Paraná
Governo promove qualificação para o desenvolvimento de políticas para mulheres
Teve início nesta quinta-feira (07) a I Jornada Técnica de Políticas Públicas para Mulheres. O encontro é promovido pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e acontece na PUCPR. Na programação estão palestras e oficinas sobre estruturação do sistema de governança de políticas públicas para mulheres e estratégias de combate ao feminicídio. O Instituto Avon, ONU Mulheres, ONU Imigrantes, universidades estaduais, Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa apoiam o evetnto.
O evento faz parte do encerramento da primeira temporada da Caravana Paraná Unido Pelas Mulheres. Em 2023, 10 cidades de todas as regiões receberam a turnê itinerante: Curitiba, Cascavel, Francisco Beltrão, Santo Antônio da Platina, Irati, Maringá, Arapongas, Guarapuava, Campo Mourão e Ponta Grossa. Desde maio, encontros reuniram mais de 3 mil representantes de 281 municípios.
“Saímos da caravana com a criação de diversas novos espaços voltados às mulheres: 22 secretarias municipais, 19 organismos municipais, 191 conselhos municipais e 116 fundos municipais, todos voltados a políticas públicas para mulheres”, enfatizou a diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Semipi, Mariana Neris. “Com o fim da Caravana, nos reunimos para discutir os avanços e analisar como podemos chegar ainda mais longe”.
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Mariana ainda destacou o primeiro repasse pelo Governo do Estado, no valor de R$ 6 milhões, a 75 municípios a partir do Fundo Estadual dos Direitos das Mulher para os fundos municipais da mulher. Os recursos podem ser usados para estruturação do Sistema de Governança da Política da Mulher, incluindo o fortalecimento dos conselhos municipais, e implementação e/ou aprimoramento de Centros de Referências de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.
Para a coordenadora de Fomento ao Protagonismo Feminino da Semipi, Larissa Marsolik, essa I Jornada ajudará a dar ainda mais protagonismo para essa discussão. “A jornada chancela o encerramento da caravana, mas ela também traz um processo de qualificação muito importante para essas equipes que estão nos territórios”, afirma. “Precisamos estar cada dia mais perto dos técnicos que estão atendendo diretamente essas mulheres e essas famílias.”
A gerente de empoderamento da ONU Mulheres, Vanessa Gomes Sampaio, destacou a importância de capacitar gestores municipais continuamente. “A economia do cuidado é essencial para o empoderamento econômico das mulheres e para alcançar o desenvolvimento sustentável”, pontuou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Maio Amarelo: Secretaria da Saúde reforça conscientização sobre impacto de acidentes no SUS
O impacto dos sinistros de trânsito na saúde pública é um dos grandes desafios para a gestão estadual no Paraná. Apenas em 2025, houve 12.697 intenações de vítimas de lesões no trânsito, somando um custo de mais de R$ 23,5 milhões aos cofres do SUS no Estado. Por isso, neste mês de conscientização, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica as ações do Maio Amarelo 2026, reforçando que a mudança de comportamento é a única via para reduzir a ocupação de leitos e salvar vidas.
A campanha deste ano, que tem como tema nacional “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, foca na empatia e no cuidado com o próximo. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a segurança viária exige um compromisso que vai além das leis, passando pela atitude individual de cada cidadão. “A segurança no trânsito depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. Precisamos reforçar a empatia e a responsabilidade compartilhada, pois cada atitude consciente pode evitar sinistros e salvar vidas”.
De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), os homens jovens continuam sendo as principais vítimas do trânsito. Em 2025, o sexo masculino representou 76,5% das internações, com maior concentração nas faixas etárias entre 20 a 39 anos (49,4%). O uso de motocicletas e triciclos foi o fator preponderante, respondendo por 67,5% das hospitalizações.
Já com relação aos óbitos, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) mostram que o Estado registrou 2.660 mortes em 2025, sendo 82% entre homens. As vítimas fatais mais frequentes foram os ocupantes de motocicletas e triciclos, que somaram 904 mortes (34,3%). Na sequência, aparecem os ocupantes de veículos leves (836 mortes; 31,4%) e pedestres (424 mortes; 15,9%).
