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Estado promove audiências públicas sobre sistema de controle de acesso à Ilha do Mel

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O Governo do Paraná promove nesta quinta-feira (05) duas edições da Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) sobre a regulamentação do ingresso e sistema de controle de acesso à Ilha do Mel, em Paranaguá. A primeira sessão ocorre na praia de Encantadas, às 14 horas. A segunda em Nova Brasília, a partir das 19 horas.

Após a contratação da empresa responsável e da aquisição do sistema digital, no fim do ano passado, com investimento de R$ 9,9 milhões, o Instituto Água e Terra (IAT) está na fase final da elaboração da portaria que vai regulamentar o acesso e a taxa de cobrança da Unidade de Conservação (UC). Esse é o tema que norteará as discussões com a comunidade durante as audiências.

“O objetivo das reuniões é discutir e construir, de forma transparente e participativa, as diretrizes para a implementação dos novos mecanismos de visitação ao complexo ambiental. Por isso a importância da participação da população”, afirma a coordenadora da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), Rhayane Radomski. “A proposta visa fortalecer a gestão da Ilha do Mel, garantir a preservação ambiental, melhorar a infraestrutura e viabilizar recursos que beneficiem toda a coletividade”.

A perspectiva é de que o sistema de controle de acesso e de gestão da visitação esteja completamente funcional até junho, com a instalação das estruturas nos pontos de embarque da Ilha, em Paranaguá e Pontal do Paraná, e nos trapiches que dão acesso às comunidades de Encantadas e Vila Brasília, já dentro da Unidade de Conservação (UC). Painéis fixados em locais de destaque, com contadores de público, também ajudarão no acesso.

A implementação, contudo, será precedida por um período de testes para que os moradores se acostumem com o funcionamento do controle de entrada. Paralelamente, haverá o cadastramento de alguns grupos de pessoas que estarão isentos do pagamento da taxa de ingresso, como moradores das comunidades da Ilha e de comunidades tradicionais, familiares de até segundo grau dessas pessoas, crianças com limitação de idade, prestadores de serviços e servidores públicos em trabalho.

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Os ingressos poderão ser comprados de forma online, por meio de um aplicativo e de totens posicionados nos pontos de embarque. O valor cobrado, que também será definido após as consultas públicas, é apenas para o ingresso, sem taxa de permanência. O bilhete será válido para um período de até dez dias na Ilha, definido no momento da compra, permitindo, inclusive, a visita a outros passeios na região, além do retorno ao continente dentro do prazo estipulado.

“O valor arrecadado com os tíquetes será destinado à melhoria de infraestrutura, conservação e sustentabilidade da Ilha do Mel”, destaca Rhayane.

CARACTERÍSTICAS – O sistema será implementado pelo Consórcio Ilha do Mel, e trará uma série de benefícios para a Unidade de Conservação, incluindo um ordenamento maior do fluxo de visitantes, fortalecimento da preservação ambiental, ampliação da segurança e qualificação da experiência de moradores e turistas.

Atualmente, a infraestrutura da Ilha do Mel comporta cerca de 5 mil pessoas por dia. Com o novo Plano de Controle, o limite técnico máximo poderá chegar a 11 mil visitantes diários, desde que haja controle efetivo, monitoramento contínuo e gestão adequada.

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O objetivo desse programa é controlar a capacidade de carga ambiental, reduzir a degradação de ecossistemas sensíveis, ampliar a segurança e melhorar a experiência dos visitantes e dos moradores da comunidade, com mais acessibilidade e redução de filas, a exemplo do que ocorre em outras reservas naturais do Brasil.

A solução contempla plataforma digital de acesso, equipamentos de controle físico, painéis informativos, infraestrutura de monitoramento e operação contínua, permitindo gestão em tempo real da capacidade da Ilha, rastreabilidade das informações e transparência na arrecadação e nos repasses.

Também prevê bilhetagem eletrônica, controle em tempo real, uso de QR Code e biometria, monitoramento perimetral com câmeras inteligentes, integração com os órgãos de Segurança Pública e acessibilidade universal, ampliando a transparência, a segurança e a eficiência da gestão pública.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA – Cerca de 94% da superfície da Ilha do Mel é composta por uma Estação Ecológica, criada por decreto em 1982, com o objetivo de preservar e recuperar manguezais, restingas, brejos litorâneos e caxetais. Os outros 6% do território formam um parque estadual criado em 2002, voltado à recuperação dos ambientes naturais remanescentes das praias e costões rochosos, fundamentais para a proteção da biodiversidade.

