Paraná
Francisco Zanicotti é reeleito para o cargo de Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Paraná
Em votação realizada nesta sexta-feira, 13 de março, Francisco Zanicotti foi reeleito para o cargo de Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Paraná. Candidato único para o biênio 2026-2028, Zanicotti recebeu 684 votos, o que representa 89% do total. Participaram do pleito 770 membros da instituição (dos 803 aptos a votar). Houve 51 votos em branco e 35 nulos.
A apuração ocorreu no gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça com a presença de membros e servidores e foi conduzida pelo decano da instituição e ex-Procurador-Geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, e pelo Promotor de Justiça Ivan Barbosa Mendes, Secretário do Conselho Superior.
Na ocasião, Francisco Zanicotti agradeceu a todos e destacou que o resultado conquistado é mérito do envolvimento de toda a classe e que o novo ciclo será construído sobre uma atuação compartilhada, baseada na união e com o propósito de servir.
O Procurador-Geral de Justiça em exercício, Armando Antônio Sobreiro Neto, encaminhará ofício ao Governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, comunicando o resultado da eleição.
A cerimônia de posse está prevista para 9 de abril, às 17 horas, na sede do MPPR, em Curitiba.
Trajetória
Francisco Zanicotti assumiu pela primeira vez o cargo de Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Paraná em 8 de abril de 2024 para o biênio 2024-2026. Presidiu a Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) (2013-15) e também exerceu as funções de Promotor-Corregedor(2004/05), Coordenador Executivo da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos (SubAdm) e Diretor-Secretário da Procuradoria-Geral de Justiça (2008/2012).
Atuou nas Promotorias de Justiça de São Miguel do Iguaçu, Chopinzinho, Laranjeiras do Sul, União da Vitória, São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Curitiba. Desde 2013, é titular da 2ª Promotoria de Justiça da Criança e do Adolescente de Curitiba.
É graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e em Teologia pela Faculdade Batista do Paraná, com especialização em Políticas Públicas.
Atribuições do PGJ
O Procurador-Geral de Justiça é o chefe máximo do Ministério Público Estadual, com mandato de dois anos, permitida uma recondução. Além de conduzir administrativamente o Ministério Público Estadual, imprimindo-lhe a política institucional, é do PGJ a competência originária para propor alguns tipos de ações, como as que envolvem Juízes, Promotores de Justiça, Deputados, Prefeitos, Governador, entre outras autoridades do Estado. Também preside os órgãos da Administração do MP, como o Conselho Superior e o Colégio de Procuradores, e tem assento, como representante do Ministério Público, nos órgãos superiores da Justiça Estadual, como o Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Integra ainda o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União. Por fim, é atribuição do Procurador-Geral de Justiça encaminhar ao Poder Legislativo os projetos de lei de iniciativa do Ministério Público e submeter ao Colégio de Procuradores de Justiça as propostas de criação e extinção de cargos e serviços auxiliares e o orçamento anual da instituição.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
PGJ defende cooperação internacional permanente para enfrentar o crime organizado transnacional
O Procurador-Geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, participou nesta quinta-feira, 23 de julho, da Conferenza di Consenso – Para Além das Fronteiras do Crime: A Experiência de Brasil e Itália por uma Aliança de Valores contra as Máfias Transnacionais, realizada na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo. O encontro reuniu autoridades brasileiras e italianas para discutir estratégias conjuntas de prevenção e repressão às organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
O PGJ integrou a mesa de abertura do evento ao lado do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, ex-Ministro das Relações Exteriores e ex-Juiz da Corte Internacional de Justiça Francisco Rezek; do Ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva; do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Sérgio de Oliveira e Costa; do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira; do responsável pelos Programas de Justiça e Segurança do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália e Diretor-djunto do El Paccto 2.0, Giovanni Tartaglia Polcini; da Vice-Secretária-Geral e Secretária Técnico-Científica da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana (IILA), Tatiana Ribeiro Viana; e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo e Conselheiro da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (ESEM-USP), Lincoln Gakiya.
Posição estratégica – Em sua apresentação, Zanicotti destacou as profundas transformações do crime organizado nos últimos anos e a necessidade de as instituições evoluírem na mesma velocidade para enfrentá-lo. Segundo ele, as facções criminosas ampliaram sua atuação internacional, operam em rede, movimentam recursos em diferentes países, exploram brechas regulatórias, utilizam tecnologias cada vez mais sofisticadas e buscam infiltrar-se na economia formal e nas estruturas públicas.
O PGJ também chamou atenção para a posição estratégica do Paraná nesse cenário. Com a tríplice fronteira e o Porto de Paranaguá — principal porto graneleiro da América Latina —, o Estado ocupa posição sensível nas rotas utilizadas pelo crime organizado, o que exige investimentos permanentes em inteligência, tecnologia e integração entre as instituições.
Modelo permanente e descapitalização – Durante a conferência, Zanicotti defendeu que a cooperação internacional deixe de ocorrer apenas de forma pontual e passe a constituir um modelo permanente de atuação, baseado no compartilhamento de inteligência, na interoperabilidade entre bases de dados, em investigações financeiras coordenadas e na recuperação internacional de ativos ilícitos. Para ele, acordos de cooperação somente produzem resultados quando se traduzem em ações contínuas entre as instituições.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de concentrar esforços não apenas na responsabilização dos integrantes das organizações criminosas, mas também na descapitalização dessas estruturas. O Procurador-Geral defendeu estratégias voltadas ao rastreamento do fluxo financeiro do crime, ao confisco de bens e ao combate à infiltração das facções na economia legal, além da atuação integrada entre Ministério Público, Poder Judiciário, forças policiais, órgãos de inteligência e administrações tributárias.
Investimentos – Ao apresentar iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público do Paraná, Zanicotti destacou os investimentos em inteligência artificial, ciência de dados, integração de bases de informações e fortalecimento das investigações patrimoniais. Também citou operações conduzidas pelo Gaeco e o trabalho desenvolvido em cooperação com outros órgãos públicos no combate às organizações criminosas e na recuperação de ativos.
Encerrando sua participação, o Procurador-Geral afirmou que o avanço das organizações criminosas exige respostas igualmente articuladas, fortalecendo a cooperação institucional com parceiros nacionais e internacionais. Segundo ele, a proteção da sociedade, da economia legal e do Estado de Direito depende de uma atuação integrada, permanente e baseada no compartilhamento de conhecimento e de inteligência.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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