Connect with us


Agro

Inoculação Radicular na Soja Garante Maior Produtividade e Sustentabilidade na Safrinha de Milho

Publicado em

A inoculação radicular da soja, também conhecida como aplicação de bioinsumos nas raízes, vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes para aumentar a produtividade e reduzir custos na agricultura brasileira. A prática consiste em aplicar bactérias benéficas diretamente nas sementes ou no sulco de plantio, favorecendo a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e o desenvolvimento do sistema radicular desde os estágios iniciais da cultura.

Entre as principais bactérias utilizadas estão o Bradyrhizobium, responsável por fixar o nitrogênio atmosférico nas raízes da soja, e o Azospirillum, que estimula o crescimento das raízes e o aproveitamento de nutrientes no solo.

De acordo com Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, a adoção dessa estratégia melhora o desempenho da soja e traz benefícios diretos para a safrinha de milho, especialmente nas regiões do Centro-Oeste brasileiro, onde o sistema de rotação soja-milho é predominante.

“A Fixação Biológica de Nitrogênio é um dos pilares da eficiência da soja. Quando a inoculação é bem conduzida, a planta acessa naturalmente o nitrogênio do ar, desenvolve um sistema radicular mais robusto e se torna mais estável e produtiva”, explica Parreira.

Fixação Biológica de Nitrogênio: Eficiência e Redução de Custos

Estudos da Embrapa Soja apontam que uma inoculação bem realizada pode suprir até 80% da necessidade de nitrogênio da planta, reduzindo significativamente o uso de fertilizantes químicos. O resultado é uma economia de até 30% nos custos de produção e um ganho médio de 8% na produtividade anual da soja.

Leia mais:  Safra recorde e queda na demanda pressionam preços da laranja na temporada 2025/26, aponta Itaú BBA

Com raízes mais desenvolvidas, a planta aumenta sua eficiência na absorção de água e nutrientes, como fósforo, e se torna mais resistente a períodos de seca e a solos com baixa fertilidade. Além disso, o processo ativa microrganismos benéficos no solo, melhorando sua estrutura e fertilidade para as próximas safras.

Efeito Residual e Benefícios na Safrinha de Milho

Os benefícios da inoculação na soja se estendem à cultura seguinte. Em áreas de sucessão soja-milho, o resíduo de bioinsumos no solo contribui para raízes mais ramificadas e eficientes no milho plantado no inverno, resultando em melhor aproveitamento de nutrientes e água.

Pesquisas indicam que o uso combinado de Bradyrhizobium e Azospirillum pode gerar incremento médio de 5,6 sacas de milho por hectare, além de aumentar os teores de fósforo, cálcio e magnésio nas folhas. Esse efeito residual permite reduzir a adubação nitrogenada em cobertura em até 25%, além de elevar o lucro líquido em cerca de R$ 390 por hectare.

Boas Práticas e Sustentabilidade no Uso de Bioinsumos

Para alcançar o máximo potencial da inoculação, especialistas recomendam realizar a aplicação diretamente nas sementes ou no sulco de plantio, garantindo a colonização rápida das raízes. É essencial manter o pH do solo equilibrado, boas condições de umidade e doses adequadas de inoculantes, principalmente em áreas com maior risco climático.

Leia mais:  Capal fortalece relacionamento com apicultores na 1ª Expomel em Arapoti

Essa prática contribui para uma agricultura mais sustentável, reduzindo a dependência de insumos químicos e fortalecendo o conceito de economia circular no agronegócio, ao mesmo tempo em que melhora o desempenho das culturas subsequentes.

“Combinar inoculantes de forma correta, com boas condições de solo e manejo adequado, garante resultados consistentes e sustentáveis tanto para a soja quanto para o milho”, reforça Parreira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Goiás reforça combate à brucelose bovina com vacinação assistida e identificação eletrônica de bezerras

Published

on

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as ações de prevenção e controle da brucelose bovina em Goiás com a realização de vacinação assistida e identificação eletrônica de bezerras durante a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina. O evento ocorreu nesta quinta-feira (28/5), na Fazenda Cachoeira do Ronda, em Bela Vista de Goiás, e reuniu autoridades, produtores rurais e representantes do setor agropecuário.

A iniciativa marcou também o início de um projeto piloto de identificação individual e rastreabilidade bovina no Estado, reforçando o compromisso com a sanidade animal, o bem-estar do rebanho e a segurança da produção pecuária goiana.

