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Hub GovTech Paraná inaugura em março para acelerar soluções tecnológicas na gestão pública

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O Governo do Paraná inaugura oficialmente no dia 2 de março a sede do Hub GovTech Paraná. O espaço marca uma nova etapa da iniciativa que já vem operando com ações de articulação, estruturação de governança e conexão entre governo, startups, academia e investidores. O ambiente funcionará como um centro permanente de inovação voltado ao desenvolvimento, validação e escala de soluções tecnológicas para a gestão pública, com foco direto na melhoria dos serviços prestados ao cidadão.

O modelo de Hub GovTech conecta empreendedores, gestores públicos e instituições de pesquisa para solucionar desafios reais da administração pública e transformá-los em projetos estruturados, testar soluções em ambiente controlado e viabilizar sua implementação para a sociedade.

No Paraná, o Hub atua como um ecossistema completo, reunindo programas de incubação e aceleração de startups, ambiente de testes por meio de Living Lab, ações de matchmaking entre demandas públicas e soluções tecnológicas, capacitação de gestores e empreendedores, eventos e conexão com investidores de impacto.

GOVERNANÇA – Com sua estrutura de governança apresentada oficialmente no fim de janeiro, o Hub GovTech Paraná é uma iniciativa vinculada à Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e administrada pela Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC), referência nacional na operação de ambientes de inovação.

De acordo com o secretário de Estado da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Hub GovTech Paraná está inserido em uma estratégia mais ampla de transformação do setor público paranaense. “Existe hoje uma necessidade clara de transformar os entes públicos em ambientes inovadores. O Paraná vai fomentar soluções GovTech em todo o Estado e estamos muito animados com as oportunidades que vão surgir a partir desse hub. A proposta é conectar o governo com as pessoas, com foco em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou.

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Para Marcelo Nunes, vice-presidente de Negócios da Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos, a iniciativa representa um avanço necessário na agenda de inovação no setor público.

“Nosso papel é levar inovação e empreendedorismo para diferentes regiões do país. Normalmente se pensa em startups para atender a indústria e o comércio, mas é fundamental pensar também no setor público. Ela faz enorme diferença na eficiência do Estado e na comunicação com o cidadão”, destaca.

INVESTIMENTO – O investimento total previsto para a operação do Hub GovTech Paraná é de R$ 15 milhões ao longo de três anos, o que corresponde a aproximadamente R$ 5 milhões por ano. Os recursos são destinados à manutenção de toda a estrutura operacional do Hub, à execução dos programas de incubação e aceleração de startups, à contratação de fornecedores especializados, à realização de eventos, capacitações e às atividades de validação e desenvolvimento de soluções junto ao poder público.

O Hub GovTech Paraná foi estruturado para atender desafios em áreas como saúde pública, educação, mobilidade urbana, segurança pública, gestão administrativa, transparência, participação cidadã, digitalização de serviços, compras públicas, gestão de dados e modernização de processos internos de órgãos estaduais e municipais.

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Entre os diferenciais estratégicos do projeto estão o posicionamento de Curitiba como referência internacional em gestão urbana, o protagonismo do Paraná como a quarta maior economia do Brasil, o maior PIB per capita da Região Sul e a proximidade geográfica com o Estado de São Paulo, maior mercado de compras públicas da América Latina. O modelo também foi concebido para atrair startups de todo o país e ser replicável em outros estados.

OPERAÇÃO – A sede do Hub GovTech Paraná passa a funcionar a partir do de 2 de março no Canal da Música, espaço mantido pelo Governo do Estado, localizado no bairro Mercês, em Curitiba. O novo ambiente ocupa o terceiro andar do prédio, totalizando uma área de 792 m², sendo 361 m² de área interna e 431m² de área externa, que está sendo readequado para abrigar o ecossistema de inovação. 

Segundo Gustavo Comeli, coordenador executivo do Hub GovTech Paraná, o projeto foi estruturado para responder a uma demanda estratégica do setor público. “Nós vamos transformar inovação em política pública aplicada. Nosso foco é criar um ambiente seguro, institucional e orientado a resultados, em que soluções possam ser testadas, validadas e escaladas para resolver problemas reais da administração e melhorar a vida das pessoas”, afirma.

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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