conecte-se conosco

Política

Governo pede mais tempo para negociação com servidores; greve tem adesão parcial

Publicado

Bem Paraná

No primeiro dia de greve dos servidores públicos, governo do Estado e sindicatos do funcionalismo travaram ontem uma “guerra” de informações, ao mesmo tempo em que admitiam retomar as negociações sobre o reajuste salarial da categoria. Balanço da APP-Sindicato apontou que a paralisação de professores teria atingido 80% das escolas, enquanto que a Secretaria de Estado da Educação afirmava que apenas 27% das unidades de ensino teriam sido parcialmente afetadas pelo movimento. O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), anunciou que o Executivo aguarda decisão do Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) sobre a proposta de suspensão temporária da greve para reabrir o diálogo com a categoria.

A proposta foi feita na noite de segunda-feira, em reunião entre representantes do governo e do FES no Palácio Iguaçu. “O governo foi muito claro. Não conversa com greve em andamento. O governo oficializou que se houver a suspensão da greve por uma semana, ou dez dias, retoma as conversas, as negociações, para poder avançar”, disse Bakri. “A resposta não foi recebida ainda”, afirmou o líder governista.

“O governo disse e reafirma que em estado de greve ou em greve, não dialoga. Porque o governo entende que a greve é o último recurso. Principalmente se levando em conta que estamos com cinco meses de mandato”, alegou o deputado.

Leia mais:  Greca pede autorização para emprestar R$ 584 milhões

Prazos
A direção do FES divulgou nota confirmando a proposta de suspensão da greve, mas afirmou que, no entendimento da entidade, “os prazos já inspiraram, pois desde março o governo promete apresentar propostas aos servidores, o que não aconteceu até o momento”. O fórum marcou reunião do comando estadual da greve para hoje de manhã para avaliar o movimento e definir estratégias.

“A greve teve início pois o governo não apresentou proposta, foi ele que nos empurrou para uma paralisação. Estamos pedindo que atenda o que está previsto em lei é o que é possível para o estado”, disse o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, destacando que o impacto de se pagar a data-base é equivalente a menos de 10% do que o governo concede de isenção fiscal a empresários.

Em Curitiba, servidores se reúniram em uma tenda montada em frente ao Palácio Iguaçu. Em varias cidades do interior houve atos acontecendo durante todo dia.

Polícia
Segundo a Secretaria da Educação, houve adesão total à paralisação em apenas 2,4% das 2.143 escolas estaduais e adesão parcial à paralisação em 27% das 2.143 escolas estaduais. Em Curitiba e região metropolitana, segundo a Pasta, foi registrada adesão parcial e 56% das 163 escolas estaduais e adesão total em duas escolas. Na Região Metropolitana foi registrada adesão parcial em 26% das 250 escolas estaduais e adesão total em 22 escolas.

Leia mais:  Governo apresenta projeto de lei para zerar IPVA de carros elétricos até 2022

Os policiais civis, que haviam anunciado “operação padrão” nas delegacias em apoio ao movimento grevista, decidiram suspender a mobilização, à espera de uma proposta do governo. “O governador se compromete em apresentar uma proposta em audiência oficial com a classe dos Policiais na semana que vem”, explicou a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Paraná (Adepol-PR) em nota. “Este é o último prazo, a última prova de boa vontade”, declarou o presidente da entidade, o delegado Daniel Fagundes.

Perdas
A data-base do reajuste anual dos servidores vence em maio. Os funcionários do Executivo – que estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17% – reivindicam a reposição de 4,94%, referente à inflação dos últimos doze meses. Na última quinta-feira, o governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou que o governo não tem dinheiro para conceder o reajuste.

Comentários Facebook

Política

Eleitores têm até 6 de maio para procurar cartório e regularizar situação eleitoral

Publicado

Para votar nas Eleições Municipais de 2020, os eleitores devem estar atentos ao prazo de 6 de maio, que é o último dia para regularizar a situação na Justiça Eleitoral. A partir do dia 7 de maio até o final da eleição, o Cadastro Eleitoral ficará fechado – período em que nenhuma alteração poderá ser efetuada no registro do eleitor –, sendo permitida somente a emissão da segunda via do título. Esse prazo é importante para que a Justiça Eleitoral tenha um retrato fiel do eleitorado que participará do pleito.
Diversos serviços podem ser solicitados diretamente nos cartórios eleitorais, sem a necessidade de intermediação de terceiros. São eles: emissão do título de eleitor, transferência de domicílio eleitoral, revisão dos dados e cadastramento biométrico, entre outros. Todos esses serviços são gratuitos.

Dia 6 de maio também é a data-limite para o cidadão procurar o cartório para pedir a mudança de domicílio eleitoral e regularizar sua situação, estando apto a exercer o direito de voto.

É possível verificar a regularidade do título acessando o Portal do TSE. Basta clicar em Serviços ao Eleitor e, depois, em Situação Eleitoral. As informações necessárias são nome completo e data de nascimento.

Leia mais:  Governo e Volkswagen lançam projeto Carretas do Conhecimento

Fonte: Blog Politica em Debate

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana