.

Já o pesquisador Jhonatan Matheus Piaceski Rocha, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), faz estágio de pós-doutorado em Kyoto desenvolvendo estudos na área de Síntese Orgânica. A pesquisa investiga o mecanismo de reação da conversão de ácidos carboxílicos protegidos por grupos alcoximetilados em ésteres sob meio alcalino — uma reação inédita, ainda não descrita na literatura científica, descoberta durante as atividades no laboratório da universidade japonesa.

Ele destaca que a experiência internacional tem ampliado sua percepção sobre a ciência e fortalecido possibilidades futuras de cooperação internacional. “O Japão é um país reconhecido mundialmente pela valorização da ciência, da tecnologia e da educação. Poder vivenciar esse ambiente acadêmico e desenvolver pesquisas aqui é algo muito significativo e gratificante para mim”, ressaltou.

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O pesquisador também destaca o impacto da convivência com diferentes culturas científicas. “Observar como outros grupos de pesquisa adaptam técnicas e metodologias às suas necessidades mostra diferentes formas de pensar e conduzir a ciência. Isso amplia nossa visão sobre a pesquisa científica e cria novas possibilidades para o desenvolvimento científico no Brasil”, afirmou.

IMPACTOS POSITIVOS – Segundo o pesquisador e vice-presidente da assessoria internacional da Universidade Provincial de Kyoto, André Cruz, a presença dos bolsistas paranaenses já demonstra resultados positivos para ambas as instituições.

“Esse intercâmbio já está trazendo bons frutos e tende a crescer ainda mais. Esperamos que o trabalho realizado aqui contribua não somente para o Japão, mas também para o Brasil e especialmente para o estado do Paraná, nas diferentes áreas do conhecimento contempladas pelo programa”, completou.

NOVAS OPORTUNIDADES – Além das cooperações já estabelecidas, a Fundação Araucária também negocia novas oportunidades de mobilidade e pesquisa internacional com instituições da Itália, Austrália, Canadá, Paraguai, Argentina, Finlândia, Portugal, Espanha, Alemanha e Moçambique, ampliando a presença da ciência paranaense em centros internacionais de excelência. Novas inscrições serão abertas em breve.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que a parceria com Kyoto simboliza o compromisso do Paraná com a formação de pesquisadores preparados para atuar em ambientes globais de inovação e produção científica. Para ele, a ampliação das cooperações internacionais demonstra o protagonismo do Paraná na construção de uma ciência cada vez mais conectada globalmente.

“Estamos expandindo nossas parcerias estratégicas com instituições de diversos países porque acreditamos que o conhecimento se fortalece por meio da colaboração internacional. O Paraná hoje é referência nacional em políticas de internacionalização da ciência”, completou.

Fonte: Governo PR

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