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Paraná

Governador sanciona lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado no Paraná

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quarta-feira (05) a lei nº 22.765/2025 , que proíbe a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada no Paraná. A nova legislação visa apoiar os produtores contra a competição desfavorável em relação às importações, que chegam ao mercado com custos menores, e teve aprovação unânime na Assembleia Legislativa.

O objetivo geral da nova legislação é proteger a cadeia leiteira no Estado, garantindo maior transparência ao consumidor paranaense. A lei determina que “fica proibido, no Estado do Paraná, quando de origem importada e quando o produto resultante for destinado ao consumo alimentar, a reconstituição por indústrias, laticínios e qualquer pessoa jurídica, de leite em pó; composto lácteo em pó; soro de leite em pó; e outros produtos lácteos”.

Com a nova legislação, ainda será possível a comercialização de produtos importados, desde que diretamente ao consumidor final e para uso doméstico, comercializados em embalagens próprias para o varejo e rotulagem seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

“O Paraná é um dos principais produtores de leite do Brasil, com milhares de famílias dependendo dessa atividade econômica, e tem uma indústria muito forte. É uma medida que vai assegurar mais competitividade e atende um anseio dos produtores e das federações”, afirma o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes.

MEDIDAS DE APOIO – A sanção da lei que proíbe a reconstituição de leite importado no Paraná é mais uma medida de apoio aos produtores, sobretudo àqueles da agricultura familiar.

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A mais recente delas é a adesão ao convênio que trata da isenção de ICMS nas vendas internas de queijo, requeijão e doce de leite, produtos derivados do leite. A medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) atende a uma antiga reivindicação dos pequenos produtores e coloca o Paraná em igualdade de condições com São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que já haviam adotado o benefício fiscal.

O Governo do Paraná já havia alterado o tratamento tributário na importação de leite em pó, retirando a isenção de ICMS. Também foi aprovada a mudança na legislação do imposto de importação, que passou a ter uma alíquota de 19,5%, a única do Brasil e com o objetivo de frear as importações.

A Seab, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), também está com processo de contratação de 176 técnicos, além de concurso para 422 profissionais, visando ampliar a assistência técnica para produtores rurais e o apoio à agregação de valor à cadeia. A cadeia leiteira é o 4º produto que mais gera valor no campo paranaense.

Outra maneira de melhorar a renda do produtor e reduzir o custo de produção é com estradas rurais em melhores condições. Nesse sentido, o Governo do Estado está investindo mais de R$ 1,5 bilhão para compra de duas mil máquinas da linha amarela (caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras e outros equipamentos usados na manutenção de estradas rurais) para todos os municípios paranaenses com área rural.

No início do ano, o governador Ratinho Junior também anunciou mais R$ 2 bilhões para pavimentação de estradas rurais, beneficiando produtores em cadeias relevantes como leite, suíno e frango, além de fomentar o turismo rural. Com esse novo aporte, o Estado deve pavimentar mais 2,5 mil quilômetros das vias vicinais.

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O governo também estuda a possibilidade de que o leite utilizado na merenda escolar dos colégios estaduais possa ser adquirido diretamente dos produtores, a exemplo do que já acontece com o programa Compra Direta Paraná, que faz a compra de alimentos produzidos por associações e cooperativas da agricultura familiar e os destina para entidades e equipamentos públicos, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias, hospitais filantrópicos, CRAS e CREAS, entre outras instituições da rede socioassistencial.

PRODUÇÃO DE LEITE – O Paraná tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil, com 15,7% de participação, atrás apenas de Minas Gerais, com 23,8%, e à frente de Santa Catarina, que aparece em terceiro lugar. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, foram produzidos no Paraná 3,9 bilhões de litros de leite em 2024.

Já em 2025, a produção de leite alcançou 1,005 bilhão de litros no 1º trimestre e 1,017 bilhão no 2º trimestre, totalizando 2,022 bilhões neste ano. Do volume total produzido, 99,8% foi destinado à industrialização. Com o resultado, o Estado completa quatro trimestres consecutivos acima da marca de 1 bilhão de litros de leite adquiridos e industrializados.

Fonte: Governo PR

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Pesquisa: 74,7% dos usuários da RMC usam transporte metropolitano para o trabalho

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Uma pesquisa contratada pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), feita pelo Instituto IRG Pesquisas, revelou a importância do transporte coletivo na rotina da população da Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com o levantamento, 74,7% dos usuários utilizam o sistema para deslocamento ao trabalho, evidenciando o papel estratégico do serviço para a economia e a mobilidade urbana da região.

O estudo foi realizado entre os dias 5 e 20 de novembro de 2025, com 2.001 entrevistas em terminais e pontos de embarque e desembarque, abrangendo usuários com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2,3%, com nível de confiança de 95%, e os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (23) à equipe técnica da Diretoria de Transportes da Amep e às empresas operadoras do sistema.

Além de cumprir uma função essencial para o acesso ao local de trabalho, o transporte coletivo metropolitano apresenta forte adesão da população. Segundo o levantamento, mais da metade dos usuários utiliza o sistema com alta frequência ao longo da semana, reforçando sua relevância no dia a dia dos cidadãos.

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Outro dado que chama a atenção é a integração entre os municípios da Região Metropolitana. Embora Curitiba siga como principal destino dos deslocamentos, concentrando mais da metade das viagens, a pesquisa também evidencia o fortalecimento de outros polos regionais, como São José dos Pinhais e Araucária, que passam a figurar como importantes destinos de trabalhadores. O resultado demonstra uma dinâmica cada vez mais descentralizada, com fluxos de deslocamento distribuídos entre diferentes cidades e reforçando a importância da gestão integrada do sistema metropolitano.

AVALIAÇÃO – A pesquisa também aponta aspectos positivos na avaliação dos usuários. Entre os itens mais bem avaliados estão o atendimento dos motoristas, com 79% de satisfação, a velocidade das viagens, com 75,3%, e as formas de pagamento, com 72%, todos com índices elevados de aprovação. Esses resultados refletem avanços na qualidade do serviço prestado e na experiência do usuário.

Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, os dados reforçam o compromisso da gestão com a melhoria contínua do transporte coletivo.

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“O transporte metropolitano tem um papel fundamental na vida das pessoas, especialmente quando observamos que a grande maioria utiliza o sistema para trabalhar. Isso mostra que estamos falando de um serviço essencial, que impacta diretamente a economia e a qualidade de vida da população. Os resultados da pesquisa também indicam avanços importantes, especialmente na avaliação dos motoristas e da operação, e nos dão subsídios para seguir aprimorando o sistema”, destacou.

O levantamento ainda aponta oportunidades de melhoria. Segundo a Amep, essas informações são fundamentais para orientar investimentos e ações futuras, garantindo um transporte cada vez mais eficiente, seguro e adequado às necessidades da população.

Fonte: Governo PR

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