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IDR-Paraná lançará novas cultivares de mandioca para a indústria no Show Rural 2026

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Com previsão de colher em torno de 4,4 milhões de toneladas em 2026, o Paraná é o segundo maior produtor brasileiro e o principal polo nacional de produção de mandioca para indústria, concentrando grande número de fecularias e farinheiras na região Noroeste do Estado. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2024, o Valor Bruto de Produção (VBP) da cultura de mandioca para indústria chegou ao patamar de R$ 1,76 bilhão.

Com vistas a esse mercado, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR- Paraná) desenvolveu três novas cultivares para a indústria – IPR Clara, IPR Topázio e IPR Quartzo. O lançamento oficial será feito durante o Show Rural Coopavel 2026, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Estado. A edição deste ano tem como tema central a inovação tecnológica com sustentabilidade. 

Voltadas ao segmento industrial, especialmente à produção de fécula e farinha, as três cultivares trazem avanços em produtividade, superando os principais materiais atualmente disponíveis no mercado, além de melhorias em sanidade, qualidade da matéria-prima e adaptação a diferentes ambientes de cultivo.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, o lançamento reforça a importância da pesquisa pública para o fortalecimento da agroindústria paranaense. “O trabalho do IDR-Paraná é fundamental para transformar ciência em renda, ao desenvolver cultivares adaptadas às condições de solo e clima do nosso Estado, garantindo mais produtividade e mais dinheiro no bolso do produtor rural”, afirma.

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“Além disso, lançar essas variedades em um evento do porte do Show Rural, reforça o protagonismo do Paraná em inovação e tecnologia para o campo”, destaca.

Segundo a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, os lançamentos evidenciam o papel estratégico da ciência no desenvolvimento rural. “São materiais que combinam excelentes atributos agronômicos com alta qualidade no processamento, resultado de um trabalho de pesquisa comprometido com as demandas reais do setor produtivo”, afirma.

CULTIVARES – A IPR Clara apresenta raízes com casca e polpa claras (daí o nome), característica valorizada pela indústria, por resultar em derivados de maior alvura. A cultivar alcança potencial produtivo superior a 30 toneladas por hectare no primeiro ciclo, podendo ainda ser colhida em dois ciclos, conforme o manejo adotado.

“Além da produtividade, a grande vantagem da IPR Clara é a qualidade do produto final. Ela permite a obtenção de fécula e farinha mais brancas, com menor presença de pontos escuros, o que atende nichos de mercado mais exigentes”, explica o pesquisador Mário Takahashi, responsável pelo desenvolvimento do material.

A IPR Quartzo tem porte de médio a alto e é moderadamente resistente à podridão radicular. Destaca-se pela ampla adaptabilidade, podendo ser cultivada tanto em solos arenosos quanto argilosos. Em cultivos de dois ciclos, tem apresentado raízes mais grossas e elevado rendimento industrial, características valorizadas pela indústria de fecularia.

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Já a cultivar IPR Topázio, de porte baixo, é indicada preferencialmente para solos arenosos. “Desde que o produtor tenha atenção ao armazenamento e ao uso das ramas, a IPR Topázio expressa um potencial produtivo muito elevado, superior ao dos materiais tradicionais”, ressalta o pesquisador Wilmar Ferreira Lima.

De acordo com o pesquisador, as cultivares IPR Quartzo e IPR Topázio, apresentam ganhos produtivos ainda mais expressivos quando comparadas à IPR Paraguainha, atualmente a cultivar industrial mais plantada no Paraná. “Tanto em um como em dois ciclos, a produtividade das duas cultivares foi 10% a 15% superior à da IPR Paraguainha nas avaliações conduzidas entre 2021 e 2025 em diferentes sistemas de cultivo do Paraná”, aponta Lima.

SHOW RURAL – O Show Rural inaugura a temporada anual de eventos do agronegócio no Paraná. Durante cinco dias, o encontro reunirá produtores, pesquisadores e técnicos em busca de conhecimento, novas tecnologias e negócios. Em 2025, compareceram mais de 400 mil pessoas e o montante de transações comerciais chegou a R$ 7 bilhões.

Serviço:

IDR-PR lança cultivares de mandioca IPR Clara, IPR Topázio e IPR Quartzo

Data: 9 a 13 de fevereiro

Horário: 8 às 17 horas

Local: espaço do IDR-PR no Show Rural (BR 277, km 577 – Cascavel – PR)

Fonte: Governo PR

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Paraná tem a melhor taxa de frequência escolar do ensino médio do Brasil

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O Paraná alcançou a maior taxa de frequência escolar líquida do Brasil no ensino médio em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede o percentual de estudantes que frequentam a etapa de ensino adequada para a própria idade, uma das principais referências para avaliar o acesso, a permanência e a progressão escolar.

