Paraná
Francisco Zanicotti apresenta diagnóstico da rede de acolhimento no Paraná durante o Congresso Estadual do Ministério Público
O Procurador-Geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, apresentou, durante o Congresso Estadual do Ministério Público, um diagnóstico sobre a situação da rede de acolhimento institucional de crianças e adolescentes no Estado. Com o tema “Proteção integral de crianças e adolescentes”, a apresentação reuniu dados das inspeções realizadas pelo Ministério Público e apontou os principais desafios encontrados nas unidades.
O levantamento serviu de base para a próxima edição do MP em Movimento que inicia em setembro, voltado para a proteção de crianças e adolescentes. A primeira agenda está marcada para 15 e 16 de setembro, abrangendo os municípios da região de Francisco Beltrão. A proposta do MP em Movimento é levar a atuação do Ministério Público para além do diagnóstico, com presença direta nas unidades consideradas mais vulneráveis.
A análise das inspeções identificou 115 unidades no estado com irregularidades entre os serviços avaliados e 72 em situação considerada crítica. Destas, 25 foram selecionadas como prioritárias para a atuação direta do MP em Movimento, com visitas presenciais e articulação para a busca de soluções.
Entre os problemas encontrados estão a falta de equipes técnicas exclusivas, déficit de cuidadores e auxiliares, ausência de capacitação continuada, superlotação e falta de documentos essenciais para garantir a segurança e a qualidade do atendimento.
A proposta apresentada pelo PGJ é de que a atuação do Ministério Público contribua para a correção dessas situações, por meio do diálogo institucional, da readequação estrutural das unidades e da efetivação das providências necessárias. O diagnóstico, portanto, serve como ponto de partida para uma atuação mais próxima e resolutiva da Instituição.
A apresentação também destacou a importância dos cuidados e dos estímulos durante a primeira infância. A partir de estudos sobre desenvolvimento infantil, o material reforça que as experiências vividas nos primeiros anos têm impacto significativo sobre o desenvolvimento ao longo da vida e que a proteção integral exige atenção às condições em que crianças e adolescentes são acolhidos. Ele também apresentou o retorno financeiro gerado à sociedade quando há investimento na infância.
Livro reúne estudos sobre criminalidade contra a ordem econômica e tributária
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo Promotor de Justiça Diego Gomes Castilho. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a coletânea reúne artigos de especialistas dedicados à análise de diferentes aspectos do direito penal econômico.
Com 340 páginas, o livro aborda temas relacionados à investigação e à responsabilização por crimes econômicos e tributários, incluindo a análise probatória em delitos financeiros complexos, o enfrentamento de fraudes estruturadas e empresas de fachada e a atuação do Ministério Público diante de práticas que afetam a ordem econômica e a arrecadação pública.
Entre os estudos estão ainda reflexões sobre a aplicação da Lei Anticorrupção, a recuperação de ativos, a sonegação fiscal, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
A obra reúne diferentes perspectivas sobre um campo que vem ganhando complexidade à medida que também se sofisticam as formas de atuação da criminalidade econômica. A publicação contribui, assim, para o debate jurídico e para o aperfeiçoamento da atuação dos profissionais que trabalham no enfrentamento desses crimes.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR obtém no Judiciário embargo de loteamento em área rural de Cascavel, a demolição de edificações e o pagamento de R$ 150 mil de danos morais
Em Cascavel, no Oeste do estado, o Ministério Público do Paraná obteve no Judiciário a suspensão de um loteamento imobiliário irregular que estava sendo construído em um terreno na zona rural do município. Entre as deliberações, foi determinado o embargo e a proibição de qualquer tipo de obra no local e a demolição das edificações já existentes, bem como o fim da publicidade e da venda de lotes. Foi ainda imposto aos responsáveis pelo empreendimento o pagamento de indenização de R$ 150 mil por danos morais coletivos ao Fundo Municipal do Meio Ambiente da cidade e a obrigação de reparar os prejuízos ambientais já causados.
A decisão atende ação civil pública apresentada pelo MPPR por meio da 9ª Promotoria de Justiça da Comarca e referendou liminar que já havia decretado o embargo do loteamento. Na sentença, o Juízo da Vara Cível julgou procedentes todos os argumentos apresentados pelo Ministério Público, que sustentou que o empreendimento estava sendo erguido em perímetro rural, em Área de Preservação Permanente (APP) e dentro do Bioma da Mata Atlântica, contrariando diversos dispositivos legais referentes a urbanismo e meio ambiente. O MPPR também apresentou na ação laudos do Instituto de Planejamento de Cascavel (IPC) e do Instituto Água e Terra (IAT) que apontaram a destruição de quase 4 hectares de vegetação nativa e a degradação de uma nascente.
A sentença foi proferida no dia 15 de julho e o MPPR foi notificado nesta semana. Foi fixada multa diária de R$ 5 mil à empresa e seu responsável em caso de descumprimento. Cabe recurso em segundo grau.
Processo 0043728-07.2023.8.16.0021
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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