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Brasil

Governo do Brasil lança estratégia nacional para formação de agentes e fortalecimento da economia solidária

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deu um passo decisivo para a consolidação da economia popular no Brasil. Em evento realizado nesta segunda-feira (16), na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, o secretário de Economia Solidária e Popular, Gilberto Carvalho, participou do lançamento da Estratégia Nacional de Formação de Agentes e Fortalecimento das Redes de Economia Solidária, o Programa Educar e Cooperar.

A iniciativa marca uma aliança estratégica entre o MTE, a Fundação Banco do Brasil (FBB) e o Sebrae Nacional, com execução da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). O objetivo é formar agentes territoriais capazes de impulsionar e profissionalizar empreendimentos solidários em diversas regiões do país.

Segundo Gilberto Carvalho, o Educar e Cooperar é uma resposta direta às reivindicações históricas dos movimentos sociais e às necessidades identificadas no cotidiano dos agentes do Programa Paul Singer nos municípios.

“Trata-se da construção de uma política nacional de assessoramento técnico aos empreendimentos econômicos solidários em vários estados brasileiros”, afirmou o secretário.

Carvalho destacou que, historicamente, a falta de uma assistência técnica contínua e especializada — que respeite os princípios da autogestão — era uma das principais barreiras para o sucesso desses negócios. “O Educar e Cooperar, em parceria com o Sebrae e a FBB, fortalece o empreendedorismo coletivo e social, preenchendo essa lacuna”, ressaltou.

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O programa foi desenhado para atender grupos prioritários que são pilares da economia solidária no Brasil, abrangendo tanto o contexto urbano quanto o rural. O foco da formação e do assessoramento técnico inclui:

Os grupos prioritários do Programa são os trabalhadores urbanos e rurais, educadores populares, cooperados e associados, catadores de materiais recicláveis, agricultores familiares, quilombolas, kalungas e indígenas, além de empreendedores e servidores públicos que atuam com economia solidária.

A união entre o MTE, Sebrae e Fundação BB garante a capilaridade necessária para que a assistência técnica chegue à ponta. Enquanto a FESPSP assume a missão pedagógica de formar os quadros, os parceiros institucionais aportam expertise em gestão e fomento, garantindo que a economia solidária avance como um modelo estruturante de desenvolvimento e geração de trabalho decente no país.

Programa Paul Singer

Os agentes do Programa Paul Singer atuam atualmente em diversos municípios, tendo alcançado mais de 2.500 empreendimentos, onde implementaram uma metodologia voltada à promoção da economia solidária e ao fortalecimento da auto-organização econômica e política.

O Programa Educar e Cooperar irá responder às demandas levantadas pelo Programa Paul Singer, aprofundando técnicas produtivas da economia solidária e formando agentes para a realização de cursos e assessoramento técnico a 400 empreendimentos nos próximos 18 meses. A meta é a formalização de 17 redes territoriais e a implementação de até três tecnologias sociais do banco da FBB, a serem replicadas nacionalmente.

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Participaram do lançamento, além de representantes do MTE, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima; o representante da Fundação Banco do Brasil, André Castelo Branco Machado; e o diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Marcos Barreto.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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