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Brasil

Governo Federal identifica circulação de três drogas no País

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Brasília, 11/09/2025 – O Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR) notificou a circulação de três substâncias, até então desconhecidas no Brasil. Duas delas foram encontradas em um produto industrializado estrangeiro, conhecido como Magic Mushroom Gummies, da marca TRE Hoouse. Embora seja a primeira ocorrência no País, ambas já haviam sido detectadas em países como Chile, Canadá e Bélgica. A identificação foi feita pela Científica de Santa Catarina, com o apoio da Polícia Federal.

A terceira substância foi identificada pelo Laboratório de Toxicologia Analítica e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas (CIATox-Campinas), no exame de um paciente que relatou ter consumido álcool e um comprimido. O N-pirrolidino protonitazeno é um opióide sintético, da classe dos Nitazenos, já identificado no Canadá, França e Alemanha.

Com as descobertas, o Brasil conseguiu um feito importante: o intervalo entre a notificação e a inclusão nos controles nacionais foi de 19 dias, evidenciando a agilidade do processo. O resultado reforça um dos principais objetivos do SAR: operar de forma célere e eficaz na resposta a novas ameaças relacionadas às drogas.

A secretária de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destaca a importância da ferramenta. “Com o SAR, reforçamos o controle das substâncias que circulam, e isso é fundamental tanto do ponto de vista do enfrentamento aos mercados ilegais quanto do ponto de vista da prevenção no campo da política sobre drogas”, afirma.

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O que é o SAR

O SAR é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad), gerenciado pela Secretaria da Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid).

O objetivo da ferramenta é captar, analisar e disseminar, de forma célere, dados e informações sobre a emergência e a circulação de novas substâncias psicoativas, bem como as adulterações e as alterações nas formas de apresentação de substâncias psicoativas que representem ameaças à saúde e à segurança pública.

Identificação de tendências

A diretora de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações, Bárbara Cabellero, ressalta que o SAR não apenas identifica substâncias inéditas no País, como também monitora tendências de consumo. Por esse motivo, ela defende que o sistema também seja utilizado para registrar o consumo de drogas.

“Esse monitoramento contínuo é essencial para orientar políticas públicas, preparar hospitais e equipes de atendimento e dialogar com a sociedade civil”, completa a diretora.

Saiba como registrar

Qualquer pessoa pode enviar uma notificação ao sistema. Atualmente, os registros podem ser encaminhados para o e-mail [email protected]. É importante que os relatos sejam detalhados, com informações completas, para apoiar a correta avaliação dos casos.

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As informações são analisadas pela Senad, que define se o caso gera um alerta rápido, um informe técnico ou apenas registro para acompanhamento. O comitê técnico avalia as ocorrências e compartilha os dados com suas redes de especialistas.

Quando necessário, são emitidos boletins de alerta. Em agosto, por exemplo, foi divulgado material sobre os nitazenos, com orientações sobre riscos, formas de prevenção e sinais comuns de intoxicação.

A Senad está desenvolvendo um sistema para tornar as notificações mais rápidas e organizadas. O novo sistema contará com formulários padronizados, que vão facilitar o envio das informações e ajudar a garantir que os dados cheguem de forma clara e completa para análise e acompanhamento.

Cooperação sul-americana

O Brasil também está estruturando uma rede regional com Argentina, Paraguai e Chile para troca de alertas fronteiriços. A iniciativa deve garantir maior rapidez na circulação de informações, a exemplo de modelos já adotados internacionalmente, onde a resposta pode ocorrer em poucos dias.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Pacto da vitivinicultura amplia compromisso com direitos trabalhistas e sustentabilidade da cadeia produtiva no Rio Grande do Sul

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta sexta-feira (26), em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul (RS), da reafirmação do Pacto da vitivinicultura, iniciativa que reúne entidades do setor produtivo em torno da promoção do trabalho decente, da garantia dos direitos trabalhistas e da adoção de boas práticas laborais em toda a cadeia produtiva da uva.

A cerimônia reuniu representantes da cadeia produtiva da vitivinicultura para renovar a adesão ao compromisso firmado em maio de 2023, que prevê o fortalecimento do diálogo social entre trabalhadores, empregadores e governo, além da construção de um ambiente produtivo sustentável e em conformidade com a legislação trabalhista.

Segundo o ministro Luiz Marinho, o Pacto tem papel estratégico ao estimular a adequação dos produtores às normas trabalhistas por meio do diálogo e da cooperação. “É um ato voluntário de adesão que busca adequar os agricultores à realidade trabalhista. Nós encontramos situações inadmissíveis que precisavam ser resolvidas. O Pacto busca assegurar o trabalho decente, dentro das normas trabalhistas e, por meio dele, construir entendimentos pelo diálogo, e não pela atuação apenas repressiva. É bom que temos aqui muitas entidades que desejam aderir ao Pacto, mas aquelas que continuarem a infringir as regras terão que responder à fiscalização trabalhista”, afirmou.

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A iniciativa é baseada no diálogo social tripartite, em uma agenda permanente de cooperação institucional e na construção de soluções voltadas ao aprimoramento das relações de trabalho no setor.

O representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), Eugênio Edevino Zanneti, destacou que os empregadores da cadeia produtiva buscam cumprir os compromissos estabelecidos no Pacto, mas defendeu o aprimoramento de mecanismos que considerem as características da realidade rural, especialmente dos agricultores familiares durante o período da safra, quando há maior demanda por mão de obra e desafios para o cumprimento das obrigações legais.

O coordenador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Glaucio Araújo Ribeiro, ressaltou a importância da construção conjunta entre instituições, produtores e trabalhadores. “Existem duas vias a escolher: a do diálogo, que é a que estamos oferecendo ao conversar com os produtores, ou a via da fiscalização. Queremos dialogar, mas seguimos a legislação e o que ela determina”, frisou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), Gabriel Bezerra Santos, destacou a importância dos Pactos como instrumentos de prevenção de conflitos e promoção da legalidade no setor. “Estamos evoluindo com os Pactos. Ele veio como um passo adiante na melhoria das condições de trabalho na cadeia da uva. Foi uma iniciativa acertada do governo para conscientizar os empregadores quanto à exploração, ao trabalho escravo e a outras distorções nas contratações rurais, principalmente no período da safra”, avaliou.

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O Pacto

O Pacto da vitivinicultura estabelece compromissos voltados à sustentabilidade da cadeia produtiva, ao respeito aos trabalhadores e à garantia dos direitos humanos, incluindo os fluxos migratórios que ultrapassam as fronteiras nacionais. A iniciativa busca promover relações de trabalho dignas e sustentáveis, fortalecer a imagem do Brasil, ampliar a segurança jurídica das atividades econômicas e contribuir para o reconhecimento do país como referência na promoção dos direitos humanos e do trabalho decente.

Entre os compromissos reafirmados pelas entidades estão a não utilização de mão de obra infantil; a prevenção e a erradicação do trabalho em condições análogas à escravidão; a disseminação de padrões, diretrizes e boas práticas aplicáveis ao setor; o fortalecimento do diálogo social tripartite; a formalização das relações de trabalho; a promoção da igualdade de oportunidades; e o enfrentamento de todas as formas de discriminação no ambiente laboral.

O acordo também prevê o incentivo à sustentabilidade social das cadeias produtivas rurais, com o objetivo de promover ambientes de trabalho seguros, saudáveis e respeitosos para trabalhadoras e trabalhadores da cadeia produtiva.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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