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1º concurso de bengalas inteligentes para cegos premia vencedores com R$ 1 milhão

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O Governo do Estado concluiu o Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes com a divulgação das equipes vencedoras após a etapa final no chamado Dia do Desafio. A iniciativa, coordenada pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia) e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é considerada a primeira do Brasil neste formato voltada exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologias assistivas.

O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou o caráter pioneiro da iniciativa. “Encerramos um projeto que posiciona o Paraná como referência nacional em inovação aplicada à inclusão. As soluções demonstram que é possível desenvolver tecnologia com impacto direto na vida das pessoas”, afirma.

A secretária em exercício da Sedef, Luiza Simonelli, ressaltou o impacto social do projeto. “Estamos falando de mais segurança, autonomia e dignidade para pessoas com deficiência visual. Esse é o papel do poder público: fomentar soluções que respondam a demandas reais da população”, diz.

O ponto de partida do projeto foi um problema concreto enfrentado por pessoas cegas e com baixa visão: as bengalas tradicionais detectam apenas obstáculos no chão, mantendo o usuário vulnerável a estruturas suspensas, como galhos de árvores, placas, lixeiras elevadas e orelhões. A partir desse diagnóstico, o desafio mobilizou cientistas, engenheiros e startups a desenvolverem soluções capazes de ampliar a percepção do ambiente.

Para isso, o edital foi desenvolvido com base em escuta ativa. Workshops realizados com usuários, em parceria com o Instituto Paranaense dos Cegos, mapearam as principais dificuldades enfrentadas no cotidiano. Os relatos indicaram que os maiores riscos estão acima da linha da cintura, direcionando o desenvolvimento das tecnologias propostas.

Ao longo de um ano, o concurso foi estruturado em etapas. Ao todo, 100 projetos de todo o Brasil se inscreveram, dos quais 10 foram selecionados para a fase de prototipação. Cada equipe recebeu R$ 180 mil, em duas parcelas, para o desenvolvimento das soluções, em um modelo de financiamento de risco que difere das contratações públicas tradicionais, ao apoiar a criação antes mesmo do produto final existir.

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As bengalas desenvolvidas incorporam sensores, inteligência artificial e sistemas de alerta tátil e sonoro, capazes de identificar obstáculos fora do alcance das bengalas convencionais. A etapa final reuniu as equipes no Dia do Desafio, quando os protótipos foram testados em circuitos que simulavam situações reais. Os percursos incluíam obstáculos suspensos e foram realizados por pilotos cegos, responsáveis por avaliar na prática a usabilidade, o conforto e a eficiência das soluções.

VENCEDORES – Ao final, os projetos foram analisados com base em critérios como inovação, viabilidade técnica, acessibilidade e potencial de impacto social. Os três melhores colocados dividiram R$ 1 milhão em prêmios: R$ 500 mil para o primeiro lugar, R$ 300 mil para o segundo e R$ 200 mil para o terceiro.

O primeiro lugar ficou com a empresa Bia Radar, de Toledo, desenvolvida por dois estudantes de Engenharia da Computação da UTFPR. Um dos integrantes, de 23 anos, liderou a criação de um sistema inédito que funciona como um radar acoplado à bengala tradicional, utilizando sensores e inteligência artificial para identificar obstáculos e orientar o usuário por meio de vibrações e sinais sonoros. O segundo lugar foi conquistado pela empresa Sigma, de Curitiba, seguido pela Vereda, de Brasília.

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O estudante e vencedor do concurso, Rafael Farias Menezes, destacou a importância da iniciativa para transformar ideias em soluções com impacto social. “A Bia Radar nasceu com esse propósito, de trazer mais segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual, e graças ao desafio pudemos ter uma experiência muito marcante, tirando essa ideia do papel e desenvolvendo uma solução que pode ajudar diretamente na vida das pessoas”.

Rafael também falou sobre os próximos passos após o reconhecimento do concurso. “Ainda estamos em fase de aprimoramento, mas esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e que a tecnologia pode ser uma grande aliada na inclusão”.

Além da premiação, os vencedores terão acesso à assessoria técnica da ABDI para apoiar a inserção das soluções no mercado e sua escalabilidade em nível nacional e internacional.

