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Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 61 anos de prisão por matar mulher e menina de três anos e tentar matar outras três crianças, movido por vingança

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Em Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul do estado, o Tribunal do Júri condenou nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a 61 anos de prisão um homem de 42 anos de idade denunciado pelo Ministério Público do Paraná por dois homicídios e três tentativas de assassinato. As vítimas fatais foram uma mulher e uma criança, de apenas três anos. O réu ainda tentou matar queimados os outros três filhos da mulher.

Áudio do Promotor de Justiça Igor Rabel Corso

Conforme a denúncia, apresentada pela 1a Promotoria de Justiça da comarca, o crime foi cometido por vingança, pois o homicida acreditava que a vítima teria sido responsável pelo fim de seu relacionamento com uma amiga dela. Na data do crime, 15 de janeiro de 2016, o réu, em companhia de um adolescente de 16 anos, esperou o marido da vítima sair de casa e invadiu a residência, atingindo-a na cabeça com uma barra de ferro. Em seguida, os criminosos derramaram gasolina na casa e atearam fogo. Como consequência, uma filha da vítima, de três anos, também morreu. Outros três filhos dela estavam dormindo na casa, e os assassinos trancaram a janela do quarto por fora para evitar que saíssem – entretanto, vizinhos foram em seu socorro e conseguiram resgatá-los.

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A denúncia considerou os homicídios consumados e tentados como qualificados por motivo torpe, feminicídio e emprego de fogo. A pena também teve motivos para aumento, como os maus antecedentes do réu e o fato de haver vítimas com menos de 14 anos, entre outros.

A sentença decretou a prisão do réu para imediato cumprimento da pena, de modo que ele não terá o direito de recorrer em liberdade.

Processo 0000351-72.2016.8.16.0104

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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