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Frigorífico Jundiaí conquista certificação Halal e amplia acesso ao mercado global de carne ovina

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Grupo VPJ obtém certificação Halal e reforça compromisso com qualidade e sustentabilidade

O Frigorífico Jundiaí, pertencente ao Grupo VPJ, acaba de conquistar a certificação Halal, reconhecimento que o habilita a comercializar carne ovina e caprina para o mercado muçulmano. A unidade é a única do Estado de São Paulo com Serviço de Inspeção Federal (SIF) especializada no abate dessas espécies.

A certificação, oficializada em setembro de 2025, marca um novo passo para o grupo, que já se destaca pelo cumprimento de rígidos padrões de qualidade, sustentabilidade e bem-estar animal. Com isso, o frigorífico passa a integrar o seleto grupo de empresas brasileiras aptas a fornecer carne ovina para países islâmicos — um público potencial de 1,8 bilhão de consumidores.

Processo de certificação envolveu meses de auditorias e capacitação

De acordo com a supervisora de exportação da VPJ Alimentos, Beatriz Menaldo, o processo de adequação envolveu meses de estudos, auditorias e adaptações em parceria com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras).

O frigorífico de Jundiaí, responsável pelo abate de ovinos destinados às marcas Cordeiro Dorper e Farmer Lamb, mantém uma capacidade de 60 abates diários, totalizando 1.200 animais por mês.

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Segundo Beatriz, nenhuma modificação estrutural foi necessária, já que o frigorífico já seguia padrões rígidos de produção. “A maior transformação está no campo cultural, que vai além da técnica”, explica.

Entenda o que é o selo Halal e suas exigências

A palavra Halal significa “permitido” ou “lícito” em árabe. A certificação atesta que o alimento cumpre as leis islâmicas (Shariah) e que é produzido sem contaminação cruzada com substâncias proibidas.

O processo de certificação envolve inspeções detalhadas em toda a cadeia produtiva, desde o manejo dos animais até o armazenamento final. Toda a equipe do frigorífico passou por treinamentos na International Halal Academy, instituição responsável pela capacitação de profissionais no processo produtivo Halal.

Entre os critérios exigidos, estão o bem-estar animal e a sustentabilidade. Os animais devem ser tratados com compaixão e respeito, não podendo ser abatidos sob estresse, ferimentos ou na presença de outros animais. Todo o procedimento é supervisionado por um profissional muçulmano credenciado, garantindo a integridade e a rastreabilidade do produto.

Certificação Halal reforça competitividade no mercado internacional

A obtenção do selo Halal representa um importante passaporte comercial. Além de atender à comunidade muçulmana, o selo é valorizado também por consumidores não muçulmanos, que associam a certificação a padrões elevados de qualidade, higiene e ética.

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O Brasil já é o maior exportador mundial de proteína Halal, e conta com uma comunidade muçulmana interna entre 1,5 e 2 milhões de pessoas, com consumo crescente de produtos certificados.

Beatriz Menaldo ressalta que o mercado Halal é culturalmente diverso e economicamente robusto, representando 25% da população global. Estima-se que o setor de carne ovina e caprina Halal movimente atualmente US$ 1,4 trilhão, com projeção de alcançar US$ 2,5 trilhões até 2030.

Marcas VPJ Cordeiro Dorper e Farmer Lamb passam a exibir o selo Halal

A certificação Halal foi concedida especificamente ao frigorífico de ovinos e seu centro de armazenamento, e, portanto, será utilizada nas linhas de produtos das marcas Cordeiro Dorper e Farmer Lamb.

Essas linhas agora passam a atender aos mais rigorosos padrões internacionais de abate, rastreabilidade e conformidade com as normas culturais e religiosas do mercado islâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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