No ensino médio, a taxa paranaense saltou de 78,7% em 2024 para 86,6% em 2025, crescimento de 7,9 pontos percentuais em apenas um ano. O resultado colocou o Estado na liderança do ranking nacional, superando a média brasileira, de 80,6%. Em 2024, o Paraná ocupava a sétima colocação entre as unidades da federação.

“Nosso objetivo é garantir que o estudante permaneça na escola, aprenda mais e tenha condições de construir um futuro melhor. Por isso investimos em alimentação escolar de qualidade, em escolas mais modernas e confortáveis, em tecnologia, material pedagógico e na melhoria dos ambientes de aprendizagem. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

“Esse avanço acompanha outros resultados importantes da educação paranaense nos últimos anos. O Paraná assumiu a liderança nacional no IDEB após sair da sétima colocação, ampliou a oferta de ensino integral e investiu fortemente na modernização das escolas. São indicadores que mostram que estamos criando as condições necessárias para que os estudantes permaneçam na escola, aprendam mais e tenham mais oportunidades no futuro”, acrescentou.

ENSINO FUNDAMENTAL – O avanço também foi registrado nos anos finais do ensino fundamental, etapa que atende estudantes de 11 a 14 anos e que, no Paraná, tem a gestão do Governo do Estado nas escolas públicas. 

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Neste segmento, a taxa de frequência escolar líquida do Paraná passou de 88,5% para 90,7% entre 2024 e 2025, aumento de 2,2 pontos percentuais. Com o resultado, o Estado avançou da 14ª para a 8ª colocação nacional e ultrapassou a média brasileira, que ficou em 90,1%.

Os dados indicam que um número cada vez maior de estudantes está frequentando a série adequada para sua idade, reduzindo situações de atraso escolar e fortalecendo as condições para a aprendizagem ao longo da trajetória educacional.

PERMANÊNCIA ESCOLAR – A taxa de frequência escolar líquida mede o percentual de estudantes matriculados e frequentando a etapa de ensino adequada para a própria idade. Por isso, é considerada um dos principais indicadores da capacidade do sistema educacional de garantir acesso à escola, permanência dos alunos e progressão regular ao longo da educação básica.

Quando os estudantes frequentam as séries compatíveis com sua idade, aumentam as chances de aprendizagem adequada, conclusão dos estudos e continuidade da formação profissional e universitária. O indicador também está relacionado à redução da evasão escolar, da defasagem idade-série e do abandono dos estudos.

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INCENTIVOS DO ESTADO – O avanço da frequência escolar ocorre em paralelo a uma série de políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado para melhorar as condições de permanência dos estudantes nas escolas.

Uma das iniciativas é o programa Mais Merenda, que ampliou a oferta de alimentação escolar na rede estadual, garantindo três refeições por turno aos estudantes. Além do aumento da quantidade de refeições servidas, a iniciativa promoveu melhorias no valor nutricional dos cardápios, com ampliação da oferta de proteínas, inclusão de novos alimentos e acompanhamento permanente de nutricionistas responsáveis pela elaboração das refeições.

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Desde 2019, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 2,8 bilhões na alimentação escolar, diversificando os cardápios e ampliando a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes da rede estadual. A iniciativa contribui para a permanência dos alunos no ambiente escolar e reduz fatores associados à evasão e ao abandono.

Outra frente importante foi a expansão da educação em tempo integral, que saltou de 73 escolas para mais de 400 unidades em sete anos, ampliando significativamente o número de estudantes atendidos em todas as regiões do Estado.  O modelo amplia a permanência dos alunos no ambiente escolar, com jornada estendida, reforço pedagógico e atividades complementares nas áreas de esporte, cultura, tecnologia e formação cidadã.

AMBIENTE ESCOLAR – Nos últimos anos, o Governo do Estado também ampliou investimentos em reformas e construção de escolas, substituição de estruturas antigas de madeira, climatização das salas de aula, modernização de laboratórios e aquisição de novos mobiliários. Somente entre 2019 e 2026, foram investidos R$ 525,7 milhões na compra de mais de 665 mil itens de mobiliário para as escolas estaduais, incluindo carteiras, cadeiras, mesas, armários, estantes e equipamentos utilizados em salas de aula, bibliotecas, laboratórios e espaços administrativos.

As ações também incluem a instalação de milhares de aparelhos de ar-condicionado, melhorias estruturais e a modernização dos ambientes de aprendizagem, tornando as escolas mais confortáveis e adequadas para estudantes e professores.

“Quando o aluno encontra uma escola segura, bem equipada e com estrutura adequada, ele permanece mais tempo estudando e consegue desenvolver melhor seu potencial. O resultado aparece em indicadores como esse, que mostram mais jovens avançando regularmente em sua trajetória educacional”, avaliou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Fonte: Governo PR

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