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Brasil

Força-tarefa no Pará assegura acolhimento a indígenas venezuelanos Warao

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Belém, 21/10/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CG-Conare), organizou uma força-tarefa, em Belém (PA) e região metropolitana, para conduzir entrevistas de elegibilidade com cerca de 100 indígenas venezuelanos da etnia Warao, que vivem em comunidades locais. As entrevistas tiveram início na segunda-feira (14) e foram concluídas na sexta-feira (17).

A iniciativa integra as ações do Governo Federal voltadas à garantia de acesso a direitos e à proteção internacional de pessoas em situação de refúgio no Brasil. As entrevistas representam uma etapa essencial do processo de análise dos pedidos de refúgio e têm papel decisivo no reconhecimento da condição de refugiado, especialmente para grupos em situação de vulnerabilidade, como o povo Warao.

A coordenadora-geral do Conare, Amarilis Tavares, falou sobre a atuação do órgão, principalmente em contextos específicos. “A presença do Conare, em campo, reflete o compromisso do Estado brasileiro em assegurar que cada solicitante de refúgio tenha seu pedido analisado com respeito, empatia e rigor técnico”, afirmou.

“No caso dos Warao, há um contexto de vulnerabilidade e deslocamento forçado que exige atenção redobrada. Nosso papel é garantir que os direitos dessas pessoas sejam plenamente observados”, completou Yara Iguchi, chefe da Seção Regional de São Paulo do Departamento de Migrações, que integrou a força-tarefa.

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Warao

Originários da Venezuela, os Warao são um povo indígena tradicionalmente ribeirinho, cuja subsistência está baseada na pesca, na agricultura e no artesanato. Nos últimos anos, em decorrência da crise humanitária e econômica no país, diversos Warao migraram para países vizinhos, incluindo o Brasil.

Em território brasileiro, muitos enfrentam barreiras linguísticas e culturais e vivem em condições de vulnerabilidade. Por isso, ações específicas de acolhimento e proteção, como as promovidas pelo MJSP e pelo Conare, são fundamentais para garantir seus direitos e promover sua integração.

Atendimento humanizado

A realização das entrevistas, de forma presencial, buscou assegurar um atendimento inclusivo e humanizado, superando barreiras logísticas e tecnológicas enfrentadas pelas comunidades indígenas. Muitos Warao não possuem documentação emitida em seu país de origem, o que exige do Conare uma análise técnica detalhada e culturalmente sensível para avaliar cada solicitação.

O trabalho em campo permite compreender as especificidades linguísticas e sociais do grupo, garantindo que o procedimento de refúgio ocorra de maneira acessível, segura e respeitosa. A ação também reforça o compromisso do MJSP em aproximar as políticas públicas federais das realidades locais, especialmente em regiões com menor acesso a serviços públicos e estruturas de apoio.

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Ação interinstitucional

A força-tarefa foi realizada em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e contou com o apoio da Superintendência Regional da Polícia Federal no Pará, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC/MPF), da Secretaria Municipal de Ordem Pública e Transporte de Belém, da Secretaria Municipal do Trabalho e Promoção Social de Benevides e da Secretaria de Assistência Social de Castanhal.

A equipe foi composta por servidores experientes e especialistas em elegibilidade. Participaram da missão a chefe da Seção Regional de São Paulo do Departamento de Migrações, Yara Iguchi; os servidores da CG-Conare, Matheus Ribeiro e Marcelo Rodrigues; e o associado de Asilo de Qualidade do Acnur, Diego Merigueti.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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