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Atuação do MPPR garante acesso a abastecimento de água tratada a duas aldeias indígenas no município de Pontal do Paraná

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Moradores das aldeias indígenas Guaviraty e Caraguatá Poty, localizadas em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, passarão a contar com abastecimento regular de água pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Com uma população de cerca de 70 habitantes, as comunidades – que vivem de forma isolada – ainda não contavam com a prestação do serviço e a conquista decorre de atuação do Ministério Público do Paraná que, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos, conduziu as tratativas entre os órgãos envolvidos. Na última sexta-feira, 19 de maio, foi assinado termo de cooperação técnica entre o MPPR, a Sanepar, a SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena, do Ministério da Saúde), o Município de Pontal do Paraná e o TCP (Terminal de Contêineres  de Paranaguá), para que seja viabilizada a medida.

“É um orgulho que o Ministério Público possa intermediar a celebração deste termo de cooperação de relevante dimensão social, pois representa um grande avanço para os povos indígenas sediados no Paraná e interfere positivamente na realidade social por eles vivenciadas, ao garantir a promoção do abastecimento de água – que representa saúde e dignidade – a comunidades que ainda estão afastadas dos benefícios produzidos pela sociedade”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia por ocasião da celebração do acordo.

Atualmente, o abastecimento de água nas aldeias é feito de forma provisória, a partir de iniciativa da unidade regional da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, que providencia o transporte de água tratada em galões para alimentação de caixas d’água individuais. O volume alcançado, entretanto, tem sido insuficiente para o atendimento às necessidades básicas das famílias que vivem nas localidades.

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Na oportunidade, o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos, explicou que a iniciativa resulta de projeto que vem sendo desenvolvido há três anos pelo Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. “O acesso à água tratada é um direito previsto constitucionalmente, sendo dever do Estado assegurar que as populações historicamente vulneráveis tenham tal garantia respeitada”, destacou. A partir do trabalho desenvolvido pelo Caop, já foram mapeadas e identificadas outras áreas com demandas igualmente urgentes. “E o Ministério Público do Paraná seguirá atuando para garantir o acesso à água potável, direito tão fundamental e essencial à dignidade humana, aos povos indígenas de outras regiões, com os quais o Paraná possui uma grande dívida social”, completou o procurador de Justiça.

Providências – As aldeias, que fazem parte da Terra Indígena Sambaqui, estão localizadas próximas ao Balneário Shangrilá, às margens do rio Guaraguaçu. No caso da aldeia Guaviraty, que fica a cerca de 2,7 km de um ponto de ligação do sistema operado pela Sanepar, será possível viabilizar ligações domiciliares para as habitações. Já na Caraguatá Poty (Sambaqui), que fica a 10 km de distância do centro de Pontal do Paraná, o abastecimento deverá ser feito com o uso de caminhões pipa, com porte compatível ao volume dos reservatórios. O termo de cooperação prevê, no entanto, que sejam viabilizados, pela Sanepar, estudos para a ampliação da rede de distribuição de água para que, em um segundo momento, sejam as aldeias atendidas com ligações domiciliares. Foi estabelecido o prazo de sete meses para que a Sanepar realize todas as atividades constantes do plano de trabalho do termo de cooperação.

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Melhorias – Também de acordo com a cooperação, caberá ao Município de Pontal do Paraná providenciar a carga, transporte e descarga de água tratada, com uso de caminhão pipa, em reservatórios existentes nas Aldeias, de forma regular, com frequência mínima mensal. Em ambas as aldeias, está em curso a construção de sistemas de reservatório comunitário e de distribuição de água para as habitações, a partir de cooperação da empresa Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – que também assina o termo de cooperação técnica. De acordo com o documento, caberá à TCP a prestação de apoio técnico para as aldeias, com a realização de manutenção dos equipamentos instalados nos sistemas de reservatórios.

Reunião de assinatura do termo de cooperação com Sanepar para levar água a aldeias indígenas

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem

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Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.

Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.

Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”. 

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CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida. 

A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.

NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.

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Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.

VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.

Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.

Fonte: Governo PR

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