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Estado lança obra de R$ 10 milhões do centro de pesquisas em medicina de precisão de Guarapuava

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) lançou nesta quinta-feira (11) a pedra fundamental do Instituto de Medicina de Precisão do Paraná (Impar), marcando o início das obras. O novo centro de pesquisa, diagnóstico e atendimento à população será construído no campus do Centro Educacional de Desenvolvimento Tecnológico (Cedeteg), em Guarapuava, na região Centro-Sul do Estado. O investimento total é de R$ 10,1 milhões do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico.

Com 1.680 metros quadrados distribuídos em três pavimentos, o Impar contará com laboratórios de sequenciamento genético, cultivo celular e análises clínicas, além de consultórios, salas de coleta, auditório e áreas de acolhimento humanizado. O objetivo é oferecer diagnósticos e tratamentos personalizados a partir das características genéticas de cada paciente, consolidando a região Centro-Sul como referência nacional na área.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, afirmou que o lançamento da pedra fundamental consolida a estratégia do Estado na área de genômica. “A pesquisa genômica está na base da medicina de precisão e estamos avançando para tornar a região central do Paraná, a partir da Unicentro, uma referência nacional em uma área que representa o futuro da saúde”, disse.

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FORMAÇÃO E PESQUISA – O reitor da Unicentro, Fábio Hernandes, avaliou que a concretização do projeto amplia o protagonismo da instituição na pesquisa em saúde e fortalece a formação dos futuros profissionais. “Com a implantação do Impar, professores e estudantes estarão inseridos em um ambiente que une pesquisa, ensino e atendimento à população. Isso permitirá a formação de profissionais ainda mais qualificados, com uma visão voltada à pesquisa aplicada e ao cuidado individualizado dos pacientes”, salientou.

O instituto foi concebido para funcionar como um ambiente integrado, unindo desde a pesquisa básica até o atendimento clínico. A estrutura permitirá que pacientes com doenças raras e complexas sejam assistidos no mesmo local onde ocorrem o sequenciamento genético e o desenvolvimento de terapias personalizadas.

O professor do curso de Medicina, David Livingstone Alves Figueiredo, explicou que o instituto abrirá novas possibilidades acadêmicas. “Vamos ter uma unidade de assistência à população, onde os estudantes terão contato direto com pacientes portadores de doenças raras e complexas, ao mesmo tempo em que estarão inseridos em uma estrutura de inteligência artificial e pesquisa. Isso também abrirá caminho para novos cursos de pós-graduação”, detalhou.

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INOVAÇÃO – O diretor-geral do câmpus Cedeteg, Ricardo Yoshimitsu Miyahara, destacou a dimensão empreendedora do projeto. “A estrutura abre oportunidades para o surgimento de startups e empresas ligadas à análise de dados em saúde. Vamos construir não apenas conhecimento científico, mas também inovação e empreendedorismo a partir da medicina de precisão, o que coloca o Câmpus Cedeteg na vanguarda do conhecimento”.

Além dos impactos na formação acadêmica e na pesquisa, o Impar deverá impulsionar a inovação no ambiente universitário. A nova estrutura oferecerá condições para o surgimento de startups e empresas voltadas à análise de dados em saúde, posicionando a Unicentro na vanguarda do conhecimento científico e tecnológico.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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