Brasil
FIIS Saúde recebe mais de mil inscrições e mostra disposição dos entes em fortalecer a infraestrutura social
O Fundo de Investimentos em Infraestrutura Social (FIIS Saúde) encerrou a fase de inscrições na última sexta-feira (7) com alta participação de municípios, estados e instituições privadas, demonstrando a forte demanda por investimentos em infraestrutura de saúde e a vontade dos entes federativos de ampliar e qualificar os serviços oferecidos à população.
O Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) foi criado pela Lei nº 14.947/2024 e é operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Seu objetivo é financiar construções, ampliações e aquisições de equipamentos nas áreas de saúde, educação, segurança pública e cultura, com condições mais atrativas e vantajosas que as de mercado.
De acordo com o balanço preliminar do Ministério da Saúde, foram registradas 1.060 propostas em todo o país, totalizando R$ 22,7 bilhões de reais em investimentos demandados. O levantamento mostra que os municípios foram responsáveis pela maior parte das inscrições, seguidos por pessoas jurídicas privadas, enquanto os governos estaduais, embora em menor número, apresentaram as maiores médias de valores solicitados, indicando projetos de maior porte e impacto regional.
A distribuição geográfica das propostas também confirma a abrangência nacional do FIIS Saúde: todas as Unidades da Federação registraram interesse no programa, com destaque para os estados que compõem as regiões Nordeste e Sudeste, que concentram o maior volume de iniciativas inscritas.
“A grande adesão ao FIIS Saúde comprova o compromisso dos municípios, estados e instituições com a melhoria das condições de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa mobilização nacional revela que os gestores querem e estão prontos para investir na infraestrutura social, e o Ministério da Saúde está empenhado em apoiar esses esforços de forma técnica e transparente”, avalia Juliana Carneiro, secretária executiva adjunta do Ministério da Saúde.
Análise técnica e próximos passos
Com a fase de inscrições concluída, o FIIS Saúde entra agora no período de análise técnica das propostas, que deve se estender pelas próximas semanas. Essa etapa será conduzida de forma integrada entre as secretarias finalísticas do Ministério da Saúde, garantindo que cada projeto seja avaliado quanto à sua pertinência, impacto e viabilidade.
Após essa fase, as propostas serão submetidas à avaliação do Comitê Gestor do FIIS, órgão interministerial responsável pela seleção final com base nos critérios estabelecidos em edital. Durante o processo, os valores apresentados poderão ser ajustados conforme o resultado das análises de elegibilidade, priorização e equilíbrio regional.
Critérios de seleção
As propostas serão analisadas conforme critérios técnicos e objetivos, que consideram:
- Impacto do investimento na ampliação ou melhoria do atendimento no SUS;
- Capacidade de pagamento do proponente;
- Equilíbrio regional, para garantir distribuição justa entre as regiões do país;
- Vulnerabilidade socioeconômica da região beneficiada;
- Prioridade para propostas habilitadas no PAC Seleções 2023 e 2025 e para entidades do Programa Agora Tem Especialistas.
A previsão é que o resultado das análises técnicas seja consolidado e apresentado ao Comitê Gestor nas próximas semanas, antes da deliberação final.
Acompanhamento e orientações
Os proponentes devem acompanhar as atualizações oficiais do FIIS Saúde no TranfereGov, onde serão inseridas informações sobre o andamento das análises e eventuais solicitações de complementação de dados.
Mais informações e orientações podem ser solicitadas pelo e-mail: [email protected]
Malu Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Iniciativa nacional amplia a elucidação de homicídios e chega a sete capitais em 2026
Brasília, 15/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou o calendário de 2026 dos cursos de Investigação de Homicídios, promovidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp).
A iniciativa faz parte de ações federais voltadas à qualificação de profissionais que atuam na investigação de crimes letais. Ao longo do ano, estão previstas 11 turmas, entre cursos básicos e avançados, distribuídas em sete capitais brasileiras.
A formação teve início em Curitiba (PR), com a realização do 23º Curso Básico de Investigação de Homicídios, em março. Em abril, Palmas (TO) recebe a 24ª edição, entre os dias 13 e 17.
A partir de maio, a programação segue com novas turmas pelo País. Florianópolis (SC) sediará o 25º curso básico, de 11 a 15. São Luís (MA) concentrará duas formações simultâneas — o 26º curso básico e o 7º curso avançado — entre os dias 18 e 22.
Em junho, as atividades serão realizadas em Goiânia (GO), que receberá, entre 15 e 19, o 27º curso básico e o 8º curso avançado. O cronograma será retomado em agosto, com quatro formações. Macapá (AP) sediará o 28º curso básico e o 9º curso avançado, de 3 a 7. Na sequência, Boa Vista (RR) receberá o 29º curso básico e o 10º curso avançado, entre 17 e 21.
O coordenador-geral do Susp, Márcio Mattos, explica que a iniciativa amplia a qualificação dos profissionais que atuam na investigação de homicídios em todo o País. “A formação padroniza procedimentos, fortalece a produção de provas e contribui para aumentar a elucidação desses crimes.”
De acordo com Mattos, o projeto já capacitou milhares de profissionais, incluindo policiais civis, militares, peritos e guardas municipais.
O coordenador destaca ainda que a iniciativa está alinhada a experiências internacionais que associam qualificação técnica ao aumento das taxas de elucidação de crimes. No Brasil, esse índice ainda é um desafio da segurança pública.
A descentralização das turmas, com oferta em capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, também integra uma diretriz da pasta para fortalecer as capacidades locais e reduzir desigualdades regionais na investigação criminal.
O curso de Investigação de Homicídios faz parte das ações estruturantes da Senasp e integra uma política mais ampla de modernização das forças de segurança, que inclui investimentos em tecnologia, integração de dados e formação continuada.

- Datas dos Cursos de Investigação de homicídios
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