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Governo do Estado participa da Feira Agropecuária de Cândido de Abreu

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O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou nesta sexta-feira (29) a importância de feiras agropecuárias, que estão se ampliando pelo Estado, como oportunidade para aprimorar a tecnologia nas propriedades. Ele participou da abertura do 3° Encontro de Produtores e Feira Agropecuária de Cândido de Abreu, na região central do Paraná.

O Encontro de Produtores e Feira Agropecuária, que tem como tema O Encontro de Quem Produz, termina neste sábado (30) com a entrega de prêmios para os melhores produtores de maracujá, morango, tomate e casulo de seda, e para o campeão do torneio leiteiro. A realização do evento foi interrompida em 2019 devido à pandemia, e foi retomada neste ano.

“É um evento importante para a cidade, para os agricultores, para entrosar quem está expondo, quem fornece soluções para a agricultura, genética, sementes, fertilizantes, máquinas, implementos, equipamentos para os produtores rurais que têm a tarefa de fazer bem-feito, com qualidade, conhecimento, inovação e ciência”, acentuou Ortigara.

Segundo ele, o contato cria vínculos mais estreitos entre os diversos elos da cadeia. “Podemos pensar um pouco maior para continuar o processo de qualificação, de fortalecimento dessa grande vocação do Paraná que é ser bom no que faz e com perspectiva de melhorar cada vez mais”, disse.

Ele convocou os produtores rurais a buscar cada vez mais a redução nos custos de produção, ao afirmar que os agricultores não formam preço, e por isso devem combinar tanto quanto possível os custos no conjunto de investimentos para tirar aquilo que os torna menos eficientes. “Ainda que os preços tenham caído, temos de nos orgulhar por gerar riqueza, por gerarmos oportunidades nesse principal negócio do nosso Estado e do nosso País. Valorizar isso é inteligente”, disse.

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O município de Cândido de Abreu garantiu R$ 550 milhões em Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP) em 2022. “Há alguns anos, aqui não tinha desempenho bom e hoje temos orgulho do tipo de agricultura que é feita, houve avanço e vamos ainda mais longe”, afirmou o secretário.

O prefeito Renan Romanichen também destacou a importância da agropecuária no movimento econômico. “Por isso precisamos fazer ações que mostrem que a agropecuária é primordial, reservar um dia para trocar conhecimentos e dialogar com as pessoas”, disse. Além da exposição, haverá uma série de palestras na feira.

ANÚNCIOS – Além de percorrer a feira e fazer uma palestra para os participantes, Norberto Ortigara se reuniu com a diretoria da Copercandi, uma cooperativa da agricultura familiar que congrega 330 famílias, e visitou o Laticinio Dau, o primeiro no Estado a participar do Programa Leite das Crianças, em 2003. Também foi entregue um trator do Programa Trator Solidário para o município.

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O secretário aproveitou a viagem para vistoriar a pavimentação da estrada que liga os distritos de Fazendinha e Barreiro, no município vizinho de Reserva. Serão 6,5 quilômetros de pavimentação com investimentos de R$ 2,2 milhões do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. No mesmo município, esteve no Centro de Eventos de Reserva, que abriga a 8° Festa do Produtor Rural a partir desta sexta-feira, estendendo-se até domingo (01).

PRESENÇAS – Também participaram da solenidade de abertura da feira o chefe do Núcleo Regional da Seab em Pitanga, José Guilherme Camilo; a chefe do Núcleo de Ivaiporã, Vitória Holzmann; a gerente regional do IDR-Paraná, Alini Machado; e os prefeitos de Manoel Ribas, José Carlos Corona; de Mato Rico, Edelir Ribeiro da Silva; e de Rio Branco do Ivaí, Pedro Tabord;, e o deputado estadual Artagão de Mattos Leão Júnior.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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