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Tribunal do Júri de Curitiba condena a 31 anos e 2 meses de prisão réu denunciado pelo MPPR por duas tentativas de homicídio

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O Tribunal do Júri de Curitiba condenou nesta quarta feira, 26 de abril, a 31 anos e 2 meses de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pela participação na tentativa de assassinato de um casal, por desavença entre traficantes. O crime aconteceu em 31 de janeiro de 2022, no Alto Boqueirão – as vítimas acabavam de sair de um veículo quando os criminosos aproximaram-se em outro carro e fizeram vários disparos, conseguindo atingir o homem, mas não a mulher, por falha na pontaria. O réu condenado dirigia o carro em que estava o atirador, ainda não identificado.

A mulher é viúva de um homem suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, assassinado em novembro de 2021, pouco antes da tentativa de homicídio que gerou o julgamento desta semana. Ela própria cumpre atualmente prisão domiciliar por tráfico. O homem que a acompanhava é padrinho de seus filhos. Como já estava preso preventivamente e teve a prisão mantida, o réu não poderá recorrer em liberdade.

O conselho de sentença acolheu todas as teses do Ministério Público, inclusive quanto às qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Gepatria cumpre 20 mandados em investigação sobre suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários em Guarapuava

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), deflagrou nesta quarta-feira, 26 de agosto, a Operação Fórmula Mágica, que investiga suposto esquema de corrupção relacionado à regularização de uma obra em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado.

Acesse imagens do cumprimento dos mandados

Acesse o áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão contra o presidente e um servidor da Câmara Municipal de Guarapuava, um servidor do Município, três sócios de uma farmácia da cidade e a própria empresa responsável pela construção. As medidas judiciais foram autorizadas pela 2 ªVara Criminal da Comarca.

Pagamento de propina – As apurações apontam que, entre 2022 e 2023, empresários teriam buscado regularizar a construção de um edifício iniciada em 2019 sem a prévia submissão do projeto para aprovação e sem a solicitação de licença para construir. Após o setor competente da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo embargar a obra e informar que seria solicitado o embargo judicial em razão de irregularidades consideradas insanáveis, um dos empresários teria procurado, no fim de agosto de 2023, o presidente da Câmara Municipal para que obter ajuda para liberar a obra.

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Segundo as investigações, os dois teriam combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina para que o agente político intermediasse a regularização da obra. Nos dias seguintes, teria ocorrido o pagamento da vantagem indevida. O próprio empresário teria fotografado o dinheiro entregue. Também foram identificados depósitos em espécie nas contas bancárias do presidente da Câmara, do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor público que atuava no setor tributário do Município.

Regularização da obra – Em contrapartida ao pagamento, conforme as apurações, o presidente da Câmara teria atuado junto ao então secretário municipal de Habitação e Urbanismo para viabilizar a regularização da obra. Diante da negativa de profissionais do setor técnico em subscrever a documentação necessária, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de licença para construção e a aprovação do projeto, embora não possuísse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.

As investigações também apontam que um servidor que, à época, ocupava o cargo de diretor de Arrecadação teria substituído uma avaliação realizada por profissional responsável pela avaliação imobiliária, reduzindo o valor do tributo devido pela regularização da obra por meio de concessão onerosa. A medida teria beneficiado novamente os empresários.

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O então secretário municipal de Habitação e Urbanismo não foi alvo das medidas cumpridas nesta quarta-feira, já que ele e sua equipe de trabalho já haviam sido alvo de busca e apreensão em outra investigação recente, cujos elementos contribuíram para a apuração dos fatos investigados na Operação Fórmula Mágica.

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar a eventual participação de outros envolvidos e reunir elementos que possam subsidiar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Fórmula Mágica – O nome da operação faz referência à suposta utilização de mecanismos ilícitos para viabilizar a regularização de uma obra que apresentava irregularidades, mediante a atuação de agentes públicos e o pagamento de vantagem indevida.

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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