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Aulas extras com 2 professores em sala impulsionam desempenho dos alunos da rede

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Implementado em março de 2025 como solução para as lacunas de aprendizagem dos alunos do 9° ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio da rede estadual de ensino do Paraná, o Programa de Recomposição de Aprendizagem da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) tem feito diferença no desempenho de diversos estudantes em diferentes níveis de conhecimento.

Ele funciona com duas aulas semanais a mais de Português e Matemática, ministradas por dois professores especializados na mesma sala, permitindo acompanhamento mais próximo, identificação de dificuldades específicas e atenção quase individualizada. A iniciativa está presente em todas as escolas. As atividades são planejadas com antecedência e os professores e os resultados são monitorados por avaliações periodicamente.

Segundo o painel de avaliação do Paraná, realizado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica do Paraná em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), já houve houve melhora nos indicadores. No 1º trimestre (825.113 alunos avaliados), 10,2% estavam no nível Abaixo do Básico. Já no 2º trimestre (830.885 alunos), esse índice caiu para 8,8%. A soma dos estudantes nos níveis Adequado e Avançado subiu de 66,8% na primeira prova para 68,2% na segunda. 

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Roni Miranda, secretário de Estado da Educação, destaca que a ação é um investimento estratégico para garantir o avanço contínuo da qualidade do ensino no Paraná. “A docência compartilhada é um investimento direto na qualidade da aula. Ao colocar dois professores na mesma sala, dobramos o apoio pedagógico, permitindo um atendimento quase individualizado e acelerando a superação desses desafios. É o Estado garantindo, na prática, o direito de aprender”, afirma o secretário.

NA PRÁTICA – No Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, em Curitiba, a iniciativa tem contribuído substancialmente para a fixação dos conteúdos e para a auto confiança dos alunos no desempenho.

Desde o mês de março, a recomposição de aprendizagem passou a integrar a dinâmica das aulas, transformando a experiência de aprendizado de cerca de 250 alunos que participam das aulas especiais. No total, a iniciativa abrange todas as turmas do 9° ano do Ensino Fundamental e todas as terceiras séries do Ensino Médio da escola.

Nestas classes, segundo a diretora, Marcia Murbach, o avanço nos níveis de aprendizagem registraram avanço de pelo menos 40%. “O nível de aprendizagem evoluiu de forma clara, tanto nas notas quanto nos simulados e nas avaliações diagnósticas. No início, identificamos uma lacuna maior na aprendizagem, mas, conforme o processo avançou, essa realidade mudou. Os estudantes foram se apropriando das atividades e do novo formato, e isso refletiu diretamente no desempenho”, afirma.

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Como consequência do melhor desempenho dos estudantes, a aprovação da iniciativa pelas famílias também foi grande. “A integração das disciplinas foi amplamente aprovada pelas famílias e funcionou muito bem. A presença de dois professores foi um diferencial importante, pois permitiu identificar lacunas com um olhar mais atento e complementar. Essa dupla de docentes passou a perceber com mais precisão peculiaridades na linguagem de interpretação, por exemplo, o que enriqueceu significativamente o trabalho pedagógico”, explica.

ALÉM DA SALA – A ação dentro da matriz curricular é complementada por outra frente: o Programa Mais Aprendizagem (PMA), que ocorre no contraturno e está em aplicação desde 2019. Nesta modalidade, o foco em Língua Portuguesa é o processo de alfabetização e letramento. Em Matemática, a Seed-PR implementou, desde 2023, o uso de Recursos Educacionais Digitais (REDs), como as plataformas Matific e Khan Academy, que auxiliam no desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático de forma interativa.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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