Paraná
Veja datas e locais de atendimento do MPPR nos bairros de Curitiba em abril
O Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades (NACC) do Ministério Público do Paraná realizará atendimentos descentralizados em oito datas, nos bairros de Curitiba, neste mês de abril. Entre os dias 8 e 24, as equipes estarão nas regiões do Cajuru, Uberaba, Sítio Cercado, Fazendinha, Tatuquara e Caximba.
Em algumas datas, os serviços serão prestados em parceria com a Defensoria Pública do Paraná. Haverá também atendimento conjunto com a Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba.
A iniciativa tem como objetivo aproximar os serviços do MPPR da população. Durante os atendimentos, serão prestadas orientações jurídicas e recebidas reclamações sobre questões que afetam a comunidade, como falta de acesso a serviços públicos (UBSs, UPAs, hospitais e escolas), problemas urbanos (iluminação pública, saneamento básico e coleta de lixo) e temas relacionados ao direito de família, como reconhecimento de paternidade e pensão alimentícia, entre outros. Demandas que não sejam de atribuição do MPPR serão encaminhadas aos órgãos competentes.
Documentos – Recomenda-se que os cidadãos levem documentos pessoais e demais informações relacionadas aos casos que desejam apresentar.
Atendimento permanente – Além do serviço descentralizado, o NACC mantém atendimento permanente na sede (Rua Marechal Hermes, 910, Centro Cívico, em Curitiba) e pelos telefones (41) 3250-4883 e (41) 3250-4835 (WhatsApp).
Confira as datas, locais e horários dos atendimentos descentralizados:
Rua da Cidadania Cajuru – Evento Assembleia nos Bairros
Avenida Prefeito Maurício Fruet, 2150 – Cajuru
Data: 08/04/2026 (quarta-feira)
Horário: 13h30 às 17 horas
Cras Uberaba (em parceria com a Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente)
Rua Augusto David de Morães, 160 – Uberaba
Data: 09/04/2026 (sexta-feira)
Horário: das 14 às 16 horas
Cras Uberaba (em parceria com a Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente)
Rua Augusto David de Morães, 160 – Uberaba
Data: 10/04/2026 (sexta-feira)
Horário: das 14 às 16 horas
Rua da Cidadania Bairro Novo – Sítio Cercado (atendimento em conjunto com a Defensoria Pública do Paraná)
Rua Tijucas do Sul, 1700 – Sítio Cercado
Data: 13/04/2026 (segunda-feira)
Horário: das 18 às 20 horas
Rua da Cidadania Cajuru (atendimento em parceria com a Defensoria Pública do Paraná)
Avenida Prefeito Maurício Fruet, 2150 – Cajuru
Data: 17/04/2026 (sexta-feira)
Horário: das 14 às 16 horas
Rua da Cidadania Fazendinha (em parceria com a Defensoria Pública do Paraná)
Rua Carlos Klemtz, 1700 – Fazendinha
Data: 22/04/2026 (quarta-feira)
Das 14 às 16 horas
Bairro Tatuquara – Associação de Proteção à Infância Vovô Vitorino
Rua Tenente-Coronel Manoel Eufrásio de Assumpção, 375 – Tatuquara
Data: 23/04/2026 (quinta-feira)
Horário: das 14 às 16 horas
Cras Caximba
Estrada Delegado Bruno de Almeida, 8280 – Caximba
Dia 24/04/2026 (sexta-feira)
Das 13h30 às 15h30
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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