Connect with us


Paraná

Gaeco de Umuarama cumpre 25 mandados judiciais em três cidades na Operação Aliança, que apura possíveis crimes cometidos por policiais militares

Publicado em

O Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em ação integrada com a Polícia Federal, a Corregedoria da Polícia Militar e o 25º Batalhão de Polícia Militar de Umuarama, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 25 de março, a Operação Aliança, voltada a apurar possíveis crimes cometidos por policiais militares.

Áudio do Promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva Santos

Acesse álbum com imagens

Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de busca pessoal e três mandados de afastamento das funções, entre outras medidas, em Umuarama, Iporã e Icaraíma. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.

A investigação demonstrou que os policiais militares integravam uma organização criminosa voltada à prática reiterada dos delitos de contrabando e descaminho em larga escala envolvendo a internalização irregular de aparelhos celulares (smartphones) e cigarros eletrônicos. Os policiais atuariam fornecendo suporte ao transporte e à internalização das mercadorias ilícitas e, em alguns casos, participando diretamente das ações criminosas.

Leia mais:  Governo inicia recuperação da PR-170, interditada entre Faxinal do Céu e Bituruna

Prisão e apreensões – Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos armários e alojamentos dos investigados na 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira, no 25º Batalhão de Polícia Militar de Umuarama e no Destacamento da Polícia Militar de Icaraíma. Além disso, foram executadas buscas em um restaurante pertencente a um dos investigados e na sala de outro investigado na Secretaria de Trânsito de Umuarama, onde ele, que é policial militar da reserva, exerce cargo comissionado.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de obstrução de justiça. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que serão periciados para a continuidade das investigações. Também foram apreendidos o fardamento, o armamento oficial e particular e todos os demais equipamentos operacionais disponibilizados pela Polícia Militar aos investigados.

Coletiva de imprensa

O atendimento à imprensa será feito nesta quarta-feira, 25 de março, a partir das 10 horas, na sede do 25º Batalhão de Polícia Militar de Umuarama (Avenida Cabo Francisco Damião da Silva, 4810 – Jardim Social).

Leia mais:  Paraná amplia formalização no setor turístico e chega a 13,6 mil cadastros no Cadastur

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

Published

on

O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

Leia mais:  Governador lidera missão que prospectará investimentos e negócios nos EUA e Portugal

De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

Leia mais:  Estado lança obra de R$ 10 milhões do centro de pesquisas em medicina de precisão de Guarapuava

Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262