Política
Governo mantém suspense, mas deve parcelar reajuste de servidores em quatro anos
O governador Ratinho Júnior (PSD) recebeu, hoje, no Palácio Iguaçu, representantes de policiais civis, militares e demais servidores da área de segurança pública para tratar da data-base do reajuste salarial anual do funcionalismo público estadual. Apesar da expectativa, o governo, porém, não divulgou nenhuma proposta de reposição da inflação dos servidores do Executivo. A versão oficial do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri (PSD), que participou da reunião, é de que a proposta será anunciada entre hoje à tarde e amanhã de manhã. Uma entrevista coletiva com Ratinho Jr foi convocada para amanhã, às 9 horas, no Palácio Iguaçu para tratar do assunto. O funcionalismo reivindica a reposição da inflação de abril de 2018 a maio de 2019, de 4,94%.
“O governo disse que vai dar uma resposta entre hoje à tarde e amanhã cedo especificamente sobre a data-base”, disse Bakri. “O governador foi claro, entre hoje à tarde e amanhã cedo ele está finalizando um pacote, e nesse pacote, envolve também além da data-base, a contratação de profissionais para a área de segurança”, afirmou o líder governista.
Extra-oficialmente, a informação corrente no Centro Cívico é de que o governo vai propor o pagamento parcelado da reposição de 4,94% nos próximos quatro anos.
A data-base do reajuste anual dos servidores vence em maio. Os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%. Inicialmente, o governo sinalizou que não haveria nenhum reajuste, alegando que os gastos com pessoal já estão no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Após os protestos da categoria no dia 29 de abril, o Executivo concordou em montar uma comissão com representantes dos sindicatos e parlamentares para discutir o assunto. Depois de oito rodadas, porém, as negociações não avançaram.
Ratinho Jr chegou a afirmar que não haveria nenhum reajuste, mas após uma carreata de policiais ao Palácio Iguaçu, no último dia 24, o governo pediu uma semana para apresentar uma proposta. Por isso, a categoria cancelou a “operação padrão” que estava prevista para ser iniciada nas delegacias, em apoio à greve, deflagrada pelas demais categorias no dia 25.
Na reunião de hoje, o governador não recebeu representantes das demais categorias, mantendo a posição de não reabrir negociações com os grevistas.
Política
PGE treta com relatório do Ibama contra mudanças no licenciamento ambiental
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) publicou uma nota pública contestando a posição apresentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o projeto de lei que propõe mudanças no licenciamento ambiental no Paraná. A proposta, que tramita na Assembleia Legislativa, busca atualizar as regras no estado e recebeu críticas do Ibama em uma manifestação técnica.
De acordo com a PGE, as observações feitas pelo Ibama não estão relacionadas às competências federais em questões ambientais, mas interferem diretamente nas atribuições do órgão estadual responsável pelo licenciamento no Paraná. O texto divulgado pela Procuradoria afirma que a atuação do Ibama sugere uma possível violação de princípios constitucionais, especialmente o da impessoalidade.
A nota ressalta que a PGE participou ativamente das análises prévias sobre a legalidade do projeto e validou sua constitucionalidade. Segundo o documento, eventuais objeções deveriam ter sido formalizadas por representantes jurídicos do Ibama, o que não ocorreu. A Procuradoria reforça ainda que o projeto busca aprimorar a legislação ambiental no estado, promovendo proteção ao meio ambiente sem prejudicar o desenvolvimento econômico.
Em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, o Projeto de Lei nº 662/2024 já recebeu mais de 40 emendas parlamentares, que serão avaliadas pelos deputados nas próximas semanas. Entre os principais objetivos da proposta está a criação de um marco regulatório estadual para o licenciamento ambiental. Atualmente, o tema é regido por um emaranhado de decretos, portarias e resoluções, o que, segundo o governo estadual, gera insegurança jurídica tanto para investidores quanto para técnicos responsáveis pela emissão de licenças.
Outro ponto destacado pela PGE é o impacto positivo esperado com a modernização das normas ambientais. A medida pretende simplificar procedimentos e garantir maior clareza na análise de projetos, facilitando investimentos e impulsionando o desenvolvimento sustentável no Paraná. A proposta é apresentada como uma tentativa de equilibrar a preservação ambiental com a atração de novos empreendimentos, fator crucial para o crescimento econômico do estado.
As discussões em torno do projeto ocorrem em um momento de debate intenso entre governo estadual, órgãos federais e ambientalistas, com a busca por consenso sendo um desafio central nas próximas etapas da tramitação.
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