Paraná
Forças de segurança prendem 21 pessoas em operação contra organização criminosa
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), prendeu 21 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa de atuação nacional. A operação aconteceu nas primeiras horas desta sexta-feira (22) em 18 cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo
A ofensiva contou com um helicóptero e cães de faro da PCPR para aumentar a eficácia das diligências. Além das prisões, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão que resultaram na localização de armas, munições e drogas. A maior parte dos alvos se concentraram em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba
O cumprimento das medidas contou com o apoio das polícias civil e militar de São Paulo e da Polícia Civil de Santa Catarina
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A operação é resultado de uma investigação da PCPR que apontou a existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções, atuação interestadual e envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e movimentação financeira ilícita.
O objetivo foi a desarticulação do grupo em território paranaense. Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.
Fonte: Governo PR
Paraná
Adapar inicia projeto de biosseguridade na produção de tilápia com instituto norueguês
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) por meio da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, em cooperação com o Instituto Veterinário Norueguês (Norwegian Veterinary Institute – NVI), iniciou nesta semana a aplicação de um questionário de biosseguridade em fazendas de tilápia. A iniciativa é pioneira no Estado e integra um projeto piloto voltado à caracterização das práticas adotadas na piscicultura paranaense. A ação tem previsão para ser finalizada entre o final de julho e começo de agosto.
A equipe técnica do projeto é composta por médicos veterinários da autarquia, que atuam na execução das atividades de campo, aplicação do questionário e organização das informações levantadas junto aos produtores. O questionário aplicado foi desenvolvido com base em diretrizes internacionais de produção e está alinhado ao Manual de Animais Aquáticos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, Cláudio Sobezak, afirma que a biosseguridade na piscicultura é um tema que já vem sendo debatido há algum tempo, além de ser uma necessidade das propriedades do Estado.
“A Adapar está fazendo um levantamento para ter uma noção de como está se comportando a biosseguridade em diversos níveis de propriedade, principalmente da tilápia, que é o principal peixe de cultivo no estado. Pretendemos ao final, apresentar à iniciativa privada e também ao Ministério da Agricultura e pensar em normativas que possam melhorar e dar um segurança ao produtor”, explica o médico veterinário.
A ferramenta busca levantar informações sobre diferentes fatores de risco que podem influenciar a sanidade dos animais aquáticos, abrangendo tanto aspectos externos ao estabelecimento quanto práticas internas de manejo, produção e controle sanitário. O objetivo do trabalho é obter um diagnóstico mais detalhado da situação da piscicultura no Paraná no que se refere à biosseguridade.
Na fase inicial, está prevista a seleção de aproximadamente 50 propriedades distribuídas em diferentes regiões do Paraná. A aplicação do questionário teve início no município de Nova Aurora, localizado no Oeste do Estado e reconhecido como a capital nacional da tilápia, em razão de sua relevância para a cadeia produtiva da tilapicultura.
Ao final da etapa de coleta e análise dos dados, a expectativa é identificar pontos críticos, reconhecer boas práticas já adotadas pelos produtores e subsidiar futuras recomendações técnicas para o fortalecimento da sanidade aquícola no Estado.
IDEALIZAÇÃO – A ideia do projeto surgiu após a participação de uma servidora da Adapar em um curso internacional realizado no Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A capacitação, intitulada Sustainable Small-scale Fisheries for a Fisheries Centered Blue Economy, abordou estratégias para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, com foco em sanidade, biosseguridade, sustentabilidade produtiva e fortalecimento institucional.
A médica veterinária da Adapar, Luiza Coutinho, foi quem participou do treinamento. Ela explica que partir dessa experiência foi estabelecida a cooperação técnica com o Instituto Veterinário Norueguês, referência internacional em saúde de animais aquáticos.
“Após participar do curso sobre pesca em pequena escala, aquicultura e economia azul no Japão, o meu projeto final foi relacionado à biosseguridade na cadeia aquícola, voltado especificamente para o caso do estado do Paraná. Conseguimos contato com o instituto norueguês, que já aplicava o questionário de biosseguridade nas fazendas de salmão, além de ter sido utilizado na Colômbia. Foi daí que surgiu a proposta de aplicar nas produções de tilápia aqui do estado do Paraná”, elucida.
SEGURANÇA NA PRODUÇÃO – A iniciativa representa um importante passo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à aquicultura no Paraná, especialmente em um setor estratégico para a economia estadual e nacional. Com a expansão da tilapicultura e o aumento da intensificação dos sistemas produtivos, a adoção de medidas de biosseguridade torna-se essencial para prevenir enfermidades, reduzir riscos sanitários, proteger a produtividade e garantir maior sustentabilidade à cadeia aquícola.
NÚMEROS – A piscicultura nacional alcançou 707 mil toneladas de tilápia produzidas em 2025. Desse total, o Paraná consolidou sua liderança nacional ao registrar 273 mil toneladas, o que equivale a 38,63% do volume do país. Os dados são do Anuário brasileiro da Piscicultura 2026, feito pela Associação Brasileira da Piscicultura.
Na prática, quase 4 em cada 10 tilápias produzidas em território nacional têm origem em águas paranaenses. Os municípios que mais contribuem com estes números são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon.
O Paraná é seguido por São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t), que completam a lista dos cinco estados com maior produção do pescado. Em relação ao número de exportações, O Paraná manteve a liderança em território nacional em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões.
Fonte: Governo PR
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