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Gaeco e forças policiais deflagram operação e cumprem 28 mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização ligada ao tráfico de drogas no Litoral

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O Núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná deflagrou na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro, a Operação Epílogo, que investiga uma suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no Litoral do Estado. No âmbito da operação, 28 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Município de Paranaguá. A 1ª Vara Criminal de Paranaguá, que expediu as medidas, também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos de todos os celulares e demais equipamentos eletrônicos apreendidos com os investigados.

Áudio do delegado do Gaeco Paranaguá, Fernando de Carvalho Sant’Ana

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, sete pessoas foram presas: seis por tráfico de drogas e uma por porte ilegal de munições. Também foram apreendidos celulares, drogas (1.353 gramas de maconha, 1.090 gramas de cocaína e 360 gramas de crack), munições, balança de precisão, dinheiro e anotações. Os materiais serão periciados e servirão de subsídio para a continuidade das investigações.

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Organização estruturada – As investigações tiveram início com a prisão em flagrante de um homem, em maio de 2024, ocasião em que foram apreendidos aproximadamente 8 quilos de maconha, 500 gramas de crack, 100 gramas de cocaína e pequena quantidade de haxixe, além de uma arma de fogo. Durante a prisão, o investigado tentou destruir os aparelhos celulares que trazia consigo, o que indicou a preocupação em proteger outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

A análise dos dispositivos apreendidos revelou o funcionamento de uma organização criminosa ordenada e estruturada, cujo objetivo era a comercialização e distribuição de drogas em Paranaguá e em municípios vizinhos. Apurou-se também que a atuação da organização era coordenada por uma mulher.

Na continuidade das investigações, a partir da quebra de sigilo dos celulares apreendidos com a mulher investigada, verificou-se a existência de uma rede de colaboradores, fornecedores, distribuidores e revendedores que atuavam em diversas localidades do litoral. Com a operação desta quarta-feira, buscou-se reunir mais elementos de prova contra todos os investigados, de modo a subsidiar eventuais denúncias criminais.

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Processo: 0010346-19.2025.8.16.0129

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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