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Inmet expande rede meteorológica em Mato Grosso com novas estações automáticas e manutenção de unidades existentes

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está ampliando a cobertura do monitoramento climático em Mato Grosso com a instalação de novas estações automáticas e a realização de manutenções técnicas em equipamentos já em operação. As ações fortalecem a geração de dados meteorológicos no estado e garantem informações mais precisas e contínuas para produtores rurais, gestores públicos, pesquisadores e órgãos de defesa civil.

“O Inmet é um instituto de excelência que presta um serviço fundamental para avançarmos com eficiência na produção de alimentos e desenvolvimento da atividade agropecuária no país, por isso investimos na sua modernização, novas instalações e aprimoramento”, comentou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Na semana passada, foi instalada uma nova estação no município de Cáceres. No mesmo período, as unidades de Primavera do Leste e Campo Verde passaram por manutenção preventiva, assegurando o pleno funcionamento dos sensores e a confiabilidade das medições.

Já nesta semana, o Inmet implantou novas estações em Barra do Bugres e Mirassol D’Oeste, esta última ainda em fase de execução. Também foi realizada manutenção técnica na estação de Salto do Céu.

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Com as novas instalações e a modernização das estruturas existentes, a rede meteorológica do estado ganha maior capilaridade, ampliando o alcance das observações em diferentes regiões do território mato-grossense.

De acordo com o ministro, as medidas permitem previsões meteorológicas mais precisas e robustas. “Podemos minimizar perdas, economizar recursos e transformar desafios em oportunidades. Com criatividade, inovação e união da sociedade e do poder público, podemos alavancar a produção e a produtividade em pontos estratégicos para a economia brasileira”, completou Fávaro.

As estações automáticas operam de forma contínua, com coleta e envio de informações a cada hora. São registrados dados como temperatura, umidade do ar, volume de chuva, direção e velocidade do vento, pressão atmosférica e radiação solar. As informações são públicas, gratuitas e podem ser acessadas em tempo real no portal do Inmet.

A expansão e o reforço da rede contribui diretamente para o planejamento das atividades agropecuárias, apoiando decisões sobre plantio, colheita, irrigação e manejo de culturas. Os dados também subsidiam alertas para eventos extremos, como temporais, estiagens e ondas de calor, favorecendo ações preventivas e reduzindo riscos para a população e para a produção agrícola.

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A iniciativa integra o plano de modernização do Inmet, que prevê a ampliação do número de estações automáticas em todo o país ao longo do ano, fortalecendo a qualidade das informações meteorológicas e ampliando o acesso da sociedade a dados técnicos confiáveis.

Informações à imprensa

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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