O levantamento detalha que as mortes acompanham o perfil das internações, atingindo com maioria a faixa etária de 20 a 39 anos, que somou 1.065 vítimas fatais (40%). O recorte por sexo revela que, entre os homens, 36,5% das vítimas utilizavam motocicleta, enquanto 44,1% das mulheres ocupavam veículos leves. Dados parciais de 2026 já indicam 579 mortes por lesões no trânsito em território paranaense.
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Embora expressivos, a Sesa ressalta que esses números podem estar abaixo da real dimensão do problema. Isso ocorre porque o sistema contabiliza prioritariamente os atendimentos na rede pública. Além disso, a precisão depende do preenchimento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). Em muitos casos, registra-se apenas o tipo de lesão (como fratura), o que gera uma subnotificação dos dados oficiais de sinistros de trânsito.
SAMU – O impacto do trânsito também é sentido de forma imediata pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em 2025, foram 67.610 atendimentos relacionados a sinistros de trânsito em todo o Estado. O perfil das ocorrências de urgência confirma a vulnerabilidade sobre duas rodas: o tipo de acidente mais registrado foi a colisão entre automóvel e motocicleta (20.707 chamados), seguido pelas quedas de moto (11.166) e colisões entre carros (8.295).
Assim como nas estatísticas hospitalares, as vítimas são predominantemente jovens, com maior incidência na faixa de 21 a 30 anos, que concentrou 15.205 assistências pré-hospitalares no período.
RISCOS – Diante desse cenário, a Secretaria da Saúde alerta que essa realidade está diretamente ligada a comportamentos de risco evitáveis, como o excesso de velocidade, o consumo de álcool ao dirigir, o uso do celular ao volante e o desrespeito às normas de trânsito.
“Nossas equipes de saúde estão na linha de frente, dedicadas diariamente ao socorro das vítimas, mas o esforço mais decisivo deve ocorrer antes da chegada ao hospital”, afirma o secretário César Neves. “É fundamental que motoristas, motociclistas e pedestres compreendam que o trânsito é um espaço coletivo. O Estado investe continuamente em infraestrutura e na rede de atendimento, porém a preservação da vida depende, essencialmente, da prudência e do respeito de quem conduz”, acrescenta.
O Paraná apresenta um histórico sólido de redução na mortalidade por sinistros de trânsito, com uma queda de 33,1% registrada entre 2011 e 2019. Contudo, as mudanças na dinâmica de mobilidade nos últimos anos reforçam a necessidade de manter as ações de vigilância e educação sempre atualizadas, adaptando as estratégias de cuidado ao novo cenário das vias.
VIDA NO TRÂNSITO – Com coordenação compartilhada entre a Sesa e o Detran-PR, uma das principais estratégias para o enfrentamento dessa realidade é o Programa Vida no Trânsito (PVT). Iniciado no Paraná em 2011, o programa atua na identificação de fatores de risco e no desenvolvimento de ações para a redução de acidentes, feridos e óbitos.
Atualmente, 14 municípios paranaenses aderem à estratégia: Araucária, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama. Os resultados demonstram a eficácia da iniciativa: entre 2011 e 2025, o Paraná reduziu a taxa de mortalidade por lesões de trânsito em 29,4%, enquanto o conjunto de municípios que aplicam a estratégia do PVT registrou uma queda ainda mais expressiva, de 37,4%.
O trabalho é fruto de uma gestão intersetorial. O Grupo Técnico responsável pelo Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito no Paraná conta com a participação da Sesa e da Comissão Estadual de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trânsito do Paraná (PVT-PR). O grupo é coordenado pela Casa Civil, tendo o Detran-PR como Secretaria Executiva. Essa articulação resultou no Plano Estadual de Segurança Viária do Paraná, aprovado em janeiro de 2025, que unifica o esforço de 38 órgãos e entidades em prol da segurança nas vias.
AÇÕES – Durante todo este mês, a Sesa apoia, em parceria com instituições estaduais e municipais, uma agenda de ações educativas, abordagens nas vias e campanhas de sensibilização em todas as Regionais de Saúde. O movimento Maio Amarelo foi criado em 2011, após a Organização das Nações Unidas (ONU) instituir a Década de Ação pela Segurança no Trânsito.
Fonte: Governo PR
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