Vacinação contra brucelose reforça prevenção sanitária em Goiás

Durante a programação, 13 bezerras foram vacinadas contra a brucelose bovina e receberam dispositivos eletrônicos de identificação individual. A bezerra “Mustarda” foi o primeiro animal oficialmente integrado ao novo sistema de rastreabilidade implantado pela Agrodefesa.

O projeto prevê a substituição gradual da marcação a fogo por bottons eletrônicos, tecnologia que contribui para maior bem-estar animal e aprimora o monitoramento sanitário do rebanho bovino.

Segundo o assessor da Diretoria de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Fernando Bosso, cada animal identificado passa a ter um número individual vinculado ao atestado de vacinação emitido pelo médico-veterinário cadastrado no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago).

“A iniciativa fortalece o controle sanitário, amplia a rastreabilidade da cadeia produtiva e garante mais segurança para produtores e consumidores”, explica.

Agrodefesa quer incluir semana de combate à brucelose no calendário oficial de Goiás

Durante o evento, o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, destacou que a mobilização deverá se tornar permanente no Estado.

“A partir de agora, essa será uma ação anual da Agrodefesa. Nossa intenção é incluir oficialmente a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina no calendário estadual, ampliando a conscientização sobre os impactos da doença para a saúde animal e humana”, afirmou.

A proposta já foi encaminhada ao Governo de Goiás e à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Leia mais:  Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

A presidente da Comissão Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose no Estado de Goiás (CECBT/GO) e representante da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa), Eveline Tundela, ressaltou a importância da participação dos produtores nas ações sanitárias.

“É fundamental ver produtores e cooperativas discutindo vacinação, qualidade do leite e sanidade animal. Isso fortalece o ambiente de conscientização e valoriza o trabalho preventivo no campo”, destacou.

Rastreabilidade bovina avança no Estado

A Fazenda Cachoeira do Ronda, onde ocorreu o evento, integra a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) e participa do Projeto de Certificação de Propriedades Livres de Brucelose e Tuberculose, desenvolvido pela Agrodefesa.

O produtor rural Joselito Bonifácio Oliveira afirmou que o foco na sanidade animal também impacta diretamente a qualidade dos alimentos produzidos.

“Produzir saúde sempre foi nossa prioridade. Quando investimos em bem-estar animal, temos um rebanho mais saudável, melhor produtividade e alimentos de maior qualidade para a população”, ressaltou.

Setor agropecuário participa das ações de prevenção

O evento contou com a presença de representantes de diversas instituições ligadas ao agronegócio e à defesa sanitária animal, entre elas:

  • Cooperbelgo;
  • Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa);
  • Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa);
  • Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec);
  • Emater;
  • Senar;
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Leia mais:  Capal fortalece relacionamento com apicultores na 1ª Expomel em Arapoti

Também participaram equipes técnicas das unidades regionais da Agrodefesa e profissionais das áreas de educação sanitária, fiscalização agropecuária, sanidade animal e tecnologia da informação.

Semana Estadual amplia ações de combate à brucelose em Goiás

As atividades da Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina ocorreram em diferentes regiões do Estado ao longo da semana.

A programação começou na última segunda-feira (25/5), em Goiânia, com a abertura oficial promovida pela Agrodefesa. O evento reuniu representantes do setor produtivo, órgãos públicos e entidades ligadas à agropecuária goiana.

Na terça-feira (26/5), as ações chegaram à comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante, onde foram realizadas capacitações de vacinadores, atividades de educação sanitária e apoio aos produtores rurais na Declaração de Rebanho.

Além disso, equipes da Agrodefesa promoveram vacinações assistidas em propriedades rurais nos municípios de São Luís de Montes Belos e Inaciolândia, ampliando o alcance das ações de prevenção e controle da doença.

Brucelose bovina exige atenção do setor pecuário

A brucelose bovina é uma doença infecciosa que compromete a produtividade do rebanho e pode causar prejuízos econômicos significativos à pecuária. Além dos impactos na reprodução animal, a enfermidade também representa risco à saúde pública, podendo ser transmitida aos seres humanos.

Por isso, especialistas reforçam a importância da vacinação obrigatória de bezerras, da rastreabilidade do rebanho e da adoção de boas práticas sanitárias como pilares para fortalecer a pecuária goiana e garantir maior segurança alimentar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262