Paraná
Fim da balsa: Ratinho Junior lança obra da ponte entre Japurá e São Carlos do Ivaí
Uma espera de quatro décadas está perto do fim. O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta quinta-feira (05) a pedra fundamental para construção de uma ponte sobre o Rio Ivaí, ligando os municípios de Japurá e São Carlos do Ivaí, no Noroeste do Estado. O investimento é de R$ 71,6 milhões para executar a estrutura, que irá acabar com a travessia de balsa que ocorre atualmente.
“É um investimento que passa de R$ 70 milhões. Trata-se da realização um sonho, porque há 40 anos se falava dessa ponte e hoje estamos aqui não apenas ligando duas cidades, estamos ligando duas regiões: o Noroeste com a região Norte do Paraná. Acima de tudo, estamos criando um novo corredor de desenvolvimento para a região”, afirmou Ratinho Junior.
“Temos indústrias importantes aqui. Em Japurá, por exemplo, temos a maior indústria de polpa de frutas do Brasil, além de uma das maiores empresas de produção de lácteos, com sorvetes e derivados. É uma região que tem muita capacidade produtiva, de geração de riqueza. Muitas vezes o desenvolvimento ficava freado justamente pela falta dessa ligação. Agora nós tiramos esse freio para que Japurá e São Carlos do Ivaí possam crescer cada vez mais”, acrescentou.
A obra foi contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística (Seil), em fevereiro deste ano. A contratação foi realizada na modalidade integrada, em que a mesma empresa realiza os projetos básico e executivo de engenharia e executa a obra. Com o lançamento da pedra fundamental, inicia agora o prazo de dois anos para execução da obra.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, lembrou que a sociedade civil se organizou para ajudar a tirar do papel a construção da ponte. “Eles se uniram para nos entregar um estudo para o Governo do Estado. Essa obra começou avaliada em R$ 20 milhões, em um projeto menor, mas, a partir desse estudo, decidimos fazer um grande projeto. O governador, responsável pela Ponte de Guaratuba e por outras grandes estruturas, pediu uma ponte à altura do desenvolvimento dessas regiões”, disse.
“A obra completa terá cerca de um quilômetro de extensão, somando os acessos. É praticamente a mesma extensão da ponte de Guaratuba quando se considera toda a obra. Aqui já temos praticamente 33% do aço que será utilizado na obra e ⅔ das camisas metálicas já estão no canteiro de obras. O prazo é de dois anos, mas queremos essa ponte em tempo recorde”, finalizou.
SOLUÇÃO DEFINITIVA – A nova ponte sobre o Rio Ivaí terá cerca de 400 metros de comprimento, com largura de 13,40 metros. Serão duas faixas de rolamento de 3,60 metros, sendo uma em cada sentido, com acostamentos de 2,50 metros, faixas de segurança de 0,20 metros e barreiras de concreto New Jersey nas laterais. Contará com 10 pilares, sendo que oito deles dentro da água.
Atualmente, quando o rio está com nível elevado, a travessia de balsa é interrompida visando a segurança dos usuários e a trafegabilidade da embarcação. Isso faz com que seja necessário a realização de um desvio pela região de Cianorte, o que acrescenta cerca de 50 quilômetros no trajeto para quem vai para Paranavaí, por exemplo. A nova estrutura terá elevação suficiente para evitar alagamentos nos casos de nível cheio do Rio Ivaí, sendo uma solução definitiva para a travessia.
Em ambas as margens do rio serão pavimentados trechos variantes da PR-498, em um total de 1,18 quilômetro de extensão. O pavimento será semirrígido, em que a base é composta de brita graduada tratada com cimento e a camada superior de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). As faixas de rolamento também terão 3,60 metros de largura cada, com acostamentos de 2,50 metros somente nas cabeceiras, facilitando o encaixe com a ponte.
INTEGRAÇÃO – De acordo com a prefeita de Japurá, Adriana Polizer, a ponte trará uma conexão importante para a realidade local. “Significa a união de duas regiões, de dois municípios, e também a chegada do progresso, que será ainda mais potencializado, com geração de oportunidades, desenvolvimento e a possibilidade facilitada de ir e vir para as pessoas, com mais conforto e economia”, ressaltou.
“Essa obra é aguardada há décadas pela nossa região e que foi prometida muitas vezes em campanhas políticas e em gestões passadas. Isso criou até uma desconfiança por parte da população em relação à real execução da obra. Hoje, a construção dessa ponte representa mais do que uma obra estruturante, é a oportunidade de viver um marco histórico, um divisor de eras”, complementou a prefeita.
Já o prefeito de São Carlos do Ivaí, Paulo Peroba, salientou que o apoio do Governo do Estado tem sido fundamental para levar um grande volume de obras para os municípios. “É dia de agradecer. Esse é uma das grandes obras que o Governo do Paraná está tirando do papel. Somente em São Carlos do Ivaí, são R$ 55 milhões em obras, uma cidade que é pequena e que, nem por isso, foi deixada para trás”, falou o prefeito.
Para o secretário estadual das Cidades, Guto Silva, investimentos como esse mostram o compromisso da gestão estadual com a população, independente do tamanho do município. “Uma ponte conecta as pessoas e permite que cidades que estão na beira do rio possam se aproximar mais, trazendo desenvolvimento e geração de empregos. Ponte é sinônimo de oportunidade, de prosperidade, de integração”, destacou.
“Nós temos convicção de que esse pacote de pontes que o governo Ratinho Junior tem elaborado vai permitir uma maior integração do Estado, gerando cada vez mais oportunidades. Só aqui no Rio Ivaí, por exemplo, temos a ponte de Iguaraçu com Mirador, de Querência do Norte, de Barbosa Ferraz e essa entre Japurá e São Carlos do Ivaí. Isso permite que essas cidades menores respirem e tenham condições de se desenvolver ainda mais”, completou o secretário.
PRESENÇAS – Participaram do evento os secretários estaduais Marcio Nunes (Agricultura e Abastecimento), Do Carmo (Trabalho, Qualificação e Renda) e Leonaldo Paranhos (Turismo); os diretores-presidentes do DER/PR, Fernando Furiatti, e do IAT, Everton Souza; os deputados federais Tião Medeiros e Sérgio Souza; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alexandre Curi; os deputados estaduais Maria Victória, Dr. Leônidas e Adriano José; prefeitos e demais lideranças da região.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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