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Economia

Governo lança padrão nacional para avaliar e acreditar avanço digital nas empresas

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O Brasil acaba de ganhar um padrão nacional para avaliar o nível de digitalização das empresas que operam no país. Portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), publicada na segunda-feira (6/4), institui o Programa de Classificação da Maturidade da Indústria 4.0, que poderá ser usado para medir avanços digitais nos processos produtivos. Atualmente, no Brasil, a avaliação de maturidade tecnológica segue diferentes metodologias, algumas utilizando padrões e acreditações de institutos europeus.

A elaboração de um programa brasileiro atende a uma demanda do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e está alinhada a iniciativas de políticas públicas coordenadas pela pasta, entre elas a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Brasil Mais Produtivo. Ele também servirá para atestar investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) por empresas beneficiárias da Lei de TICs, entre elas as localizadas na Zona Franca de Manaus.

“Trata-se de uma ferramenta crucial para quem produz e monitora políticas públicas industriais, e que deveremos incorporar nas avaliações da Missão 4 da NIB, sobre Transformação Digital, aprimorando as métricas que já utilizamos”, afirma Luis Felipe Giesteira, secretário adjunto de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC.

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O programa é baseado em critérios técnicos estruturados, com possibilidade de certificação, e permite que empresas identifiquem seu estágio de maturidade na adoção de tecnologias digitais a partir de três eixos: Processo, Tecnologia e Organização. O modelo contou com contribuições da indústria e da academia.

“Pela primeira vez, temos um modelo brasileiro para avaliação da maturidade digital, com todo o processo feito por uma instituição pública altamente capacitada e reconhecida, que é o Inmetro”, afirma Cristiane Rauen, diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do MDIC. “Isso, além de baratear os custos para as empresas brasileiras, ainda nos permitirá medir com mais precisão e abrangência os avanços nessa área”.

Referência

De acordo com o presidente do Inmetro, Márcio André Oliveira Brito, a iniciativa responde à necessidade de criar uma referência nacional clara e acessível para medir a transformação digital da indústria brasileira, diante das dificuldades de aplicação de modelos internacionais e da baixa oferta de organismos de avaliação.

“Trata-se de um instrumento que qualifica as políticas públicas, orienta investimentos e impulsiona a competitividade da indústria brasileira, alinhando o país às exigências de uma neoindustrialização pautada por métricas, prioridades e visão de longo prazo”, pontuou Brito.

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Metodologia

O modelo prevê a utilização de questionários padronizados e evidências objetivas para garantir a confiabilidade dos resultados, permitindo comparações entre diferentes organizações e setores. A certificação poderá ser realizada pelo próprio Inmetro ou por organismos acreditados.

A metodologia é estruturada em regras e critérios públicos e acessíveis, oferecendo uma base comum para diagnóstico, comparação e planejamento da transformação digital.

As empresas interessadas em obter a classificação da maturidade quanto ao uso das tecnologias digitais podem acessar o serviço no site do Inmetro, na página sobre Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Governo e CMN definem condições para empresas acessarem crédito do Brasil Soberano

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá, em 30 dias, as linhas do Plano Brasil Soberano para que as empresas elegíveis possam acessar os R$ 15 bilhões adicionais do programa, anunciados pelo presidente Lula em março. Nesta quinta-feira (16/4), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que definiu as condições para a oferta do crédito.

O anúncio para detalhamento foi feito em Brasília pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. Portaria com critérios para empresas acessarem os recursos já haviam sido publicados em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda na quarta-feira (15/4)

Os novos recursos do Plano Brasil Soberano vão apoiar empresas brasileiras exportadoras e relevantes para a balança comercial nacional, em meio a tensões geopolíticas e a instabilidade internacional, como as afetadas pela guerra no Oriente Médio e as que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos.

“São R$ 15 bilhões para apoiar quem foi afetado pelo tarifaço americano, quem está tendo dificuldade para exportar para o Golfo Pérsico e aqueles setores estratégicos, especialmente aqueles que têm um déficit na balança comercial. Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, ressaltou Alckmin.

Quem tem direito ao crédito
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a portaria Interministerial. No primeiro grupo, as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos (Seção 232), cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

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No segundo grupo, empresas atuantes em setores industriais de média-baixa, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática, além de borracha e minerais críticos.

No terceiro grupo, empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Linhas de crédito
O Plano Brasil Soberano ofertará linhas de crédito para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

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Para operacionalizar essa nova etapa do Brasbrasilil Soberano, o BNDES criou linhas de crédito para atender as empresas, a partir da resolução do CMN.

As empresas que forem diretamente ao BNDES solicitar o financiamento terão taxas de:

  • 1,28% ao mês (Giro Grande)
  • 1,17% ao mês (Giro MPME)
  • 1,17% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,05% ao mês (BK) 
  • 0,94% ao mês (Investimento)

As empresas que contratarem o financiamento de forma indireta terão taxas de:

  • 1,41% ao mês (Giro Grande)
  • 1,29% ao mês (Giro MPME)
  • 1,29% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,18% ao mês (BK) 
  • 1,06% ao mês (Investimento)

Todas as taxas já incluem spreads e custo financeiro das operações.

Em casos de Giro Grande, Giro MPME, Giro Exportação e BK, os financiamentos terão prazo total de cinco anos e carência de um ano. Já em caso de Investimento, o prazo será de 20 anos, com carência de quatro anos. Os setores industriais estratégicos podem acessar apenas BK e Investimento. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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