Economia
Governo lança Plano de Desenvolvimento da Bioeconomia para fortalecer indústria verde
Nesta quarta-feira (01), o governo federal deu um novo passo na direção de uma indústria mais sustentável com o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma iniciativa conjunta dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente (MMA) e da Fazenda (MF), com participação de demais participantes da Comissão Nacional de Bioeconomia.
O PNDBio tem o objetivo de promover a sociobioeconomia no Brasil como estratégia de desenvolvimento econômico, social e ambiental inclusivo, baseado no uso sustentável da biodiversidade nativa e valorização de comunidades tradicionais.
Durante o evento em Brasília, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou a importância da bioeconomia para o eixo sustentabilidade da Nova Indústria Brasil (NIB).
“Dentro da NIB, estamos construindo um novo modelo de desenvolvimento para o país, que alia crescimento econômico à responsabilidade ambiental. Isso inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, com foco no combate ao desmatamento, e o avanço de uma agenda de desenvolvimento sustentável”, afirmou Alckmin.
Para Marina Silva, o PNDBio representa uma mudança estrutural. “A bioeconomia pode ser usada a favor da paz, porque os biocombustíveis são uma alternativa em um momento de conflitos no mundo. A bioeconomia que estamos construindo hoje, com o presidente Lula e todos os parceiros, é para todos – o extrativista, o indígena, a indústria de cosméticos, o setor de fármacos. É uma economia que abre caminho para um novo ciclo de prosperidade, mas que só é possível com democracia e soberania, pois isso é o que permite transformar a biodiversidade em desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável”.
Também participaram do lançamento do PNDBio o assessor especial do MF Rafael Dubeux e a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Construído sob coordenação da Comissão Nacional de Bioeconomia, com participação de 16 ministérios e contribuições da sociedade civil e do setor produtivo, o Plano integra um arcabouço normativo que organiza o projeto de desenvolvimento sustentável brasileiro, somando-se a iniciativas como o Plano de Transformação Ecológica, o Plano Clima, a Taxonomia Sustentável Brasileira, a Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial e a Nova Indústria Brasil.
Missões e metas do MDIC
Sob articulação do MDIC, o PNDBio tem três missões no eixo 2: Bioindustrialização Competitiva:
Missão 03 | Saúde e bem-estar: inovação e aumento da capacidade de produção nacional de insumos e produtos de origem biológica
Missão 04 | Aproveitamento integral da biomassa: transformar os resíduos e subprodutos da agropecuária e do extrativismo em bioprodutos de alto valor agregado
Missão 05 | Bioquímica de renováveis: substituir progressivamente as matérias-primas fósseis por insumos renováveis na indústria química e de combustíveis brasileira
Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) Julia Cruz, o PNDBio alia concilia a proteção ambiental com melhoria da qualidade de vida da população que vive na floresta.
“Esse é o nosso projeto: geração de renda para os brasileiros, onde quer que eles estejam, e uma economia baseada em inovação, em justiça social e em sustentabilidade”, afirmou.
Fundo Amazônia
Além do PNDBio, o governo anunciou a destinação de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia para apoiar projetos de sociobioeconomia e inovação na Amazônia Legal, com foco na inclusão produtiva, no fortalecimento de cooperativas e no desenvolvimento científico e tecnológico. O conjunto de iniciativas beneficiará diretamente mais de 5 mil famílias e ao menos 60 cooperativas, além de apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) com o envolvimento de cerca de 60 Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), sendo pelo menos 32 da própria região amazônica.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
MDIC inicia consultas públicas sobre acordos do Mercosul com Vietnã e Coreia do Sul
O governo federal iniciou nesta quarta-feira (1°/4), por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), consultas públicas para reunir contribuições da sociedade sobre as negociações comerciais do Mercosul com o Vietnã e a República da Coreia. As contribuições deverão ser encaminhadas em 45 dias, conforme orientações disponíveis em formulários específicos para cada acordo.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e tem como objetivo qualificar a atuação do Brasil nas negociações, com base em contribuições do setor privado, da academia e da sociedade.
No caso da República da Coreia, a Circular Secex nº 25/2026 trata da possível negociação de um Acordo de Livre Comércio, com escopo amplo e abrangente, incluindo acesso a mercados de bens e serviços, investimentos e disciplinas como regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas ao comércio e comércio digital.
Já em relação ao Vietnã, a Circular Secex nº 26/2026, em linha com o mandato aprovado pelo Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior em setembro de 2025, trata da negociação de um Acordo de Preferências Comerciais, instrumento mais restrito, voltado à ampliação gradual do comércio bilateral, com foco na redução tarifária em setores selecionados e na facilitação de fluxos comerciais.
As manifestações recebidas subsidiarão a definição da posição negociadora do Brasil nas tratativas conduzidas em conjunto com os demais países do Mercosul, além de permitir a identificação de oportunidades e desafios para os diferentes setores da economia brasileira.
>> Vietnã
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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