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Dólar abre em alta e mercado acompanha dados econômicos e impacto da condenação de Bolsonaro

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O dólar iniciou esta sexta-feira (12) em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,399 na abertura. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h após ter registrado recorde histórico na véspera. O movimento do mercado ocorre em meio à divulgação de novos dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, além da repercussão internacional da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dólar e Ibovespa na véspera

Na quinta-feira (11), o dólar havia recuado 0,27%, fechando a R$ 5,3920. Já o Ibovespa avançou 0,56%, encerrando o dia aos 143.150 pontos.

Reação internacional à condenação de Bolsonaro

O mercado também observa os desdobramentos da condenação de Bolsonaro. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a decisão da Justiça brasileira como “terrível” e afirmou estar “muito insatisfeito”. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu uma resposta oficial do governo norte-americano.

Dados dos EUA em foco

Ontem, os mercados globais reagiram positivamente a números de emprego e inflação nos EUA, que reforçaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve já na próxima semana.

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Nesta sexta, saem novos indicadores, como o índice de confiança do consumidor de setembro e o relatório sobre oferta e demanda de commodities agrícolas.

Serviços no Brasil registram sexta alta seguida

O IBGE informou que o setor de serviços cresceu 0,3% em julho frente a junho, em linha com as expectativas. Foi a sexta alta consecutiva. Na comparação anual, o avanço foi de 2,8%, acima da previsão de 2,6%, marcando o maior nível da série histórica.

Entre os segmentos pesquisados, informação e comunicação subiu 1%, serviços profissionais e administrativos avançaram 0,4% e os prestados às famílias cresceram 0,3%. Por outro lado, transportes recuaram 0,6%, afetados pela queda no transporte aéreo, e outros serviços caíram 0,2%.

Segundo o IBGE, o resultado reforça a resiliência do setor, mas também preocupa o Banco Central, que monitora de perto a inflação de serviços. A expectativa é de que a Selic permaneça em 15% na próxima reunião.

Atuação do Banco Central no câmbio

Para conter a volatilidade, o Banco Central realiza hoje dois leilões de dólares, às 10h30, com oferta total de US$ 1 bilhão, para renovar contratos que vencem em 2 de outubro. Às 11h30, será feito outro leilão de até 40 mil contratos, referentes a vencimentos de 1º de outubro de 2025.

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Balanço semanal do dólar e da bolsa
  • Dólar:
    • Semana: -0,39%
    • Mês: -0,55%
    • Ano: -12,75%
  • Ibovespa:
    • Semana: +0,36%
    • Mês: +1,22%
    • Ano: +19,01%
Bolsas internacionais acompanham indicadores

Nos EUA, os contratos futuros de Wall Street operam em leve queda:

  • S&P 500: -0,13%
  • Nasdaq 100: -0,06%
  • Dow Jones: -0,16%

Na Europa, os mercados registram instabilidade, pressionados pela queda de empresas de saúde e pela expectativa de revisão da nota de crédito da França pela Fitch:

  • Londres (FTSE): +0,31% (9.326 pontos)
  • Frankfurt (DAX): -0,30% (23.632 pontos)
  • Paris (CAC-40): -0,44% (7.789 pontos)
  • Milão (FTSE/MIB): -0,06% (42.405 pontos)

Na Ásia, os resultados foram mistos:

  • Xangai (SSEC): -0,12% (3.870 pontos)
  • CSI300: -0,57% (4.522 pontos)
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,16% (26.388 pontos)
  • Tóquio (Nikkei): +0,89% (44.768 pontos)
  • Seul (Kospi): +1,54% (3.395 pontos)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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