Agro
Fenovinos 2026 será realizada em Esteio e terá foco na integração das cadeias da pecuária
A 38ª edição da Feira Nacional de Ovinos (Fenovinos), organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, será realizada de 13 a 17 de maio de 2026, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Nesta edição, a feira será incorporada à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite, promovendo integração entre as cadeias de pecuária de corte, leite e ovinocultura.
Objetivo da Fenovinos: integração e qualidade genética
O evento terá foco na apresentação de animais, avaliação genética e promoção de conexões entre criadores. Segundo o presidente da Arco, Edemundo Ferreira Gressler, a realização conjunta com a Fenasul Expoleite amplia o alcance do setor e fortalece a visibilidade da ovinocultura.
“Este encontro das cadeias pecuárias permite maior participação dos criadores e demonstração da qualidade genética das raças. Esperamos um número significativo de ovinos na exposição”, afirma Gressler, destacando a importância do evento para networking e troca de conhecimento entre produtores.
Fenasul Expoleite: parceira na promoção do setor
A Fenasul Expoleite é organizada pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura (Seapi), contando ainda com copromoção da Federação Brasileira de Associações de Criadores de Bovinos, Federação da Agricultura do RS, Federação dos Trabalhadores na Agricultura e da Prefeitura Municipal de Esteio.
A programação completa do evento será divulgada pelas entidades organizadoras nas próximas semanas, incluindo apresentações, palestras técnicas, julgamentos de animais e oportunidades de negócios para os participantes do setor.
Destaque para negócios e fortalecimento da cadeia
A integração da Fenovinos à Fenasul Expoleite cria um ambiente estratégico para promover a ovinocultura dentro do contexto mais amplo do agronegócio. Além de valorizar a genética, o evento favorece negócios, networking e troca de experiências entre produtores de diferentes segmentos da pecuária.
Essa união das feiras reforça o papel do Parque Assis Brasil como referência em eventos agropecuários e contribui para o fortalecimento e modernização do setor no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Santa Catarina avança na exportação de maçãs com certificação local e embarque direto pelos portos do estado
Exportação de maçãs ganha eficiência com certificação na origem
A cadeia produtiva da maçã em Santa Catarina passa por um avanço importante na safra 2025/2026. A partir deste ciclo, os produtores passaram a contar com a certificação fitossanitária realizada diretamente nos municípios de São Joaquim e Fraiburgo, permitindo o embarque da fruta pelos portos catarinenses.
Com condições climáticas favoráveis, a safra apresenta bom desempenho, e a expectativa é de que o estado exporte cerca de 20 mil toneladas da fruta. A nova logística representa um ganho relevante em eficiência e competitividade para o setor.
Redução de custos e ganho de qualidade no transporte
Com a descentralização da certificação, os produtores agora podem optar por embarcar a produção diretamente por portos mais próximos, como o Porto de Imbituba.
A mudança traz benefícios importantes:
- Redução dos custos com transporte
- Menor tempo de espera em terminais portuários
- Aumento da vida útil da fruta, que é altamente perecível
Esses fatores contribuem para melhorar a qualidade do produto entregue ao mercado internacional e fortalecer a competitividade da maçã catarinense.
Fim da dependência de outros estados para certificação
Antes da mudança, os produtores precisavam encaminhar a carga para outros locais para obtenção da certificação fitossanitária. As principais alternativas eram:
- Envio para Vacaria (RS), para inspeção
- Transporte até o porto de Itajaí, com espera pela liberação
Ambas as opções geravam custos adicionais, seja com logística ou com armazenagem dos contêineres até a autorização para exportação.
Medida atende demanda histórica do setor produtivo
A descentralização da certificação atende a uma reivindicação antiga dos produtores de maçã do estado. A nova estrutura elimina etapas burocráticas e agiliza o processo de exportação.
Além disso, a medida reforça a posição de Santa Catarina como principal produtor de maçã do Brasil, permitindo que a fruta chegue mais rapidamente aos mercados internacionais.
Certificação local já apresenta resultados na safra atual
Em São Joaquim, um dos principais polos produtores, já foram certificadas cerca de 530 toneladas de maçã diretamente na origem nesta safra.
A expectativa é que, com a consolidação do novo modelo, o volume certificado localmente aumente ao longo dos próximos ciclos, ampliando os ganhos logísticos para toda a cadeia.
Sanidade vegetal segue como pilar da competitividade
A certificação fitossanitária é uma exigência dos países importadores e garante que a fruta esteja livre de pragas e doenças. Nesse contexto, o controle sanitário desempenha papel fundamental na manutenção da presença da maçã catarinense no mercado externo.
Entre os principais avanços, destaca-se a erradicação da Cydia pomonella, praga considerada uma das mais prejudiciais à cultura da maçã. O controle foi possível por meio de monitoramento intensivo, uso de armadilhas e eliminação de focos contaminados.
Outro ponto de atenção é o controle do cancro europeu das pomáceas, causado pelo fungo Neonectria ditissima, que afeta a estrutura da planta e compromete a produtividade. Atualmente, a doença está sob controle no estado.
Além das ações de monitoramento, também há fiscalização rigorosa de cargas e orientação aos produtores, incluindo recomendações como:
- Não transportar mudas ou sementes sem certificação
- Adquirir plantas apenas em estabelecimentos regularizados
- Utilizar mudas com certificação fitossanitária na implantação de pomares
Santa Catarina lidera produção nacional de maçãs
Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção brasileira de maçãs, que supera 1 milhão de toneladas por ano.
Para a safra atual, as estimativas indicam:
- Mais de 265 mil toneladas da variedade gala
- Cerca de 234 mil toneladas da variedade fuji
Além do aumento no volume, a qualidade das frutas também apresenta evolução em relação ao ciclo anterior.
Exportações ganham relevância em anos de maior oferta
O consumo interno de maçã in natura no Brasil gira em torno de 750 mil toneladas por ano. Em períodos de maior produção, como o atual, a exportação torna-se fundamental para equilibrar o mercado.
O escoamento para o exterior contribui para sustentar os preços internos, evitando excesso de oferta e garantindo melhor remuneração ao produtor.
Apesar das boas perspectivas, fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, ainda podem impactar o desempenho das exportações ao longo de 2026.
Perspectivas: ganhos logísticos fortalecem a cadeia produtiva
A certificação fitossanitária na origem e o embarque direto pelos portos catarinenses representam um marco para a pomicultura do estado.
A expectativa é de que a medida:
- Reduza custos operacionais
- Amplie a competitividade internacional
- Melhore a qualidade do produto exportado
Com isso, Santa Catarina tende a consolidar ainda mais sua posição de destaque no mercado global de maçãs.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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