Economia
Chamada Smart Factory disponibiliza R$ 56 milhões para digitalização da indústria
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão disponibilizar R$ 56 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em indústria 4.0, por meio da chamada B+P – Smart Factory BNDES/2025. A iniciativa faz parte do Brasil Mais Produtivo, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Podem participar empresas provedoras de soluções tecnológicas para o setor industrial, como sensores, aplicações móveis, robôs, simuladores e inteligência artificial [confira lista das tecnologias habilitadoras abaixo]. Os projetos devem ser submetidos junto aos Institutos de Inovação e Tecnologia do SENAI até dia 12 de setembro pela Plataforma Inovação para a Indústria. Serão selecionadas até 100 propostas.
Essa é a 9ª edição da chamada Smart Factory, que já investiu R$ 66 milhões em 147 projetos de digitalização e automação. As chamadas têm como objetivo dar apoio técnico e financiar até 70% de projetos de PD&I com tecnologias que melhorem a produtividade de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs).
A ação faz parte do programa federal Brasil Mais Produtivo, dentro da modalidade de transformação digital. Até 2027 a estimativa é desenvolver mais de 360 projetos de inovação, impactando positivamente a produtividade de 8,4 mil MPMEs.
Critérios para submissão dos projetos
Podem participar empresas provedoras de tecnologia para a indústria 4.0 com potencial de aplicação industrial real. Interessados devem procurar um Instituto SENAI de Inovação e/ou Tecnologia para desenvolver e submeter a proposta.
Tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0:
– Inteligência Artificial
– Internet das Coisas (IoT)
– Building Information Modeling (BIM)
– Aplicações Móveis
– Big Data
– Identificação por Radiofrequência (RFID)
– Computação na Nuvem
– Sensores e Atuadores
– Sistemas Ciber Físicos (CPS)
– Simulação
– Manufatura Aditiva
– Sistemas Embarcados
– Robôs Autônomos e Colaborativos
– Cibersegurança
– Realidade Virtual e Aumentada
– Materiais Inteligentes
– Sistemas para Integração Horizontal e Vertical
– Veículos Automaticamente Guiados (AGV)
– Comunicação entre Máquinas (M2M)
As soluções desenvolvidas com o recurso devem ser validadas em ambiente real de produção em, pelo menos, 12 MPMEs. Isso garante que as tecnologias não fiquem restritas a laboratórios, mas sejam testadas em fábricas, com evidências de impacto na produtividade.
Histórico Smart Factory
Essa é a 9ª edição da Smart Factory – a primeira foi em 2022. Desde então, a chamada teve 147 projetos e investiu cerca de R$ 66 milhões em recursos não reembolsáveis. Mais de 3.600 indústrias espalhadas por 14 estados brasileiros validaram as tecnologias desenvolvidas com o recurso.
Sobre o Brasil Mais Produtivo
O Brasil Mais Produtivo é uma iniciativa do governo federal voltada ao aumento da produtividade e competitividade das micro, pequenas e médias empresas brasileiras, por meio de soluções práticas, como consultorias, formação profissional e acesso a tecnologias. Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é executado em parceria com SENAI, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Economia
Governo cria linha de crédito para entregadores financiarem motos e bicicletas elétricas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Motoapp, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.
A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.
Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa. Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.
O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.
Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.
A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos.
As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.
A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa. O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.
Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.
Empresas
O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.
A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.
Como participar
1. Cadastro e consentimento
A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.
2. Confirmação da participação
Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.
Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.
Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.
A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.
3. Solicitação do financiamento
A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.
Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.
Confira Perguntas Frequentes (FAQ)
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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