PRÓXIMOS PASSOS – Com investimento total de R$ 2,8 milhões, o desafio também se consolidou como um instrumento de compra pública de inovação, ao estimular o desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação prática. Em 2025, o projeto venceu o 5º Prêmio Conexão Inova, voltado ao reconhecimento de iniciativas inovadoras na gestão pública.

Com o encerramento do concurso, a expectativa é que os protótipos avancem para as próximas etapas de validação e mercado. Neste período, os vencedores terão acompanhamento técnico da ABDI. O Governo do Paraná também estuda a implementação de um programa-piloto para disponibilizar a tecnologia a pessoas cegas no Estado, com a possibilidade de expansão futura para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo PR

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IAT emite Licença de Operação que autoriza funcionamento da Ponte de Guaratuba e acessos

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O Instituto Água e Terra (IAT) emitiu nesta segunda-feira (27) a Licença de Operação da Ponte de Guaratuba e dos acessos da PR-412 nas duas margens da Baía de Guaratuba, no Litoral do Paraná. A licença foi concedida ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) responsável pela obra, e libera o funcionamento da ponte.

O documento estabelece requisitos básicos e uma série de condicionantes que devem ser atendidos durante a operação do empreendimento, de acordo com o previsto na Lei Estadual 22.252/24 e no Decreto nº 9.541/25. A Licença de Operação é a última etapa do processo de licenciamento ambiental da ponte, emitida após a finalização da obra.

Antes dela, o IAT já tinha liberado a Licença Prévia, prevista na etapa de planejamento, após a aprovação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), elaborado em 2019; e a Licença de Instalação, quando foi autorizado o início das obras, com o cumprimento de uma série de ações previstas nos programas ambientais e no Plano Básico Ambiental, apresentado em abril de 2024.

“O Instituto Água e Terra participou desde o início da obra, com a emissão de três tipos diferentes de licença ambiental. Concluímos o processo com a certeza de que o meio ambiente foi respeitado, que todas as condicionantes foram cumpridas e que essa ponte transformará ainda mais o Litoral do Paraná, promovendo, de fato, o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

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Esta última etapa prevê a continuidade dessas ações durante toda a operação da ponte. As condicionantes incluem, por exemplo, a restrição do tráfego de veículos pesados e a proposição de um programa de recuperação de áreas degradadas, para que os locais que tiveram intervenção retornem às condições próximas às características originais do terreno.

Os resíduos sólidos gerados durante a fase de operação também deverão ser armazenados e destinados de forma ambientalmente correta, como prevê a legislação. Além disso, também estão previstos plano de emergência para eventuais acidentes que possam ocorrer durante a operação.

MONITORAMENTO DA FAUNA – Outra preocupação é em relação à fauna local, com ações específicas de monitoramento de espécies residentes, como o boto-cinza, toninha, tartaruga-verde, mergulhões e guará, e as migratórias, como os pássaros bobo-pequeno e albatroz-de-bico-laranja. Também devem ser monitoradas espécies exóticas e invasoras e dos moluscos incrustados nas estruturas da ponte.

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A licença também prevê uma análise de cenários para comparar o impacto do fim da atividade do ferry boat nos recursos pesqueiros, incluindo a produção de ostras, já que a Baía de Cabaraquara, que fica próxima ao empreendimento, é reconhecida pela qualidade de suas ostras.

Além disso, as condicionantes incluem ainda a apresentação, em até 90 dias, da proposta de conclusão do Programa de Diversificação das Atividades Econômicas Produtivas, voltado aos trabalhadores informais que exerciam atividades no ferry boat, e do Programa de Apoio às Comunidades Tradicionais.

PONTE DE GUARATUBA – Aguardada há mais de 40 anos, a Ponte de Guaratuba será inaugurada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O Governo do Estado investiu cerca de R$ 400 milhões no projeto, que põe fim à travessia por ferry boat na baía, conectando as cidades de Matinhos e Guaratuba.

A ponte conta com mais de 1.240 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Considerando ainda os acessos terrestres nas duas entradas da ponte, a ponte abrange pouco mais de 3 quilômetros.

Fonte: Governo PR

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