Brasil
Histórias de solidariedade reforçam a importância da doação regular de sangue
“Sua doação de sangue pode salvar vidas, da mesma maneira que um dia alguém pode salvar a sua vida com uma doação”. É com essa frase que Vilcimar Damaceno Oliveira, de 46 anos, incentiva a população a agir com solidariedade. O policial militar é morador do Gama, no Distrito Federal, e doa sangue há mais de uma década no Hemocentro de Brasília.
Em abril deste ano, Vilcimar fez sua 100ª doação de sangue. Ele ainda lembra quando foi que começou a ser um doador. “Em 2012 fiz uma doação de sangue para ajudar um conhecido. No ano seguinte, fui convidado para fazer doação de plaquetas. Me explicaram que uma bolsa de plaquetas dupla serve para até seis pessoas. Saber que esse ato nobre pode salvar tantas vidas me fez continuar”, conta ele.
A doação de sangue é essencial para salvar vidas. Cada bolsa coletada pode atender mais de uma pessoa, já que o sangue é separado em diversos componentes que podem ser usados em diferentes tratamentos.
Em 2015, João Aleixo, também morador do DF, precisou fazer uma prostatectomia radical (cirurgia para remover a próstata inteira). Para que isso fosse possível, os médicos recomendaram que a família do idoso doasse sangue. A transfusão foi possível graças ao gesto dos familiares, como a Isadora Sine, neta de João.
A solidariedade com o familiar foi o começo para uma série de visitas ao hemocentro, e agora, Isadora é doadora regular. “Eu acho satisfatório doar e ver as bolsinhas cheias e pensar na possibilidade de ter meu sangue circulando no corpo de uma pessoa que precisou dele”, diz com emoção.

Foto: acervo pessoal
Em 2024, cerca de 1,6% da população brasileira doou sangue no Sistema Único de Saúde (SUS), o que corresponde a mais de 3,3 milhões de bolsas coletadas no país.
Em junho, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Doe Sangue. Você pode”, com o objetivo de incentivar a doação regular e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques em níveis seguros. Isso porque são esses estoques que garantem atendimento a pacientes em situações críticas, desde transfusões de emergência até transplantes e procedimentos oncológicos de alta complexidade.
Atualmente, o Brasil possui 2.097 estabelecimentos de doação de sangue, entre públicos, privados e privados contratados.
Quem pode doar
Para ser um doador de sangue é preciso:
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Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis)
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Apresentar documento de identificação com foto;
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Pesar no mínimo 50 kg;
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Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
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Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue).
Camilla Nunes e Juliana Soares
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Operação combustíveis: mais de 5,3 mil postos foram fiscalizados em março por força-tarefa nacional
Brasília, 2/4/26 – Desde 9 de março, 5.358 postos de combustíveis em todo o País foram fiscalizados por Procons estaduais e municipais, integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), no âmbito da força-tarefa nacional criada para coibir aumentos abusivos de preços após o início da guerra no Oriente Médio.
Também foram fiscalizadas 322 distribuidoras, em operações que reuniram a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
Até o momento, as ações, com base no Código de Defesa do Consumidor, resultaram em mais de 3,5 mil notificações. Após a análise dos processos, as multas podem chegar a R$ 14 milhões para os responsáveis por irregularidades.
Paralelamente às iniciativas dos Procons e da Senacon, a ANP lavrou autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras por descumprimento de normas da agência. Entre os casos mais relevantes, estão 16 autuações aplicadas a distribuidoras — incluindo empresas de grande porte — com indícios de prática de preços abusivos. Nesses casos, as multas podem chegar a R$ 500 milhões.
Medidas para conter impactos nos preços
As ações de fiscalização se somam a outras medidas adotadas pelo Governo do Brasil desde o início da guerra no Oriente Médio.
Em 12 de março, um decreto zerou os dois impostos federais sobre o diesel — PIS e Cofins — que, juntos, representavam R$ 0,32 por litro. Uma Medida Provisória (MP) também instituiu subvenção de R$ 0,32 por litro para refinarias e importadores, além de ampliar a atuação da ANP para fiscalizar e punir aumentos abusivos e práticas como a formação de estoques com o objetivo de elevar lucros de forma irregular.
Em 19 de março, outra Medida Provisória ampliou as competências da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para punir empresas que descumprem o frete mínimo, uma demanda dos caminhoneiros desde 2018. No mesmo período, a ANTT reajustou o piso mínimo do frete rodoviário duas vezes, para evitar perdas de renda da categoria diante das oscilações no preço do diesel.
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