As áreas de preservação têm como entorno belas praias e importantes atrativos turísticos, como a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o Morro do Farol e a Gruta das Encantadas, que, ao longo dos anos, transformaram a Ilha do Mel em um dos destinos mais visitados por turistas brasileiros e estrangeiros no Paraná.

Fonte: Governo PR

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Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda

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A área cultivada com milho no Paraná na primeira safra aumentou 31%. De acordo com o relatório mensal de safra do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura ocupou 364,9 mil hectares, frente à 278,3 mil ha na safra 24/25. O preço mais estável do milho, em relação ao da soja, foi a principal razão desse crescimento. A safra de soja ficou em 21,7 milhões de toneladas e está entre as três maiores colheitas do Estado.

De acordo com Edmar Gervásio, agrônomo do Deral, o aumento da área cultivada com milho no Paraná se deu, principalmente, pelo cenário menos favorável à comercialização da soja, o que não ocorria em períodos anteriores. “O milho tem uma capacidade produtiva maior do que a soja que está com preços não muito atrativos. Os preços mais estáveis levaram o produtor a optar pelo milho. A produção chegou a mais de 4 milhões de toneladas na primeira safra”, destacou.

Na segunda safra de milho, a área cultivada com o cereal avançou sobre o espaço do trigo. São 2,9 milhões de hectares, 7% a mais que a safra anterior e a maior área da história. Se não houver nenhum fenômeno climático adverso, o Paraná pode ter uma produção acima de 17,5 milhões de toneladas.

“As últimas geadas trouxeram problemas pontuais na região Sul do Estado que não tem relevância para a cultura do milho. Se não tiver geada nos próximos 15 dias, boa parte dessas áreas vão ter o seu potencial produtivo mais definido. As duas safras de milho somadas devem render mais de 21 milhões de toneladas. Quanto à safra de soja, a produção ficou em 21,7 milhões de toneladas, uma das maiores obtidas no Estado.

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TRIGO – Os cultivos de trigo encontram-se em bom estado de desenvolvimento. Mais de 61% da área do estado já foram plantados e a previsão é que a cultura ocupe 722 mil ha no Paraná. A produção estimada é de 2,4 milhões de toneladas.

Marcelo Garrido, do Deral, acredita que a previsão de um intenso El Niño, no segundo semestre, com menos frio e mais chuvas, aponte para um inverno menos rigoroso, o que pode beneficiar o trigo e o plantio da safra de verão do próximo ano.

OLERÍCOLAS – A primeira safra de batata já foi concluída e apresentou uma queda na área e produção, em relação à safra anterior. Paulo Andrade, do Deral, informou que as chuvas prejudicaram a colheita da segunda safra. A produção estimada teve uma redução de 2% e a produtividade também foi reduzida em 6%.

A área cultivada com cebola vem caindo no Brasil e no Paraná. Os primeiros números referentes à safra 2026/2027 apontam que já foram plantados 212 ha, representando 9% da área projetada de 2,4 mil ha. A expectativa da colheita é de 93,3 mil toneladas, devendo se iniciar em outubro, a depender do clima.

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De acordo com Andrade, a principal razão para a queda da área plantada é a pressão do excesso de produção dos últimos anos que resultaram em preço mais baixo ao produtor.

Porém, ele aponta que a melhoria da tecnologia no campo – uso de híbridos, semeadura direta e irrigação – ampliaram a produtividade que passou de 26.092 kg/há em 2018 para 39.075 kg/ha para esta safra.

Em 2024 o Paraná respondeu por 5,6% da produção brasileira de cebolas, segundo levantamento do IBGE (Instituto de Geografia e Estatística). Foi o sétimo produtor nacional. As regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba concentram a atividade no Estado.

BOLETIM SEMANAL – O Deral também divulgou o boletim desta semana que mostra um cenário de valorização em toda a cadeia do leite, apoiada pela menor captação do produto pelas indústrias. O preço do leite cru, pago ao produtor, aumentou 13% em comparação à média de abril.

A avicultura se consolida com a liderança absoluta do Paraná nas exportações. No primeiro quadrimestre, o Estado embarcou 791,1 mil toneladas e faturou US$ 1,43 bilhão. O volume é 6,2% superior ao mês anterior e os ganhos superam em 4,1% o verificado anteriormente. A demanda continua forte por parte da China e Japão.

Fonte: Governo PR

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