Paraná
Conscientização sobre TEA é tema de exposição e debate na Biblioteca Pública do Paraná
A Secretaria de Estado da Cultura apresentará na próxima quarta-feira (03), a partir das 18h30, no Auditório da Biblioteca Pública do Paraná, uma palestra sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tema será debatido com dois especialistas: o médico neurologista Thiago Simões e o artista plástico e arte-educador Nilson Sampaio. O evento, para lembrar o Dia da Consciência do Transtorno do Espectro Autista (TEA), celebrado em 2 de abril, será gratuito, não requer inscrição prévia e acontecerá no auditório da BPP.
No mês de abril haverá também uma exposição no hall da Biblioteca chamada “Diversos Olhares”, apresentando pinturas produzidas por pessoas autistas.
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Segundo Nilson Sampaio, curador da mostra, foram selecionados 10 trabalhos de cinco dos seus alunos retratando temas distintos. “Algumas das imagens escolhidas são as que concorreram em concursos internacionais e serão exibidas ao público pela primeira vez, todas produzidas por pessoas com transtorno do espectro autista”, afirma.
“Será uma oportunidade única para aprender mais sobre o TEA, trocar experiências e nos conectarmos com outras pessoas também interessadas neste assunto tão sensível e importante para a sociedade”, complementa o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Luiz Felipe Leprevost.
PALESTRANTES – Thiago Simões é médico neurologista especialista em autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Nilson Sampaio, o Professor Sampaio, é artista plástico, arte-educador e trabalha a inclusão por meio da arte. Também é especialista em autismo e TDAH.
Serviço:
Data: 03 de abril, quarta-feira
Horário: 18h30
Local: Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná – Rua Cândido Lopes, 133, 2º andar – Centro, Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Científica do Paraná incorpora tecnologia capaz de ampliar imagens em 100 mil vezes
Partículas invisíveis a olho nu podem guardar informações decisivas para uma investigação criminal. Para ampliar a capacidade de identificar e analisar esses vestígios, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) passou a contar com um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento que permite observar materiais em escala microscópica com nível de detalhamento muito superior ao alcançado por métodos convencionais.
“O MEV diferencia-se do microscópio óptico tradicional principalmente pela forma de obtenção da imagem. Enquanto o microscópio óptico utiliza luz visível e lentes ópticas, o MEV utiliza um feixe de elétrons para varrer a superfície da amostra. Isso permite alcançar níveis muito superiores de ampliação, resolução e profundidade de campo, possibilitando a observação detalhada da morfologia e composição de materiais em escala microscópica e até nanométrica”, afirma o diretor da Academia de Ciências Forenses (ACF) da PCIPR, Alexandre Lara.
A tecnologia permite ampliações de até 100 mil vezes, enquanto microscópios ópticos tradicionais alcançam cerca de 2 mil vezes. Com isso, os peritos conseguem visualizar estruturas, partículas e características superficiais que passariam despercebidas em análises convencionais.
Além da visualização detalhada das amostras, o equipamento também permite a caracterização química dos materiais analisados. Assim, a combinação entre imagem de alta resolução e identificação da composição dos vestígios amplia significativamente as possibilidades de análise em exames periciais.
APLICAÇÕES – O equipamento permite a análise de uma ampla variedade de materiais, como fragmentos metálicos, partículas minerais, fibras têxteis, tintas automotivas, polímeros, vidros, resíduos provenientes de incêndios e explosivos. A capacidade de observar a morfologia e a composição química desses vestígios em escala microscópica fornece informações que podem auxiliar na identificação da origem dos materiais e na reconstrução de eventos investigados.
Na área forense, uma das principais aplicações é a análise de resíduos de disparo de arma de fogo. O microscópio é capaz de localizar partículas microscópicas e identificar sua composição química, permitindo caracterizar resíduos formados por elementos como chumbo, bário e antimônio, frequentemente associados aos disparos. A tecnologia oferece maior precisão na identificação desses vestígios e fortalece a produção da prova técnico-científica.
Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características pela forma e composição química, algo que muitas vezes não seria perceptível em análises ópticas convencionais. Também é possível identificar microfraturas, deformações, marcas de fabricação e alterações térmicas invisíveis a olho nu.
“O MEV permite observar a morfologia, textura, composição superficial e microestrutura de partículas e materiais em níveis extremamente detalhados. Em análises de resíduos de disparo, por exemplo, é possível identificar partículas características que muitas vezes não seriam perceptíveis em análises ópticas convencionais,” destaca o diretor da ACF.
O tempo necessário para a realização dos exames varia de acordo com a complexidade da análise, o tipo de vestígio e a quantidade de amostras avaliadas. O processo pode envolver etapas de preparação do material, calibração do equipamento, aquisição de imagens e análises químicas complementares, podendo durar de algumas horas a períodos mais extensos em casos de maior complexidade.
PIONEIRISMO NO ESTADO – A aquisição do equipamento representa um marco para a Polícia Científica do Paraná. Esta é a primeira unidade de Microscópio Eletrônico de Varredura incorporada à instituição, ampliando a capacidade técnica dos laboratórios forenses do Estado e possibilitando a realização de análises especializadas com maior precisão e detalhamento.
Embora a tecnologia já seja utilizada em instituições de pesquisa, universidades e órgãos periciais de referência no Brasil, como a Polícia Federal, sua incorporação à estrutura da PCIPR fortalece as ciências forenses no Estado e amplia o suporte técnico às investigações criminais.
Fonte: Governo PR
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